Em Curaçao, algumas palavras soam familiares antes mesmo de entendermos a frase inteira. “Bom dia”, “boa tarde”, “amor” e tantas outras expressões do papiamentu ajudam a criar uma curiosa sensação de proximidade. Mas a conexão com o Brasil não termina na língua. Está também na maneira expansiva de receber, na mistura de influências e, principalmente, no ritmo de uma ilha onde a música parece acompanhar a vida cotidiana.
O país, situado na região das ilhas ABC junto com as vizinhas Aruba e Bonaire, já era bastante desejado pelos viajantes; principalmente por suas águas azuis cristalinas, praias de areia branca e a arquitetura colorida de Willemstad, capital tombada como Patrimônio Mundial da UNESCO.
Porém, desde a Copa do Mundo de 2026, quando Curaçao conquistou seu primeiro ponto na competição e encantou o mundo com o clima festivo de seus jogadores antes e depois das partidas, foi registrado um aumento de quase 540% nas buscas de brasileiros pelo destino, segundo dados do Airbnb.
Mas se as praias foram o cartão-postal que atraiu os primeiros visitantes, foi a cultura pulsante, diversa e autêntica que fez os viajantes retornarem. E não há melhor porta de entrada para essa imersão do que o Curaçao North Sea Jazz Festival. Esse é um dos eventos mais aguardados do Caribe, que entre 3 e 5 de setembro transformou a ilha em um grande palco de ritmos.
Três dias de jazz (e muito mais) no coração do Caribe
Apesar do nome, o evento tem uma programação eclética que vai muito além do jazz. A edição de 2026 levou ao World Trade Center Curaçao uma mistura de gêneros e gerações com shows de Rubén Blades a Toto, passando por Jon Batiste, J Balvin, Sean Paul, The Jacksons, Stephen Marley, PJ Morton, entre outros.
A proposta do festival é clara: celebrar a diversidade musical como espelho da própria identidade do lugar. Uma ilha que foi colônia holandesa, que recebeu influências africanas, que respira ritmos latinos e que tem no Caribe seu berço natural. Não é à toa que o line-up mistura salsa, reggae, pop, soul, funk e jazz em uma mesma noite!
Para quem esteve presente, a experiência começa antes mesmo de entrar no local dos shows. O ar salgado do mar se mistura ao som dos instrumentos sendo afinados, o pôr do sol pinta o céu em tons de laranja e rosa, e a plateia, formada por locais e turistas de todas as partes do mundo, já chega dançando. Há quem vá de barco, há quem esteja nos resorts ao lado, há quem vá apenas pelo amor à música.
Entre o palco e a piscina
Quem escolhe se hospedar no Curaçao Marriott Beach Resort durante o festival tem uma experiência ainda mais completa. Localizado a poucos passos da área de shows e a apenas cinco minutos do centro histórico de Willemstad, o resort oferece o equilíbrio perfeito entre descanso e imersão cultural.
Dessa forma, o visitante pode decidir o seu melhor momento para ir aos shows, fazer o trajeto sem a necessidade de um carro ou transfer e ainda curtir uma after party ao final da noite. No dia seguinte, para se recuperar da noitada de música, vale a pena tomar um café mais tarde com as dezenas de opções no JFK Restaurant e, depois, relaxar à beira de uma das piscinas (há opção exclusiva para adultos) ou nas espreguiçadeiras de frente para o mar. 
Instalado em uma área de mais de 24 mil m², com acesso direto à praia, o hotel combina o conforto contemporâneo com referências à arquitetura e à identidade holandesa-caribenha. A atmosfera começa no lobby (chamado de Great Room), espaço aberto que funciona como uma espécie de cartão de visitas do resort, e se estende pelos quartos, áreas de convivência e jardins. Dependendo da acomodação escolhida, a vista pode ser para o mar do Caribe, para as piscinas ou para o jardim botânico, um dos espaços mais tranquilos da propriedade.
Estrutura de hospedagem
São 328 quartos espaçosos e oito suítes de frente para o oceano, todos equipados com varanda ou terraço privativo, entre outras amenidades. Depois de uma noite de shows, esses detalhes fazem diferença para quem deseja descansar sem abrir mão da praticidade.
A área de lazer também foi pensada para diferentes perfis de viajantes. Além da piscina familiar, o resort conta com uma piscina de raia com borda infinita exclusiva para adultos, cercada por cabanas. O hóspede ainda pode aproveitar a praia, praticar snorkel e mergulho, alugar caiaques ou simplesmente acompanhar a programação diária de recreação e entretenimento.
E para quem prefere manter a rotina de exercícios mesmo durante a viagem, a academia funciona 24 horas, oferece equipamentos para atividades aeróbicas e musculação, aulas coletivas e atendimento de personal trainer. Há ainda um percurso de cinco quilômetros para caminhada ou corrida nas proximidades do hotel.
A gastronomia ajuda a ampliar essa experiência. Ao todo, são seis conceitos de alimentação no local, que permitem variar o roteiro sem precisar deixar a propriedade. O JFK Restaurant concentra o bufê de café da manhã e, à noite, se torna uma Steakhouse com diversos cortes de carne; o Salty Iguana Ocean Grill e o Salty at the Beach exploram a atmosfera fresca à beira-mar; o Koi Kòrá Sushi Bar oferece uma alternativa de inspiração japonesa; o Zala Gastro Lounge reúne pratos e drinques em um ambiente mais descontraído; e o Papiamentu Marketplace funciona como opção prática para uma refeição ou lanche ao longo do dia.
A localização também favorece quem pretende conhecer mais do que a programação musical. O Marriott fica a cerca de 15 minutos do Aeroporto Internacional de Hato e poucos minutos dos principais atrativos centrais. Além disso, como o hotel está a menos de 55 minutos de qualquer ponto da ilha, também serve como base para explorar praias, parques nacionais, cavernas e áreas de natureza. Os passeios podem ser feitos de barco, tuk-tuk, UTV ou safári-jipe.
Curaçao além do festival: cultura que se vive nas ruas
O festival é a porta de entrada, mas Curaçao tem muito mais a oferecer para quem quer mergulhar em sua cultura. Willemstad, com suas fachadas em tons pastéis e arquitetura colonial holandesa, é um museu a céu aberto. As ruas do centro histórico escondem galerias de arte, cafés com música ao vivo e pequenos museus que contam a história da ilha, desde os povos indígenas até a chegada dos europeus, passando pela influência africana e pela formação da identidade crioula.
A cena de street art também tem ganhado força, com murais que retratam a diversidade cultural e as lutas sociais do povo curaçauense. E para quem quer entender a alma da ilha, nada melhor do que conversar com os locais. Eles estão sempre dispostos a compartilhar histórias, recomendações de restaurantes e, claro, uma música.
Texto e fotos por: Eliria Buso
A jornalista viajou a convite do Curaçao Marriott Beach Resort com seguro GTA e conectividade OMEUCHIP.






