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Foto por Istock/ diegograndi

Toronto: A cidade mais multicultural do mundo

21 de dezembro de 2018

Cosmopolita como poucas cidades no mundo, Toronto conta com inúmeros atrativos e atrai cada vez mais o interesse dos visitantes inter­nacionais. E nem o inverno rigoroso com temperatu­ras que batem os 20 graus negativos impede o agito. Durante os meses gelados, um concorrido programa é patinar no gelo no Nathan Phillips Square, onde é a sede da prefeitura. Mas é no verão que as atrações do destino ficam lotadas, principalmente as praias do lago localizadas nas Ilhas de Toronto, a quinze minutos de balsa do centro.

A seguir, apresento algumas das atrações que não devem ser deixadas de fora em uma visita ao destino.

CN TOWER

A imponente Canada’s National Tower – CN Tower é o principal cartão postal e símbolo de Toronto e pode ser avistada de todas as partes. A torre que recebe anual­mente a visita de mais de 2 milhões de visitantes tem ta­manho que equivale a um prédio de 170 andares. Tem 553 metros de altura e está entre as mais altas do mun­do. Se possível escolha um dia de céu claro e aberto. O visual é incrível. Recentemente ganhou novos vidros que deixou a área de observação ainda maior.

Foto por Istock/Tarek_ElBaradie

Foto por Istock/Tarek_ElBaradie

Apesar de parecer amedrontador, não deixe de pisar ou até deitar no chão de vidro que há no local. Fique tranquilo, as placas têm cerca de 7 centímetros e aguen­tam 21,8 mil quilos, o peso de 3,5 orcas juntinhas. As atrações da CN Tower incluem, ainda, o Edge Walk, um passeio cheio de adrenalina pelo lado de fora da torre, em círculo e com as mãos livres. Tem coragem?

O local também tem um restaurante giratório, o 360, e o Skypod, um observatório ainda mais alto. Caso resolva jantar por lá, chegue antes do pôr do sol, assim poderá observar o visual da cidade durante o dia e também à noite. O preço da subida já está incluído no jantar, des­de que faça a reversa antecipadamente.

CASA LOMA

Quem assistiu “X-Men: O filme” vai lembrar da Casa Loma, que era o guartel-general dos mutantes. Um dos principais pontos de atração turística de Toronto, esse castelo neogótico foi residência de um próspero homem de negócios, Sir Henry Pellat. Tem 98 cômodos e suítes de­coradas com obras de arte de diversas partes do mundo.

Foto por IStock/ JHVEPhoto

Foto por IStock/ JHVEPhoto

O mobiliário e os objetos de decoração são originais, transportando o visitante para um cenário do início do século 20. Chama a atenção a cúpula de vitrais do jar­dim de inverno e o luxo do banheiro usado por Pellat.

Um dos cômodos, inclusive, dá acesso a uma passagem secreta. Na década de 1930, a propriedade foi coloca­da a leilão e acabou sendo comprada pela prefeitura.

DISTILLERY DISTRICT

É um bairro histórico e ótimo lugar para passar o tem­po, seja nas suas galerias de arte, boutiques, lojas de artesanato, cafeterias, restaurantes ou bares. Em 1832, a área onde está o Distillery District abrigava a destilaria Gooderham and Worts, como ainda é possível ver em várias placas dentro do complexo. A empresa, que foi a maior destilaria do mundo, contribuiu muito para o crescimento econômico de Toronto e do Canadá. Dei­xou de funcionar após 153 anos produzindo bebidas al­coólicas como rum e uísque. No início desse século um grupo de investidores transformou o lugar abandonado e restaurou os prédios industriais de estilo vitoriano em algo diferente e especial.

Foto por iStock/ bukharova

Foto por iStock/ bukharova

ST. LAWRENCE MARKET

O charmoso prédio, construído em 1850, é considerado um dos 25 melhores mercados públicos do mundo. Está no coração do distrito histórico da cidade – o Old Town -, nas ruas Jarvis e Front. No piso principal e no andar de baixo estão mais de 50 lojas de especialidades, famosas por oferecer uma imensa variedade de frutas, vegetais, carnes, peixes, grãos e laticínios. É muito procurado por quem procura frutos do mar frescos, carnes, queijos de todos os lugares do mundo, frutas e verduras exóticas, além de diferentes tipos de grãos e de mostarda. Se esti­ver com fome experimente o famoso sanduíche Peameal Bacon (preparado com o saboroso lombo canadense), na padaria Carousel. Fecha às segundas-feiras.

CHINATOWN

Enclave étnico no centro de Toronto, apresenta alta concentração de residentes e empresas de origem chi­nesa. Se estende ao longo da Dundas St West e da Spadina Ave. Os caracteres da escrita chinesa estão no comércio e nas placas de rua. Lojas orientais e merca­dos com frutas e vegetais exóticos se espalham pelas calçadas. Para quem aprecia a culinária asiática a região oferece muitas opções de restaurantes e casas de chá.

Foto por IStock/ peterspiro

Foto por IStock/ peterspiro

Mercado de Kensington – Essa área próxima de Chi­natown é um labirinto de ruas estreitas e vielas, muitas das quais repletas de casas vitorianas coloridas. Duran­te a década de 1920, quando era um bairro predomi­nantemente judeu, as famílias montavam barracas na frente de suas residências e vendiam suas mercadorias umas para as outras. Atualmente há várias lojinhas e brechós. Este foi o início do famoso Kensington Market de Toronto. Hoje, o bairro e o mercado formam uma das áreas mais diversificadas da cidade.

CULTURA E HISTÓRIA

É preciso fôlego para conhecer as atrações de Toron­to. Principalmente se for fã de museus, já que a cidade soma 125. Entre eles, não deixe de fora os seguintes:

Royal Ontario Museum (ROM) – É o maior museu do Canadá de culturas mundiais e história natural. Mantém exposições sobre arte, arqueologia a ciências em suas extensas galerias com 6 milhões de objetos no acervo. Destaque para os imensos esqueletos de dinossauros.

Foto por Istock/ roman_slavik

Foto por Istock/ roman_slavik

Art Gallery of Ontario (AGO) – Reúne mais de 95 mil obras que vão desde a cultura Inuit (esquimó) até qua­dros de artistas internacionais como Picasso e Monet.

Museu de Arte Contemporânea (MOCA) – Localiza­do no bairro Lower Junction, o museu tem sido celebra­do por sua abordagem incisiva, centrada no artista para proporcionar experiência ao visitante.

GRAFFITI ALLEY

Alguns becos com grafites de diversos estilos street art é uma das mais recentes novidades de Toronto, que é considerada a quarta capital do mundo neste tipo de expressão artística, somando-se a Filadélfia, Nova York e Paris. As obras foram grafitadas ao longo da área co­nhecida como West Queen West, o pedaço mais cool da cidade. O Graffiti Alley (Beco do Grafite) com mais de um quilômetro de extensão, virou uma concorrida atra­ção turística. Está na Rush Lane entre as ruas Spadina Avenue e Portland Street, paralela à Queen Street West.

Foto por Istock/ mikeinlondon

Foto por Istock/ mikeinlondon

AQUÁRIO DE RIPLEY

Localizado na base da CN Tower, o moderno aquário reúne cerca de 16 mil espécies bonitas e exóticas, en­tre elas, águas-vivas, lagostas gigantes, tubarões, raias e muitos outros tipos de peixes. Um túnel de acrílico aproxima os visitantes.

CIDADE SUBTERRÂNEA

Toronto tem alguns atrativos impensáveis para nós bra­sileiros. É o caso da chamada cidade subterrânea, maior complexo comercial do mundo com cerca de 30 quilô­metros de galerias abaixo do nível da rua. Chamado de PATH (caminho, em inglês), oferece tudo o que é neces­sário para tocar a vida mesmo durante o rigoroso inverno canadense. Seus corredores climatizados abrigam mais de mil estabelecimentos, com lojas, escritórios, hotéis, bares, restaurantes, praças de alimentação, cinemas, academia, estacionamento, supermercados, entre outros serviços. Tudo distribuído por quatro pisos subsolos e in­terligando mais de 50 edifícios e cinco estações de metrô.

Foto por Istock/ Devo

Foto por Istock/ Devo

Quem visita o lugar pela primeira vez precisa prestar atenção aos mapas e direções para não se perder. Uma dica é olhar para o chão, pois quando o padrão do piso muda, significa que você já está sob outro edifício. Para ajudar na localização, cada uma das letras do PATH tem uma cor diferente, que representa as direções. Assim, o P (vermelho) significa Sul; o A (laranja), Oeste; o T (azul), Norte; e o H (amarelo), Leste.

Como chegar

A Air Canada ofe­rece voos sem escalas entre São Paulo e o Aeroporto Internacional Pearson de Toronto. A viagem tem duração de 10 horas. Várias outras empresas aéreas oferecem voos com escala nos Estados Unidos e na América Central.

Onde ficar

Toronto dispõe de meios de hospeda­gem e hotéis de todas as categorias e preços. Qual Viagem utilizou o The Broadview Hotel, um hotel-boutique instalado em um edifício histórico com 127 anos.

Texto por: Roberto Maia. O jornalista viajou a convite do Turismo de Toronto, voando Air Canada e contou com a proteção do seguro-viagem GTA – Global Travel Assistance.

Foto destaque por Istock/ diegograndi

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