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Fazenda de 300 anos é opção de turismo rural e descanso na terra dos balões e paraquedismo

10 de março de 2026

Boituva é nacionalmente conhecida pelo maior centro de paraquedismo e balonismo da América Latina. Mas, longe da adrenalina que colore o céu da cidade, outro movimento começa a ganhar espaço: o da desaceleração.

Com mais de 300 anos de história, a Fazenda Bosque Belo abre suas portas para o turismo de experiência ao unir patrimônio histórico, sustentabilidade e hospitalidade autoral em um cenário onde o tempo parece seguir outro ritmo. Com 44% da área dedicada à reserva florestal, a propriedade mantém áreas de preservação permanente, pastos, açude e manejo responsável de animais. 

Um dos pilares é o projeto de agrofloresta, que reúne 2.500 mudas de árvores frutíferas e medicinais cultivadas em sistema integrado. O modelo fortalece o solo, estimula a biodiversidade e resgata práticas tradicionais de plantio. A produção abastece a própria cozinha e reforça a conexão entre terra e mesa.

Da fazenda à mesa

Na sede histórica Bosque Belo Baguá, construída entre 1700 e 1750, a experiência se estende naturalmente à gastronomia. O conceito farm to table orienta o preparo dos pratos, valorizando ingredientes frescos e artesanais cultivados na própria fazenda ou fornecidos por produtores vizinhos.

A horta e o pomar garantem hortaliças, frutas e ervas colhidas no tempo certo. Os peixes vêm do açude da propriedade e entre os destaques está o Wagyu puro, uma das carnes mais nobres do mundo, criado ali com manejo responsável.

“Entendemos que a mesa é parte essencial da experiência e que cada prato contribui para a qualidade do encontro e da troca. Alimentar também é criar memória”, afirma Nathalia Gottheiner, proprietária da Fazenda Bosque Belo.

O Bosque das Araras

Durante a pandemia, a fazenda iniciou um novo capítulo com o resgate de uma arara-canindé chamada Cocó. Com base na doma consciente, Cocó aprendeu a voar livremente, em segurança e com confiança. A experiência deu origem ao projeto Bosque das Araras, mantenedouro vinculado ao IBAMA que acolhe psitacídeos resgatados do mercado ilegal e oferece ambiente adequado para reabilitação. “Tínhamos um princípio inegociável quando resgatamos a Cocó, ela não viveria em uma gaiola”, esclarece Nathalia.

Hoje, três araras vivem na fazenda e outras cinco aves selvagens visitam o espaço regularmente. Mesmo com liberdade para partir, escolhem permanecer. “Essa convivência reforça algo em que acreditamos profundamente. A verdadeira liderança nasce da confiança, do respeito e da liberdade de escolha”, diz.

Sustentabilidade como prática diária

A sustentabilidade também está presente nas escolhas cotidianas da fazenda. O manejo da terra respeita os ciclos naturais, os recursos hídricos são preservados e as decisões seguem o princípio de equilíbrio entre produção, paisagem e permanência.

Dividida em duas sedes independentes e complementares, a propriedade reúne arquitetura histórica, suítes adaptadas a partir de antigas baias de cavalos, chalés com vista para o lago, piscina natural, sauna, ofurô e espaços integrados à mata.

“Nosso propósito é criar um ambiente onde as pessoas possam se reconectar com o tempo e com a natureza de forma consciente. Mais do que um espaço para encontros, a Fazenda Bosque Belo é um convite para viver o presente”, completa Nathalia.

Texto por: Agência com edição Eliria Buso

Fotos por: Divulgação

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