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Cruzeiros durante a Copa do Mundo de 2026 ganham força

4 de maio de 2026

 A aproximação da Copa do Mundo de 2026 começa a redesenhar o comportamento de viagem dos torcedores brasileiros e latino-americanos. Um movimento que ganha tração no mercado internacional de turismo é a escolha de cruzeiros marítimos como base de hospedagem e deslocamento durante o torneio, que será realizado simultaneamente nos Estados Unidos, no México e no Canadá.

Levantamento realizado com a R11 Travel, especialista em cruzeiros, indica um aumento expressivo no interesse por buscas que associam cruzeiros e Copa do Mundo desde a divulgação dos grupos da competição, no fim de 2024. O crescimento acompanha um cenário inédito – pela primeira vez, o Mundial será distribuído em 16 cidades-sede, em três países, o que amplia custos e complexidade logística para quem pretende acompanhar mais de um jogo.

“Nesse contexto, o cruzeiro deixa de ser apenas um meio de lazer e passa a funcionar como uma base móvel de viagem. Ele concentra hospedagem, alimentação e deslocamento, reduzindo o número de conexões, check-ins e mudanças de hotel”, explica Ricardo Amaral, CEO da R11 Travel.

Entre os portos que despontam como estratégicos estão Miami e Vancouver, ambas cidades-sede da Copa de 2026 e com infraestrutura consolidada para embarque e desembarque de grandes navios.

Miami receberá partidas relevantes do torneio e, ao mesmo tempo, funciona como principal hub de cruzeiros do mundo. Companhias como Royal Caribbean e Celebrity Cruises já estruturam roteiros de minicruzeiros de 3 e 4 dias. Também há opções para 7 a 9 noites que partem da cidade e incluem escalas em destinos do Caribe, como Cozumel (México), Nassau (Bahamas) e a ilha privativa Cococay, permitindo alternar dias de jogos com períodos de lazer em praias paradisíacas.

Nova Iorque/Nova Jersey, que sediará a grande final em 19 de julho de 2026, também desponta como porto estratégico. A Royal Caribbean oferece cruzeiros de ida e volta saindo de Cape Liberty (Bayonne-NJ) com escalas em destinos da Nova Inglaterra e do Canadá, ideal para quem deseja combinar a experiência da final com turismo urbano e cultural.

No Canadá, Vancouver concentra partidas e serve como ponto de partida para cruzeiros pela costa oeste e pelo Alasca. A Celebrity Cruises, em especial, opera roteiros premium de 7 a 10 noites que combinam o calendário esportivo com paisagens do Alasca como os fiordes, geleiras e parques nacionais, incluindo escalas em Victoria, Juneau e Skagway.

Antecedência e planejamento financeiro são decisivos

Especialistas do setor recomendam que a reserva seja feita com pelo menos 6 meses de antecedência, especialmente para cabines próximas às datas dos jogos.

“Já observamos níveis elevados de ocupação para o período do Mundial, principalmente em roteiros ligados às cidades-sede. Além disso, alguns pacotes internacionais combinam cruzeiro, transfers e ingressos para partidas específicas, o que exige planejamento financeiro prévio”, afirma Amaral.

O investimento médio por pessoa depende da duração da viagem, categoria do navio, cabine e serviços incluídos. Pacotes completos, que integram cruzeiro, ingressos e logística terrestre, podem ultrapassar US$ 5.000 por casal.

Copa amplia impacto no turismo internacional

Segundo estimativas da FIFA, a Copa do Mundo de 2026 deve gerar US$ 11 bilhões em impacto econômico nos países-sede. No setor marítimo, a expectativa é de crescimento da demanda em rotas norte-americanas durante o período do evento.

“Para muitos viajantes, o futebol passa a ser o eixo da experiência, mas não o único objetivo. O cruzeiro permite transformar a Copa em uma viagem mais ampla, com conforto, destinos múltiplos e menor desgaste”, conclui Ricardo Amaral, CEO da R11 Travel.

Texto por: Agência com edição Eliria Buso

Foto por: Divulgação