Em roteiro de sete noites, Singular Luxury Travel apresenta uma jornada com aclimatação progressiva, guias privativos, lodges exclusivos e experiências personalizadas em uma das regiões mais remotas e elevadas da América do Sul
A travessia entre o deserto do Atacama, no Chile, e o Salar de Uyuni, na Bolívia, combina paisagens de alta altitude, diferentes ecossistemas e uma operação que exige planejamento e conhecimento da região. Para conhecer de perto esse produto, Lívia Trento, sócia-fundadora da Singular Luxury Travel, agência-boutique de viagens com roteiros personalizados, realizou a experiência de sete noites com o Explora, em uma jornada que começou em San Pedro de Atacama, no Chile, e terminou no Salar de Uyuni, na Bolívia.
A experiência tem início no Explora Atacama, onde o hóspede permanece por, no mínimo, três noites antes de iniciar a travessia. A etapa é fundamental para a aclimatação à altitude e permite que o roteiro seja construído de acordo com o preparo físico e os interesses de cada viajante. As explorações são realizadas em diferentes níveis de altitude, em um processo progressivo antes da entrada em território boliviano, onde o percurso chega a aproximadamente 5 mil metros acima do nível do mar.
“É uma viagem que exige disposição, principalmente porque existe uma conexão muito forte com a natureza e são realizadas caminhadas em diferentes níveis de dificuldade. Mas o Explora tem uma operação muito bem estruturada e consegue adaptar as experiências de acordo com o perfil de cada hóspede”, afirma Lívia.
No Explora Atacama, a proposta segue o modelo de experiência completa da marca, com hospedagem, café da manhã, almoço, jantar, bebidas selecionadas, além de refeições, snacks e piqueniques realizados durante as explorações. O hóspede também pode optar entre experiências de meio período ou de dia inteiro, de acordo com o roteiro e a distância percorrida.
A travessia para a Bolívia é realizada com estrutura própria e acompanhamento durante todo o percurso. Após a passagem pela fronteira, os veículos utilizados no Chile são substituídos por carros 4×4 preparados para a operação boliviana. Cada veículo atende duas pessoas e conta com motorista e guia privativos, além de equipamentos de segurança, oxigênio, kit de primeiros socorros, água e alimentos disponíveis durante os deslocamentos.
A operação também contempla o acompanhamento individualizado durante as explorações. Ao final de cada dia, o guia apresenta as possibilidades para o dia seguinte e monta o roteiro considerando interesses, condicionamento físico e disposição do hóspede. É possível escolher entre caminhadas mais curtas ou longas e ajustar o nível de dificuldade ao longo da viagem.
“Esse é um dos grandes diferenciais. Você tem um guia que acompanha a viagem do início ao fim e entende o seu perfil. Não é simplesmente seguir um roteiro pronto. Existe uma construção diária da experiência”, explica Lívia.
Na Bolívia, a hospedagem é realizada nos lodges do Explora, instalados em pontos estratégicos do percurso. O Ramaditas e o Chituca, por exemplo, possuem quatro quartos cada e contam com áreas comuns para as refeições. A proposta mantém a operação da marca em uma estrutura menor e adaptada às características remotas da região. Os lodges não precisam estar completamente ocupados para que a travessia aconteça, e a operação está disponível ao longo do ano, mediante consulta de disponibilidade.
Durante a viagem de Lívia, foram realizadas uma noite no Ramaditas e uma no Chituca, antes da chegada ao Salar de Uyuni. As duas estruturas possuem configuração semelhante, mas estão inseridas em paisagens distintas: enquanto o primeiro tem vista para uma lagoa, o segundo está cercado por grandes cactos milenares.
A alimentação acompanha a proposta de cada lodge. As refeições são preparadas diariamente e incluem opções de proteínas, saladas e carboidratos, além de entradas, sobremesas e bebidas. Restrições alimentares e alergias podem ser informadas previamente para adaptação do serviço.
O ponto alto da travessia é a chegada ao Salar de Uyuni, considerado o maior deserto de sal do mundo, com aproximadamente 12 mil quilômetros quadrados. A região concentra algumas das paisagens mais marcantes do percurso e permite diferentes formas de exploração, incluindo caminhadas, passeios de bicicleta e experiências ao ar livre.
Durante a experiência, Lívia realizou uma caminhada na Isla del Pescado, a cerca de 4.700 metros de altitude, seguida de um almoço montado pelo Explora no próprio Salar. Em outro momento, fez um passeio de bicicleta de aproximadamente oito quilômetros, encerrado com drinks e snacks para acompanhar o pôr do sol.
No deserto de sal, a hospedagem foi realizada por duas noites em um lodge maior, com seis quartos e localização sobre uma elevação com vista para a extensão do Salar. O roteiro também pode ser ampliado: além da travessia de sete noites, o Explora oferece versões de nove e 11 noites, de acordo com os interesses e a disponibilidade do viajante.
Outro fator que interfere diretamente na operação é a sazonalidade do salar. Em períodos de maior volume de água, quando o fenômeno do espelho d’água transforma a paisagem, o trajeto de travessia pelo salar precisa ser alterado. Em condições secas, o percurso entre o lodge e o aeroporto de Uyuni pode ser feito atravessando diretamente o salar, em aproximadamente uma hora e meia. Quando a superfície está molhada, o trajeto precisa contornar a região e pode chegar a cerca de cinco horas.
Para Lívia, a combinação entre a geografia da região e a estrutura de operação do Explora transforma uma viagem que poderia ser considerada desafiadora em um produto viável para diferentes perfis de viajantes.
“A travessia tira o viajante completamente do óbvio. São paisagens que mudam o tempo todo e uma experiência que não se compara a outros roteiros da América do Sul. Ao mesmo tempo, o nível de cuidado e a experiência do Explora fazem toda a diferença para que o hóspede consiga viver tudo isso com segurança e conforto”, conta.
A travessia é indicada para viajantes que buscam descobrir paisagens e cenários fora do óbvio, com disposição para caminhadas e experiências em ambientes de alta altitude. Para famílias, o Explora recomenda crianças acima de 12 anos, além de avaliar o perfil e o interesse dos filhos pelo tipo de viagem, sendo possível adaptar as atividades de acordo com a condição física de cada participante. “Sem dúvida, essa é uma viagem que conecta pais e filhos, casal ou grupos de amigos, desacelerando totalmente da rotina habitual”, conclui Lívia.
Texto por agência com edição de Rebeca Dias
Foto por Divulgação Singular Luxury Travel
Mais informações em: Link ou Instagram @singularluxurytravel.






