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Jangadeiros de Porto de Galinhas são guardiões do bioma de Maracaípe

24 de julho de 2018

Do amanhecer ao por do sol, dezenas de jangadas deslizam no Rio Maracaípe, em Porto de Galinhas, conduzindo turistas até o ponto de encontro entre a água doce e o mar do litoral sul pernambucano. Verdadeiro berçário de cavalos-marinhos, a região ocupa uma área de pouco mais de 15 hectares de manguezal e, desde 2017, transformou-se em um Parque Natural Municipal, por decreto da Secretaria do Meio Ambiente e Controle Urbano de Ipojuca.

O trabalho de conservação e preservação local tem uma forte atuação da Associação dos Jangadeiros do Pontal de Maracaípe (AJPM), que ordena os passeios pelo ecossistema local. “Promovemos diariamente a limpeza nas margens e no rio. Em determinados dias, chegamos a retirar mais de 3,5 kg de plásticos e latinhas”, revela José Vanderley da Silva Marques, presidente da entidade.

Foto por Divulgação

Foto por Divulgação

Outro desafio da AJPM é conter a devastação da cobertura vegetal, formada por raízes externas de plantas e árvores como coqueiros, cajueiros, mangabeiras e pitangueiras. “Nos últimos oito anos, conseguimos reflorestar o equivalente a 1,5 milhão de metros quadrados”, calcula Marques.

No dia a dia, os jangadeiros também se empenham em conscientizar os mais de 300 visitantes diários da região. O passeio de jangada dura em média 40 minutos. O roteiro permite identificar ainda crustáceos que habitam o manguezal, como ostras, caranguejos, siris, guaiamuns e aratus, e que servem de alimento para a comunidade local. Fundada há mais de 20 anos, a AJPM tem apoio do Sebrae-PE e dela dependem cerca de 50 famílias, que vivem hoje da renda gerada pelo passeio.

Mais informações em: portodegalinhas.org.br

Texto por: Agência com edição de Patrícia Chemin

Foto destaque por: Divulgação

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