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Foto por Istock/ Anton_Petrus

A pequena e poderosa El Calafate

27 de junho de 2016

A Patagônia Argentina tem seus vai-vens: enquanto em El Calafate a geleira de Perito Moreno avança sem parar, a de Upsala retrocede assustadoramente. Mistérios da natureza glacial: o aquecimento global é cíclico ou é culpa do homem? Em toda a Patagônia a vegetação florida ganha extensas planícies e enfrentam bravamente a aridez da região. Enquanto isso, baleias, pinguins, focas e leões marinhos se exibem em seus resorts naturais.

A região no sul do continente é destino certo para fazer caminhadas: sobre geleiras, passear de barco, de trem, de 4×4, ver de perto animais marinhos e desfrutar de sua gastronomia pra lá de especial: morcilla, chorizo, papas rústica, cordeiro, peixes e o típico empanado.

Foto por Márcio Dadalti

Foto por Márcio Dadalti

Uma das regiões com a menos concentração humana por quilômetro quadrado da Argentina (a Província de Santa Cruz tem densidade demográfica de 0,8 hab./km²), desponta a imponência de suas geleiras gigantes. Em El Calafate, a beleza de seu santuário de animais marinhos, em Puerto Madryn, a disputa do título de cidade mais austral e o vigor da fauna de Ushuaia, na Terra do Fogo, como alguns dos grandes atrativos turísticos da região.

Há muito que se fazer por lá, basta escolher a época do ano que mais se identifique com seu gosto: temperaturas de -20°C invernais da Terra do Fogo, ou 30°C de Puerto Madryn no verão? Ou o meio termo de El Calafate: 22ºC no verão e 5ºC no inverno.

Seja qual for a decisão, um viva aos dias com até 17 horas de luz durante o verão ou às 16 horas de noites românticas no rigor do inverno patagônico. Para onde quer que se vá, a Patagônia Argentina dará sempre bons argumentos a qualquer escolha.

El Calafate pode até não ter o mesmo glamour de Paris, de Miami, ou de qualquer outra grande cidade turística pelo mundo. Mas há muitos anos ela tem atraído e agradado em cheio milhões de europeus, americanos e até mesmo os asiáticos, cuja frequência tem aumentado no decorrer dos últimos anos.

A média de visitante atingiu a marca de 500 mil turistas ao ano. Metade desse número é de estrangeiros e, dentre eles, predominam os espanhóis, seguidos por franceses e alemães.

Situada no cantinho do globo terrestre e dividida entre o litoral do Oceano Atlântico, na Argentina, e o Pacífico, no Chile, El Calafate passou a chamar a atenção do mundo nos últimos 20 anos, embora exista há apenas 40. Mas, quem a conheceu em 1970, não poderia imaginar que a cidade, dependente da criação de ovelhas e da exportação de sua lã, pudesse um dia se transformar num dos maiores polos turísticos da Patagônia.

O rebanho já nem é mais significativo. Estima-se que cerca de cinco mil ovelhas estejam sendo criadas em outros cinco mil hectares de terra. A maior arrecadação da cidade vem do turismo, empreendido principalmente nas geleiras do Parque Nacional Los Glaciares.

Foto por Istock/ ROSARINOMICKEY

Foto por Istock/ ROSARINOMICKEY

Se nos anos 80 o número de visitantes estrangeiros à cidade, em busca do turismo de aventura (em especial alpinismo e trekking), era de 60% (italianos, franceses, ingleses e espanhóis) e os outros 40% eram de argentinos (que na época ainda sofriam com os altos custos de sua economia), nos anos seguintes muita coisa mudou: a paridade entre o dólar e o peso argentino elevou para a metade o número de argentinos na região.

O crescimento, tão explosivo quanto o das geleiras de Perito Moreno, se deu a partir do ano 2000. A vocação turística surgiu de forma espontânea e forçou o crescimento da cidade, quase que obrigando as autoridades a investir em medidas básicas.

Mas o incentivo do governo argentino não foi tanto por acaso. A família Kirchner também tem hotel e uma casa de verão na cidade, o que seguramente contribuiu com o ânimo de se investir em maior infraestrutura na região.

A começar pelo aeroporto, construído a 20 quilômetros da cidade. Em seguida veio o asfaltamento da estrada que leva ao Parque Nacional Los Glaciares. As obras resolveram o sério problema de bloqueio da estrada que dava até o parque, devido à neve espessa durante o inverno.

A criação de um grande hospital também trouxe mais segurança aos turistas. Depois vieram investimentos no Parque Los Glaciares, com a implantação de passarelas e restaurante no local.

O forte crescimento populacional levou a cidade, detentora do maior lago do país, o Lago Argentino, a sofrer com a falta de água e até mesmo de luz.

O investimento hoteleiro foi alto, e daí vieram mais lojas, restaurantes etc. Houve necessidade de se construir uma grande planta de tratamento de água para atender toda essa demanda. A chegada do gás à cidade permitiu a calefação dos quartos dos hotéis. Atualmente há mais de oito mil leitos disponíveis.

OS BRASILEIROS SEM MEDO DE NEVE

A partir de 2005, El Calafate começou a perceber também o aumento do público brasileiro. De acordo com o secretário de turismo da cidade, Alexis Simunovic, a visita do então presidente Lula à região pareceu ter sido relevante. Apesar da queda sensível de visitantes nos últimos anos, os brasileiros já chegaram a deter a fatia de 17% por ano de presença na cidade patagônica. O número expressivo chegou a “destronar” os espanhóis, que, diga-se de passagem, também sofriam com a crise europeia.

O perfil da maioria dos turistas brasileiros que visitam El Calafate é de famílias e também de pessoas da faixa etária entre 25 e 35 anos, vindos especialmente de São Paulo e do sul do Brasil.

A parte velha resiste em beleza. Logo na entrada da cidade, pínus e plátanos envolvem suas poucas ruas. A maioria das lojas de souvenires e de lembranças está concentrada na Avenida Libertador SanMartin. Muitos bares, restaurantes e cervejarias artesanais de ótima qualidade também estão espalhados em pontos próximos.

A caminho do Parque Nacional se passa pela baía Redonda – recanto de cisnes, flamingos e patos selvagens. Conectada com o lago Argentino, a baía alcança seu nível mais alto durante o verão. No inverno é possível até patinar em parte de suas águas.

Foto por Istock/ jlazouphoto

Foto por Istock/ jlazouphoto

El Calafate continua a passar por constantes mudanças. Sua população atual é de pouco mais de 23 mil habitantes. De acordo com o secretário de turismo, a região já é a segunda mais procurada da Argentina, perdendo somente para Bariloche, a queridinha dos brasileiros.

O crescimento tem gerado a busca por parcerias entre outras cidades patagônicas, especialmente Ushuaia e Puerto Madryn. De um ano e meio para cá, El Calafate passou a receber grande número de visitantes gays, motivo que tem levado a cidade a se adequar ainda mais no atendimento a essa forte demanda.

De fato, um destino romântico, onde a noite se consolida com passeios na baía e até mesmo nas geleiras. Outro fator interessante é que o clima seco não deixa a temperatura tão rigorosa, até mesmo no inverno, quando a mínima alcança, no máximo, 2ºC. Nada muito diferente de boa parte do Brasil.

A vegetação árida predomina na região: amplas pastagens, extensas planícies e, ao fundo, montanhas recobertas de gelo. É grande o número de mochileiros que visitam El Calafate, alguns outros, de bicicleta, trailer e até mesmo caminhantes.

O esforço tem sua recompensa: além do Parque Nacional Los Glaciares, onde a beleza das geleiras é inigualável, as estradas da região cortam paisagens deslumbrantes, cheias de neves reluzentes ao topo das montanhas (mesmo durante o verão), vegetação florescente, além de guanacos e outros animais e aves da região.

Cidade limpa, El Calafate tem se dedicado a cuidar do meio ambiente com rigor: foi a primeira da região patagônica a abolir o uso de sacolas plásticas em supermercado e investir forte na reciclagem de lixo produzida diariamente em grande volume pela forte quantidade de turistas.

Os calafates estão por todos os lados. A fruta que deu nome à cidade vem de arbustos espinhosos de um metro e meio de altura. Dela se faz licores, geleias e doces. Também se pode comer crua – o sabor é bastante doce e agradável. Dizem que quem dela come retorna à cidade. Talvez por isso o número de visitantes continue a crescer.

PARQUE NACIONAL LOS GLACIARES 

A cada minuto, um som estrondoso, semelhante a um trovão. É o sinal. Em poucos instantes uma parte qualquer da imensa muralha de gelo de 60 metros de altura irá se desprender. Do alto da passarela, a 200 metros de distância, a multidão aguarda atônita, até que o rompimento, tão esperado, ocorre sob olhares assustados e admirados. É a geleira de Perito Moreno, uma entre as 356 geleiras do Parque Nacional Los Glaciares, a 80 quilômetros de El Calafate.

Os estrondos assombrosos, o rompimento, o êxtase coletivo – toda essa cena faz parte da rotina do Parque, um dos mais belos do mundo. Fundado em 1937, o local foi declarado pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade.

A boa infraestrutura aos visitantes começa antes mesmo da chegada à geleira de Perito Moreno, o principal atrativo do parque. A área de 764 mil hectares tem espaço para piqueniques bem de frente para um dos diversos braços do Lago Argentino. Bem próximo à geleira há restaurante, banheiros limpos e uma pequena loja de souvenires.

A passarela, toda em metal galvanizado, tem degraus vazados, a fim de evitar a acumulação de gelo. O Parque Nacional recebe em média, durante o verão, cerca de mil turistas por dia, a maioria de europeus.

A geleira de Perito Moreno é o grande vislumbre. Do alto da passarela já se avista o imenso tapete branco de 254 km² de superfície (três vezes mais que a área da capital argentina) mesclado de tons azuis, brancos e listras negras. Ao final, as paredes de cinco quilômetros de geleira sustentam o suspense do rompimento de seus blocos de gelo, despertando tanto a emoção de quem está diante dela, quanto a curiosidade de quem está chegando. É possível ouvir o estrondo a centenas de metros.

Perito Moreno tem avançado bastante ao longo dos últimos cinco anos. De acordo com especialistas, dois metros por dia, ou, quase um quilômetro por ano. Mas um grande descolamento desse bloco está previsto para março. O motivo dos grandes desabamentos vem da pressão da água represada por ela mesma.

Foto por Istock/ SteveAllenPhoto

Foto por Istock/ SteveAllenPhoto

Há ainda outra parte desse imenso tapete branco que só pode ser vista de perto por barco, a cerca de 300 metros de proximidade. E a emoção pode ser ainda maior. O embarque é feito no porto Bajo de Las Sombras. O maravilhoso espetáculo do rompimento de gelo pode gerar ondas gigantes que, ao avançar sobre o tranquilo Lago Argentino, fazem o barco balançar suavemente.

Embora a geleira de Perito Moreno seja o principal atrativo do Parque Nacional, ela não é a única. Outras duas possuem estrutura de acesso ao público: as geleiras de Upsala e de Spegazzini. Mas só podem vistas por meio de embarcações.

Por causa dessas geleiras, o imenso Lago Argentino se tornou o terceiro maior da América do Sul (1.560 m2), cheio de pequenos icebergs e blocos de gelo flutuantes próximo aos paredões de gelo, percorrendo suas águas tranquilas e coloridas, por sinal, efeito das partículas de rochas subterrâneas desprendidas no passado por atrito e que não mais se decantam.

Assim, o lago vai se renovando em tons multicoloridos e suaves, de acordo com as horas do dia (aliás, o sol durante o verão nasce às 5h30 e se põe quase às 22h).

NOVAS ATRAÇÕES EM ESTUDO

De Buenos Aires a El Calafate são três horas de avião. A cidade patagônica oferece ainda outros atrativos, como pescarias, trekking 4×4 e várias opções de passeio de barco até as geleiras. Simunovic traz notícias quentes para a região: está em estudo a abertura de visitação para mais duas geleiras.

A primeira delas, a Glaciar Frias, ao sul da região patagônica. Próximo ao local, já são realizados passeios 4×4, na Cerro Frias – montanha de 1.030 metros de altitude, de onde avista do cume o Fritz Roy, a 200 km de distância ao norte, e o Maciço do Paine (Chile).

A segunda, a geleira Viedma, na fronteira com o Chile, é a maior do Parque Nacional Los Glaciares: tem 977 km², seguida pela de Upsala (765 km²). Trata-se da segunda maior geleira do hemisfério sul, perdendo apenas para a de Pio XI, no Chile, de 1.265 km².

Mesmo com tantos lugares cheios de neve no planeta, El Calafate é único em seus detalhes.

PASSEIO-GOURMET PELO LAGO ARGENTINO 

São 9h no Porto La Soledad, a 40 km de El Calafate. A manhã encoberta é comum, porém, a promessa de chuva quase nunca se cumpre. O município costuma receber anualmente apenas 300 mm de chuva por ano.

O barco Leal, da empresa MarPatag, levará os até 28 passageiros às geleiras de Upsala e Spegazzini. Serão nove horas de passeio. À mesa, pratos-gourmet preparados especialmente para esse tour de altíssimo nível.

Há outros barcos maiores, porém, sem refeições á bordo. A viagem, entre 50 e 60 quilômetros de distância sobre as águas do lado norte do Lago Argentino, até chegar aos canais de destino. O retorno está previsto para 17h30, portanto, até lá, muita história pra contar sobre as águas calmas e coloridas do Lago Argentino, vigiado sempre por imponentes montanhas de neve.

Ao contrário do que muitos brasileiros possam imaginar, o frio nessa região da Patagônia não é intenso. Em alguns momentos é preciso sair do interior do barco para sentir um pouco do vento fresco que corta as montanhas. Por estar a cerca de 200 metros acima do nível do mar, toda a região (durante o verão) apresenta temperatura média de 22 graus Celsius.

GRANDE, ESTREITO, PROFUNDO

Enquanto o passeio não atinge o seu ápice, a guia apresenta as características da região em boa aula sobre a formação das geleiras, das rochas de milhões de anos e de curiosidades interessantes a serem conferidas “in loco”.

Dentre os diversos atrativos do tour, dois chamam a atenção dos passageiros. Primeiro, a Boca do Diabo, a passagem mais estreita de todo o lago, com apenas 800 metros de abertura. O segundo, olhos não verão, mas a barriga sentirá aquele friozinho só de imaginar: na rota do passeio uma área 700 metros de profundidade, a maior do lago. Mas logo o imenso paraíso de luzes, cores e sabores já fazem esquecer qualquer tipo de preocupação.

GASTRONOMIA: DE DAR ÁGUA NA BOCA 

Por um momento é hora de deixar a paisagem do lado de fora da janela do barco e se voltar à mesa. De acordo com o chef Maximiliano Vergesio, da equipe de Horácio Gonzales, os pratos servidos a bordo variam de acordo com a época do ano.

FOTO INPROTUR - INSTITUTO NACIONAL DE PROMOCION TURISTICA

FOTO INPROTUR – INSTITUTO NACIONAL DE PROMOCION TURISTICA

Os empanados de ternera y salsa criolla são quase obrigatórios como entrada. A suavidade desse pastelzinho recheado de carne confere ao paladar sabor inigualável. É unanimidade entre os comedores de carne.

Durante o cruzeiro são servidas degustações de salmão, cazuela de cordeiro y natillas de doce de leite e calafate. Ah! Claro, o vinho é argentino. A empresa possui o luxuoso catamarã Santa Cruz. O passeio dura três dias, cheios de requinte e belas surpresas como destino.

UPSALA E SPEGAZZINI – O ÁPICE 

Duas horas depois da partida a viagem cumpre a primeira etapa: a geleira de Upsala, a maior do Lago Argentino – tem cerca de 700 Km2 (quase três vezes maior que a de Perito Moreno) e muralha de gelo com cerca de 60 metros de altura.

Ao longo dos últimos anos, ao contrário da de Perito Moreno, essa geleira perdeu cinco quilômetros de extensão. Também não se ouvem os sons estrondosos e nem se assiste ao rompimento dos blocos de gelo com tanta freqüência. Porém, o local é extremamente lindo: blocos de gelos espalhados pelo lago, icebergs de coloração azulada e montanhas “fotogênicas” ao redor.

O barco fica por ali durante alguns instantes e se volta para a segunda parte do passeio: a geleira de Spegazzini – a mais alta do Parque Nacional Los Glaciares, podendo chegar a 130 metros de altura. Nela, a chance de se assistir ao belo fenômeno do deslocamento se torna maior.

Dificilmente o turista irá se sentir frustrado caso não assista a esse espetáculo. O passeio é bastante interessante pela magnitude de sua beleza.

 A CASA DA COLINA 

Por fim, uma parada em terra firme na enseada de Puesto Las Vacas, onde o grande atrativo, além de calafates e a brandura de suas águas sobre as pedras, é a casa de madeira na colina. A casa foi abandonada há alguns anos, depois que parte da família que ali morava morreu num acidente de carro na cidade.

Os restantes dos familiares foram embora do local, mas a rústica morada se mantém bastante conservada. Ao redor, nada além de gado selvagem e uma imensa paz que vem das montanhas e do lago azul. É momento de descanso, sobre a colina.

Puesto Las Vacas marca pela beleza peculiar da região, suas histórias e mistérios que só a imaginação consegue competir.

BIG ICE – PROVA DE RESISTÊNCIA 

Que tal caminhar sobre o gelo? O Big Ice exige prática e grande preparo físico, afinal, são seis horas de caminhada sobre a geleira de Perito Moreno. A experiência é surpreendente pelo contato com o gelo, pelas paisagens vistas de outro ângulo etc.

O passeio começa de barco até a área sul da geleira. Em seguida se parte numa caminhada de uma hora e meia sobre a montanha, até alcançar a geleira de Perito Moreno. Antes do início dessa nova etapa, os guias fornecem orientação e calçam todos com os crampons, (grampos) para o início da caminhada.

Sobre a geleira, lindos lugares para observação, lagoas, riachos, tons diferenciados de azul do gelo e até mesmo um túnel de gelo. Na volta da grande aventura o turista é brindado no barco com uísque e gelo dos glaciares. A empresa Hielo y Aventura detém todos os direitos desse tipo de passeio.

UM BAR NO MUSEU 

FOTO INPROTUR

FOTO INPROTUR

Um dos lugares mais visitados e bastante curiosos de El Calafate é o Glaciarium, um museu construído a 20 km da cidade e que reserva boas surpresas aos visitantes. A começar pelo bar de gelo, um reservado subterrâneo totalmente revestido de blocos de gelo (tem até uma lareira de gelo) com música dançante e frio entre -10°C e -5°C.

Para suportar a intensa temperatura são oferecidas roupas especiais. No balcão do bar são servidos diversos tipos de bebidas como o típico fernet, refrigerantes, drinks e cervejas. Todos em copos de gelo.

É momento de descontração para os turistas que, por sinal, fazem fila para conhecer o Glacio Bar. A capacidade de atendimento é de 30 pessoas por vez e o tempo máximo de permanência é de 25 minutos. Parece pouco, mas é bem mais do que o suficiente.

O museu se utiliza de ótimos recursos tecnológicos bastante didáticos para explicar a origem glacial da região, desde o início da formação planeta às características da formação das geleiras etc. Um dos poucos do mundo dedicado a e divulgar estudos sobre geleiras e conscientizar sobre os cuidados com o meio ambiente.

Sua arquitetura expressiva e contundente remete à estética das geleiras. Em seu interior, todos os conteúdos são exibidos com modernos recursos de visualização, por meio de maquetes, filmes em 3D, fotos etc. propõem uma experiência única, tal qual é a região.

Vale a pena compreender um pouco da dimensão dos mistérios que acercam a formação de gelo na região e a importância desse ambiente para a vida no planeta.

Como chegar

As empresas aéreas Aerolineas Argentinas (aerolineas.com. ar/pt-br), Latam (latam.com), GOL (voegol.com.br), Qatar Airways (qatarairways.com) e Turkish Airlines (turkishairlines.com) oferecem voos diários para Buenos Aires a partir do Aeroporto Internacional de São Paulo. Tempo de voo: 3h. A partir da capital argentina, somente a Aerolineas oferece voos de conexão para o Aeroporto de El Calafate. Tempo de voo: 3h.

Onde ficar

Los Ponchos Apart Boutique

Santa Monica Aparts

Hotel A.C.A.

Onde comer

Buenos Cruces Restaurante

Kau Kaleshen

Mi Rancho

Texto por: Pedro Teixeira

Foto destaque por Istock/ Anton_Petrus

Confira matéria completa sobre as Aventuras no Gelo da Patagônia Argentina na edição digital de março.

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