O interesse por experiências culturais ganha espaço nas decisões de viagem dos brasileiros e abre novas oportunidades para o afroturismo no país. Uma pesquisa da Booking.com divulgada este ano mostra que 90% dos viajantes brasileiros querem explorar a cultura e a gastronomia local durante suas viagens, enquanto 89% têm interesse em aprender sobre diferentes culturas e destinos.
O movimento reforça a procura por experiências que aproximam turistas da história e das comunidades dos lugares visitados. No afroturismo, essa conexão aparece em roteiros históricos, gastronomia afro-brasileira, música, manifestações culturais, espaços de memória e atividades conduzidas por moradores, guias e empreendedores locais.
“Quando o turista procura gastronomia, história, cultura e experiências conduzidas por pessoas do próprio território, ele se aproxima de elementos que fazem parte do afroturismo. O Brasil tem uma riqueza enorme de histórias e referências afro-brasileiras que podem integrar cada vez mais os roteiros de quem viaja pelo país”, afirma Carlos Humberto, CEO da Diaspora.Black, startup especializada em experiências afrocentradas.

A tendência já aparecia em 2025. O Relatório de Viagens e Sustentabilidade da Booking.com, realizado com 32 mil viajantes de 34 países, apontou que 82% dos brasileiros buscavam experiências autênticas ligadas à cultura local. Outros 83% afirmaram querer que os recursos gastos durante as viagens retornassem às comunidades dos destinos visitados.
O cenário coincide com um momento de crescimento do turismo brasileiro. O país recebeu 9,3 milhões de turistas internacionais em 2025, alta de 37,1% sobre o ano anterior e recorde histórico, segundo a Embratur. Para o afroturismo, o aumento do fluxo de visitantes amplia as possibilidades de inserir experiências afrocentradas nos roteiros de brasileiros e estrangeiros e movimentar uma cadeia formada por guias, restaurantes, produtores culturais, artesãos e outros negócios locais.
“Existe uma oportunidade de fazer com que o afroturismo esteja cada vez mais presente no planejamento regular das viagens. Quanto maior a oferta e a visibilidade dessas experiências, maior também a possibilidade de valorizar a diversidade cultural brasileira e gerar renda para os profissionais e empreendedores que mantêm essas histórias vivas”, finaliza Carlos Humberto, CEO da Diaspora.Black.
Texto por: Agência com edição Eliria Buso
Foto por: cookie_studio via Magnific






