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Museus que contam a história da moda pelo mundo

12 de maio de 2016

Qual a importância da moda para uma sociedade? Há quem diga que nenhuma, mas muitos já mudaram de opinião e perceberam o quanto nossa maneira de se vestir reflete o comportamento das sociedades em todos os continentes. Pequenos e aconchegantes, museus da moda especializam-se em contar a história de um único artigo, trazendo insights sobre a evolução do pensamento humano ao longo dos séculos. São passeios agradáveis que possibilitam a imersão no mundo da moda e dos costumes de época.

No coração de Amsterdã, uma linda residência às margens do canal, típica do século XVII, abriga a maior coleção de malas e bolsas do mundo, no Museu das Malas e Bolsas. Começou como coleção particular de uma senhora apaixonada por bolsas quando adquiriu seu primeiro modelo, feito de casco de tartaruga e pérolas na década de 1810. Na vitrine, Gucci, Paco Rabanne, Prada e Louis Vuitton dividem espaço com originais que percorrem 500 anos de história. No salão decorado, tome chá da tarde com quitutes em forma de bolsas e sapatos.

Único no mundo, o pequeno Museu de Sombrinhas e Guarda-chuvas, em Gignese, um vilarejo italiano próximo a Stresa, no Lago Maggiore, perpassa a história e a evolução dos conceitos e usos destes objetos desde 1800. Em exibição estão mais de 1.500 unidades ao lado de materiais usados na produção. Também retrata a vida dos artesãos na prática do ofício de um dos artigos fashion mais cobiçados na Itália. Até o edifício é estiloso: o arquiteto Bazzoni desenhou a planta em formato de três sombrinhas abertas.

O Museu Têxtil e de Artes Decorativas de Lyon, França, conta dois mil anos de história dos tecidos e a importância da indústria e comércio da seda para a região de Lyon. A coleção surpreende: tapeçaria cóptica dos séculos V e VI, tapetes persas raros, tecidos bizantinos, sedas italianas e espanholas, e estampas interessantes provenientes da Ásia e África. Uma seção dedica-se à evolução da moda francesa nos últimos séculos, exibindo vestidos de renda, bordados e outras peças de vestuário de época.

A extensa e riquíssima coleção do Bata Shoe Museum em Toronto, Canadá, propõe uma volta ao mundo em sapatos enquanto contextualiza 4.500 anos de história e cultura de sociedades e do ofício. Botas de comunidades no Ártico, sapatinhos minúsculos usados pelas chinesas em seu costume milenar, a evolução do salto alto, o uso do sapato para representar poder e classe social, um banho de conhecimento de praticamente todas as culturas do mundo.

Um belíssimo casarão da década de 1920 no Bixiga, São Paulo, guarda a coleção particular de Miguel Giannini, referência em estética ótica no Brasil. Único do gênero nas Américas, o Museu dos Óculos Gioconda Giannini compreende cerca de 700 peças produzidas no Brasil e no exterior entre os séculos XVIII e XX e inclui réplicas de exemplares mais antigos, além de óculos de celebridades.

Texto por: Adriana Lage*, com edição de Patrícia Chemin.

*Adriana Lage é editora do portal de viagem Shop & Travel Guides e elabora roteiros de viagem há 20 anos.

Foto destaque por: iStock / alexalenin

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