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Philae, o templo mais feminino do Egito | Qual Viagem Logo

Egypt: Philae temple from nile

Philae, o templo mais feminino do Egito

16 de maio de 2019

Localizado às margens do imponente Rio Nilo, o Templo de Philae é um atrativo inusitado e pouco falado pelos guias turísticos, mas que certamente deve entrar na listinha de “must go” por quem visita o Egito.

O templo é um dos poucos que foi dedicado a uma divindade feminina e por isso recebeu características bem diferentes de outros santuários. O mais impressionante, no entanto, são as colunas que mesclam os estilos arquitetônicos egípcios e gregos, já que foram construídas a mando do faraó Ptolomeu II, de linhagem grega. Antigamente, todas as paredes eram decoradas e coloridas, e algumas ainda possuem marcas de tinta, por isso vale a pena levar uma lanterna e ver bem de pertinho os detalhes dos hieróglifos.

Foto via iStock por MaRabelo

Foto via iStock por MaRabelo

Ísis é a deusa que representa a fertilidade e a maternidade, além de ser protetora da natureza e da magia. Sua imagem é representada por uma mulher com uma coroa de chifres, e todas foram construídas em tamanho natural. O templo remonta toda a história de vida da divindade, desde seu relacionamento com Osíris até o nascimento de seu filho Horus.

O espaço ainda conta com santuários dedicados à deusa Hator, que possui um culto semelhante ao de Ísis, e um templo para Trajano, antigo imperador do Egito. Todas as noites acontece um espetáculo chamado Sound and Light, incluso no valor do ingresso, que custa 50 EGP.

Foto via iStock por temis

Foto via iStock por temis

Segundo as lendas locais, Cleópatra visitava o templo com muita frequência, para reverenciar a divindade, e todas as vezes em que ela se vestia para ir a público, fazia em homenagem a Ísis, como uma reprodução da deusa dentro de si mesma.

Entretanto, o que é mais curioso a respeito do templo de Philae, é que ele já não está mais no seu local de origem. Em meados de 1950, a região aonde se encontrava era uma zona de alagamento, e por isso constantemente sofreu danos ao longo dos anos. Em 1970, a UNESCO criou um projeto de salvação, que foi posto em prática por um time de holandeses, que desconstruíram o templo em cerca de 40 mil peças e o remontaram em uma ilha bem próxima, a de Agilika.

Texto por Carolina Berlato

Imagem Destacada via iStock por jsanchez_bcn

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