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5 dicas para visitar a China sem passar perrengue | Qual Viagem Logo

Shanghai, China - June 20, 2014: Crowds walk below neon signs on Nanjing Road. The street is the main shopping district of the city and one of the world's busiest shopping districts.

5 dicas para visitar a China sem passar perrengue

21 de março de 2018

A China é um país cheio de contrastes. De um lado, Pequim com suas construções imperiais milenares; de outro, Xangai, com um dos skylines mais modernos do mundo. Enquanto isso, cidades como Guilin apresentam paisagens montanhosas de tirar o fôlego. A equipe do blog do buscador de voos Viajala.com.br conta quais são os erros mais comuns de quem organiza uma viagem para a China e como evitar cair nas mesmas ciladas:

Não se separe das suas anotações

Foto por iStock / PurpleImages

Foto por iStock / PurpleImages

Se você fala chinês, quase não vai sentir diferença ao viajar para a China e para qualquer outro país. Mas quem não sabe a língua local esbarra na dificuldade de decorar os caracteres orientais e na completa falta de fluência de inglês da população, mesmo de atendentes de hotéis e aeroportos. Enquanto esse fator é maravilhoso para a experiência de imersão do viajante, também vira um problema ao limitar a comunicação com quem não fala chinês e dificultar o entendimento entre estrangeiros e locais, abrindo a porta para dezenas de perrengues.

Por isso, leve todas as informações importantes da sua viagem anotadas em chinês: nomes, endereços e pontos de referência. É quase impossível conseguir pegar um táxi, por exemplo, se você não tiver o endereço exato do destino em caracteres chineses. Até para pedir informação na rua essas anotações serão extremamente úteis.

Prefere hotéis a hostels? Então aumente o limite do cartão de crédito

Foto por iStock / orpheus26

Foto por iStock / orpheus26

O bom da rede hoteleira chinesa é que são muitas as opções de hospedagem nas principais cidades, de hostels baratos a hotéis de muito luxo – que, no geral, saem mais em conta que opções do mesmo nível no Brasil ou na Europa. A verdade é que gastar um pouco mais para ficar em bons hotéis tem várias vantagens, que vão desde a estrutura do local (estabelecimentos mais luxuosos oferecem quartos maiores que o padrão apertado chinês, além de bar, vista, piscina…) ao staff, que costuma ter um nível melhor de inglês.

Mas há uma desvantagem: as políticas usadas por esses estabelecimentos no pagamento com cartão de crédito. Para não ter dor de cabeça já na chegada, é melhor aumentar seu limite antes de viajar. Não é incomum que o hotel peça para bloquear um valor quase tão alto quanto a própria hospedagem como depósito de segurança, que só é desbloqueado dias ou até semanas depois. A prática acontece muito nas cidades grandes e em hotéis de rede.

Reveja os aplicativos indispensáveis do seu celular

Foto por iStock / ipopba

Foto por iStock / ipopba

A internet chinesa é controlada através de um firewall, que bloqueia o acesso a diversos sites que são absolutamente normais (e até necessários) no nosso dia a dia aqui no Brasil. O Google e redes sociais como Instagram e Facebook são acessíveis apenas em Hong Kong e Macau, regiões administrativas especiais da China, ou para quem usa VPN, uma rede que “dribla” o bloqueio dessas páginas (o que é ilegal por lá).

Quem prefere conhecer a China sem VPN precisa fazer algumas adaptações nos seus aplicativos, já que vai trocar o tempo gasto normalmente nas redes sociais e nas postagens de fotos por tempo gasto em dicionários online e apps de tradução.

O aplicativo do Google Translate, por exemplo, vai virar o novo favorito do seu celular: mesmo no modo offline, o app traduz as frases digitadas para o chinês automaticamente e é uma mão na roda na hora da comunicação com os locais. Muitos deles dispõem de aplicativos similares em seus celulares e vão até se divertir em manter o diálogo, respondendo através de seus aparelhos. Demora, mas funciona, e é uma forma curiosa de quebrar a barreira da língua e entrar em contato com a população. Lembre-se de fazer o download do aplicativo antes da viagem, já que, uma vez em território chinês, os produtos do Google deixam de estar disponíveis.

Fique atento ao calendário local

Foto por iStock / fazon1

Foto por iStock / fazon1

Isso vale tanto para as estações do ano quanto para a alta e a baixa temporadas na China. Por exemplo: se você pretende viajar no inverno, vale saber que ele é bem rigoroso, principalmente no norte, e que algumas das principais atrações turísticas naturais, como parques, montanhas, rios e lagos, podem não estar abertas à visitação ou não apresentar toda a exuberância que se espera delas.

Quanto às temporadas, cuidado para sua viagem não acabar caindo, sem querer, em períodos muito lotados. O período do Ano-Novo chinês, por exemplo, é uma época de férias coletivas que resulta na maior migração da humanidade – é quando um número muito grande de chineses viaja ao mesmo tempo dentro do próprio país. Quem for visitar a China em alguma data próxima desse feriado pode esperar filas quilométricas, muvuca intensa nos pontos turísticos e preços mais altos na hospedagem.

Se você sonha em ver as celebrações de Ano-Novo, como as Danças do Leão e do Dragão e os shows de fogos de artifício, pode topar conhecer o país mais populoso do mundo justo na sua época mais cheia, mas se você prefere evitar os preços altos e as multidões, viaje a partir de abril, quando a muvuca dá uma trégua e as temperaturas voltam a subir.

Organize-se com mais antecedência que nunca

Foto por iStock / kitzcorner

Foto por iStock / kitzcorner

É normal deixar detalhes de viagem, como a hospedagem e os trajetos internos, para serem decididos meio em cima da hora. Infelizmente, uma ida para a China não permite muito improviso. Primeiro, porque, para tirar o visto, o Consulado Chinês exige que a viagem já esteja organizada, com o endereço de cada hospedagem. E, segundo, porque as distâncias entre as cidades são enormes, os trechos de avião são caros e as passagens de trem podem esgotar, principalmente em feriados.

Aproveite essa exigência do Consulado e monte o seu roteiro com bastante antecedência, prevendo os deslocamentos internos, as datas de cada trecho, a melhor localização de hospedagem (perto de uma estação de metrô ou das principais atrações, para facilitar seu dia a dia na cidade) e deixe todas as reservas garantidas. Assim, você dá menos chance para o azar e viaja com muito mais tranquilidade.

Texto por: Agência com edição de Patrícia Chemin

Foto destaque por: iStock / SeanPavonePhoto

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