Minas Gerais receberá, de 24 a 26 de novembro, em Congonhas, a 8ª edição do Fórum Nacional de Turismo Religioso, principal encontro brasileiro dedicado exclusivamente ao segmento. Realizado em uma cidade reconhecida pela força da fé e por seu patrimônio mundial, o evento coloca Congonhas e Minas Gerais no centro das discussões sobre turismo religioso, governança, mercado e desenvolvimento dos destinos.
Ao longo de sua trajetória, o Fórum consolidou-se como a única bússola do Brasil dedicada exclusivamente ao Turismo Religioso, aproximando lideranças religiosas, o poder público, a iniciativa privada, a academia, destinos, santuários, agências, operadoras e profissionais do turismo. Em Congonhas, além do conteúdo técnico, haverá espaço de exposição, apresentação de destinos e santuários, grupos temáticos e rodada de negócios, ampliando a capacidade de gerar conexões e visibilidade para o destino anfitrião.
De Fátima e do Chile para Minas Gerais
A dimensão internacional será um dos diferenciais desta edição. De Portugal virá o padre Carlos Cabecinhas, reitor do Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, um dos maiores centros de peregrinação mariana do mundo. O Chile estará representado por Juan Jorquera, interlocutor da Rede Mundial de Turismo Religioso no país, o que fortalecerá o diálogo internacional e latino-americano no Fórum.
Essas presenças representam também uma oportunidade de projeção para Congonhas e para Minas Gerais. Receber lideranças internacionais do segmento significa colocar o destino diante de novas possibilidades de relacionamento, intercâmbio e promoção, somando-se à visibilidade nacional já conquistada pelo Fórum.
Ser destino anfitrião vai muito além de sediar
A realização recente do Fórum Regional Sudeste de Turismo Religioso, no Espírito Santo, deixou um exemplo importante. O SEBRAE/ES e o Sistema Fecomércio-ES compreenderam o verdadeiro significado de um destino anfitrião, envolvendo-se na promoção e na realização do encontro. O evento aconteceu na estrutura do SEBRAE e contou com o Sistema Fecomércio-ES, por meio do Sesc e do Senac, como correalizador.
Mas a acolhida foi além da estrutura física. SEBRAE e Fecomércio compreenderam que receber um evento dessa dimensão exige atenção também à logística e às condições necessárias à participação dos palestrantes, contribuindo para que o Espírito Santo realizasse, com excelência, seu papel de anfitrião. O resultado foi um Fórum capaz de reunir representantes dos quatro estados do Sudeste e de proporcionar ainda uma vivência técnica nos destinos religiosos capixabas. A programação oficial confirma essa integração entre conteúdo, território e experiência.
É esse conceito de anfitrião que precisa ser observado em Minas Gerais: não basta o Fórum acontecer em Congonhas; é importante que as instituições mineiras compreendam que o evento também pertence ao destino que o recebe e que seu sucesso projeta a imagem de Minas para todo o Brasil.
Uma oportunidade para as instituições mineiras
Minas Gerais possui uma relação histórica com a fé, as peregrinações, os santuários e o patrimônio religioso. Por isso, apoiar o Fórum não significa apenas colaborar com mais um evento. Significa utilizar uma plataforma nacional já consolidada para apresentar Minas Gerais, estabelecer relacionamentos, fortalecer sua cadeia turística e projetar seus destinos religiosos no Brasil e no exterior.
O exemplo do Espírito Santo mostrou o que acontece quando as instituições compreendem seu papel como anfitriãs. Agora, essa oportunidade chega a Minas Gerais.
De 24 a 26 de novembro, o Brasil do Turismo Religioso estará voltado para Congonhas. Com representantes internacionais chegando de Portugal e do Chile e participantes de diferentes estados seguindo para Minas, surge uma pergunta necessária:
Minas Gerais estará apenas sediando o Fórum Nacional de Turismo Religioso ou assumirá, junto com suas instituições, o protagonismo de ser verdadeiramente o estado anfitrião?
Texto por: Agência com edição
Foto destaque por: Rafael Cavalcante






