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Foto por Istock/ nikpal

De Cusco a Nazca cruzando a Cordilheira

4 de maio de 2017

Localizada na parte mais ao sul do Peru entre os Vales de Ingenho e Nazca, as misteriosas e milenares Linhas de Nazca é um dos enigmas mais antigos da humanidade e intriga historiadores e geólogos do mundo inteiro.

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Foto por iStock / jarnogz

São aproximadamente 500 imagens que representam diferentes animais, plantas, seres humanos e desenhos geométricos, estendendo-se sobre uma chapada de 500 km quadrados no deserto, que só podem ser visualizadas por avião devido aos seus tamanhos.

Os desenhos milenares foram criados pela civilização  Nazca de cultura pré-incaica que viveu na região sul do Peru por mais de 800 anos, até desaparecer por volta do ano 600 d.C. Desenhadas numa área de 490 quilômetros quadrados, as  figuras  possuem até 270 metros de diâmetro e representam animais como baleias, macacos, aranhas e até extraterrestres.

A explicação mais aceita entre os estudiosos e pesquisadores científicos é que os desenhos foram feitos através de motivações religiosas, mas muitos suspeitam que eles também possam estar ligados a astrologia.

Foto por Istock/ LSP1982

Foto por iStock/ LSP1982

Declarado como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1994, as linhas foram redescobertas em 1930, após o uso de aviões como meio de transporte. Depois da descoberta, especialistas começaram a estudar sobre a cultura Nazca e a metodologia para criação das imagens. Estudos revelam que as Linhas de Nazca foram feitas por centenas de trabalhadores, que cavavam até 6 centímetros para destacar as imagens no deserto. O fato dos desenhos ainda estarem em perfeito estado de conservação após mais de 2,5 mil anos é justificado pelo clima constante, além da ausência de ventos e chuvas no local.

De Cusco a Nazca pela estrada

Uma possibilidade bastante interessante é realizar esse roteiro a partir de Cusco, por rodovia. São aproximadamente 650 quilômetros de beleza ímpar. Mas o condutor tem de ter bastante cautela e habilidade pois a estrada tem muitas curvas e as condições climáticas podem ser um grande obstáculo. As tempestades são constantes assim como em alguns trechos a neve. As temperaturas que podem variar entre 10 e 5 graus negativos sempre são constantes na região dos altiplanos, com altitudes que chegam a 4.500 metros acima do nível do mar. Em contrapartida as paisagens são de uma beleza quase que inexplicável. Lagoas azuis se misturam a montanhas vermelhas com seus picos nevados. Enquanto isso animais da região como lhamas e vicunhas pastam livremente nos campos esverdeados. Bandos ocasionais de flamingos vermelhos colorem o céu quase sempre azul anil, mas que em instantes pode nublar avisando que as rápidas tempestades podem estar próximas. As estradas mesclam longas retas no trecho de altitude, com centenas de curvas no trecho mais montanhoso. O sobe e desce é constante e o viajante deve estar sempre concentrado.

Foto por Istock/ javarman3

Foto por iStock/ javarman3

Chegando a cidade de Nazca vale a pena conhecer as enigmáticas imagens. A melhor maneira para isso é pelo alto. Com voos que duram entre 30 e 45 minutos, muitas empresas aéreas realizam esse roteiro que vale muito a pena. Deixando pra trás as altitudes da Cordilheira o turista passa a conviver com temperaturas elevadas e com clima tipicamente desértico, precisando sempre estar atento a hidratação. Os pacotes custam em média U$ 70,00 dólares por pessoa incluindo transfer do hotel até o aeroporto e o passeio que dura em média 35 minutos.

Texto por: Cláudio Lacerda Oliva

Foto destaque por: iStock/ nikpal

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