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Arouca reúne religiosidade e ecoturismo pertinho do Porto

30 de agosto de 2019

A região metropolitana do Porto abriga destinos turísticos históricos e naturais de uma beleza ímpar e ainda pouco explorada pelos brasileiros. Um desses locais é a charmosa Arouca. Do Porto são menos de 50 minutos, e a cidade fica situada entre os rios Douro e Vouga.whatsapp-image-2019-08-30-at-16-05-18

Os rios correm com pressa por lá e o verde inunda a paisagem rochosa, detentora de uma beleza que nos tira o fôlego. Visitar aquela vila é quase como voltar ao tempo, ou pensar que estamos vivendo uma cena de teatro ou de belos filmes.  Explorar os encantos de Arouca é ao mesmo tempo realizar uma viagem onde a aventura está bem presente e onde todos os sentidos devem estar bem despertos. Histórica, natureza abundante, gastronomia e um centro histórico que mais parece um pequeno presépio.

A região abriga aldeias tradicionais que contam um pouco da história de quem ali vive, artesanato, esportes de aventura no rio Paiva e trilhas onde o ar puro, as árvores frondosas e as pequenas quedas d água são parceiras constantes.  Essa adrenalina pode ser experimentada nos quase 9 quilômetros de passarelas de madeira que foram construídas a beira do imponente rio, que se chama de Passadiços do Paiva. whatsapp-image-2019-08-30-at-15-59-17

É bom realizar a caminhada logo pela manhã, bem depois do café, que recomendamos começar a visita. O percurso atravessa um autêntico santuário natural, passando pelas praias fluviais do Areinho, Espiunca e do Vau. Trata-se de uma viagem pela biologia, geologia e arqueologia. A escolha ideal para quem ama a natureza. E quem quer continuar a embrenhar-se pelo meio da paisagem deve seguir para a serra da Freita e procurar a Cascata da Frecha da Mizarela. É uma cascata alimentada pelas águas do rio Caima e tem cerca de 75 metros, sendo uma das quedas de água mais altas da Europa.

Podemos depois continuar a percorrer a serra da Freita e seguir para a Casa das Pedras Parideiras. É aqui que tentamos compreender um fenômeno que terá 300 milhões de anos e que é raro no mundo. São as pedras de origem granítica que, por ação da natureza geodinâmica, brotam de uma rocha-mãe. As pedras parideiras simbolizavam, na tradição ancestral da região, a fertilidade.

Para conhecer melhor a história e os costumes de Arouca vale também visitar uma das suas típicas aldeias, Paradinha, em Alvarenga. Ali, as casas são feitas de xisto e ardósia e estão ainda presentes. Podemos ainda encontrar, moinhos, carros de bois e muitos outros utensílios ligados à agricultura.whatsapp-image-2019-08-30-at-16-05-18-1

O centro da vila não pode ficar esquecido e temos obrigatoriamente que visitar o Mosteiro de Arouca. É lá que se encontra o túmulo de D. Mafalda, filha de D. Sancho I e beatificada em 1792. O interior do mosteiro abriga ainda o Museu de Arte Sacra, onde estão expostos vários objetos das religiosas que lá habitaram. Tratam-se de pinturas, esculturas, peças de ourivesaria, têxteis e mobiliário, que representam o que de melhor há a nível de arte em Portugal.

Outra atração para quem pretende ficar mais de dois dias por lá é conhecer o Arouca Geopark que oferece ao visitante um inventário geológico e do patrimônio natural dos mais completos.

Em Arouca, também na área central os visitantes são, também conquistados pela barriga. Um dos pratos de eleição é a vitela arouquesa, que é servida assada no forno. O cabrito é também outro dos pratos mais apreciados, assim como os bifes de Alvarenga.

Onde comer

Arouca tem tradição de ter um dos melhores e mais completos cardápios de doces conventuais.

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O Casa Caetano é um restaurante que fica na freguesia de Alvarenga. Um dos destaques são os tenros bifes de gado uma tradição que nasceu desde 1954.  Outra pedida imperdível da casa é a vitela arouquesa, preparada com tempero á moda antiga e feita no fogão a lenha. A proprietária é um portuguesa gentil que chegou a morar por seis anos no Brasil, na cidade de São José dos Campos. Você se sente em casa.

Onde ficarwhatsapp-image-2019-08-30-at-17-35-16

Para dormir, nada como descansar numa cada de campo, situada em Espiunca, a poucos metros do rio do Paiva. Esse alojamento é o resultado da recuperação de um edifício rural, baseado nos princípios da construção sustentável.whatsapp-image-2019-08-30-at-17-35-16-1

As paredes exteriores estão preservadas pois foram todas construídas com o xisto, pedra abundante na região que preserva o calor e ao mesmo tempo deixa a temperatura amena do ambiente.

Reservas casadopaul.worldpress.com

Texto por: Cláudio Lacerda Oliva

Fotos: Sylvia Falseti

Os jornalistas viajaram a convite da Associação de Turismo do Porto e Norte e com a cobertura da GTA.

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