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Alagoas: onde (a) mar é azulzinho | Qual Viagem Logo

Foto por Istock/Cristian Lourenço

Alagoas: onde (a) mar é azulzinho

27 de janeiro de 2020

Se Djavan falasse de um lugar quando dizia que o amor é azulzinho, Alagoas seria seu nome. O estado de 27.768 km² guarda riquezas naturais, históricas e culturais imperdíveis. Em um roteiro de carro, fica mais fácil desbravar todas as suas belezas. Confira:

O pequeno estado de Alagoas tem um dos cenários mais famosos de todo o Brasil. Com seus mais de 230 quilômetros de praias de mar em diversos tons de azul, areias brancas, coqueiros e falésias, o lugar está entre os destinos mais visitados pelos viajantes brasileiros, assim como estrangeiros, que se apaixonam pelo nosso “Caribe brasileiro”. Os rótulos são muitos: Terra das Lagoas, Paraíso das Águas, Terra dos Marechais…porém, só conhecendo mesmo para comprová-los.

De Norte a Sul do litoral alagoano, incluindo a capital Maceió, que tem uma das orlas urbanas mais bonitas do país, o que não faltam são paisagens paradisíacas de natureza abundante e atrativos encantadores. Para os amantes de sol e praia, o estado tem o roteiro perfeito para curtir dias de relax em meio à faixas de areia – muitas vezes semi-desertas – e estradas repletas de coqueiros.

Para aproveitar cada cantinho desse precioso litoral, a nossa dica é fazer uma viagem de carro pela costa de Alagoas. Em um percurso de sete dias, elegendo pelo menos uma cidade na parte Norte e uma ao Sul como base para hospedagem e, é possível explorar com calma os principais atrativos naturais da região.

Foto por Istock/ Godronne

Foto por Istock/ Godronne

Mas, antes de cair na estrada, não deixe de conhecer as quatro praias de Maceió: Pajuçara, Ponta Verde, Jatiúca e Cruz das Almas. Com mar azul em tons variados e águas quentinhas, a faixa de areia que percorre a orla da cidade surpreende os mais desavisados – ou acostumados às praias urbanas impróprias de outros destinos.

Por ali, o mar é o mesmo praticamente em todas elas, com exceção de Jatiúca e Cruz das Almas, onde existe arrebentação de ondas, sendo inclusive indicadas para surfe. O que diferenciam são os atrativos nos arredores, como a feirinha de artesanato e as jangadas da Pajuçara e as famosas barracas de praia da Ponta Verde.

Foto por Istock/ PeskyMonkey

Foto por Istock/ PeskyMonkey

E por falar em jangadas, são elas que levam para os passeios mais famosos da cidade, até às piscinas naturais. A costa do estado é toda protegida por recifes de corais, o que lhe rende um mar calmo e transparente, formando as famosas piscinas naturais, onde é possível nadar com peixinhos coloridos e observar a rica vida marinha local.

Litoral Norte

Saindo da capital, o roteiro segue pelo Litoral Norte de Alagoas. Ali está localizada a segunda maior barreira de corais do mundo. Por isso, a região é chamada de Costa dos Corais. A dica é partir direto para Maragogi e, depois de explorar suas maravilhas “à la Caribe”, ir descendo, parando em algumas outras cidadezinhas cheias de charme rústico, até chegar de volta a Maceió.

Foto por Istock/ Cristian Lourenço

Foto por Istock/ Cristian Lourenço

Maragogi está a menos de 130 quilômetros da capital e tem fácil acesso pelas rodovias AL-105 e AL-101. A cidade guarda 22 quilômetros de um litoral paradisíaco, repleto de praias de mar azul-esverdeado, águas cristalinas e areias branquinhas.
E é lá, também, que ficam as principais piscinas naturais do estado, onde é possível explorar toda a rica vida marinha por entre corais e recifes. As famosas Galés são as mais visitadas, recebendo diversos passeios de catamarã. Mas ainda é possível observar os peixinhos coloridos e outras espécies marinhas nas piscinas de Barra Grande e Taocas.

Para visitar esse verdadeiro aquário natural, é preciso que a maré esteja baixa, sendo possível, assim, nadar, praticar snorkeling ou até mesmo mergulho com cilindro.

Foto por Marco Ankosqui/MTur

Foto por Marco Ankosqui/MTur

E, depois do passeio, vale a pena curtir as praias da cidade. São inúmeras faixas de areia, de norte a sul, tranquilas em boa parte do ano – exceto na altíssima temporada. Entre as paradas imperdíveis estão: a de Burgalhau, situada a cerca de quatro quilômetros do centro da vila e com pouca estrutura de serviços; a de Barra Grande, que se destaca por águas cristalinas e um banco de areia de cerca de um quilômetro mar adentro, onde é possível caminhar sem se molhar da cintura pra cima; a de Antunes, considerada cartão-postal local, com seu coqueiro deitado sobre as areias e clima tranquilo, perfeito para casais e famílias com crianças; e a do Xeréu, ou da Bruna – em homenagem à sua antiga visitante famosa Bruna Lombardi -, que tem lagoa na maré baixa e diversos “cenários” para foto, como redes e balanços.

Foto por Eliria Buso

Foto por Eliria Buso

Se quiser descansar do volante enquanto fica em Maragogi, vale a pena fazer o roteiro das praias a bordo de um buggy. Na praça central da cidade, onde fica uma feirinha de artesanato e vários restaurantes, existem diversas agências comercializando o passeio. Para aproveitar tudo que o lugar tem a oferecer, vale a pena pernoitar por pelo menos dois dias.

A cidade conta com diversas opções de hospedagem, desde pousadinhas charmosas até resorts all inclusive. Para quem busca relax total, uma boa pedida é a Pousada Camurim Grande, situada na praia que leva o nome do município, entre o rio e mar.
Com atmosfera aconchegante e serviços cheios de exclusividade, a pousada faz parte da Associação Roteiros de Charme e preza, principalmente, por oferecer uma hospedagem confortável, com boa comida e, acima de tudo, um atendimento pra lá de cuidadoso.

Foto por Eliria Buso

Foto por Eliria Buso

A Camurim Grande oferece 21 acomodações, entre bangalôs, chalés e suítes, equipadas com cama king size, enxoval Trousseau, varanda com rede, tv a cabo e wi-fi, entre outras comodidades. Existe um, inclusive, com piscina privativa. Completam o amplo e arborizado espaço: restaurante, piscina de borda infinita, quiosque de massagem, boutique e um jardim com espreguiçadeiras e guarda-sóis de frente para o mar.

Antes de cair na estrada de volta, vale a pena conhecer a vizinha Japaratinga. Com menos badalação do que Maragogi, a antiga colônia de pescadores tem boa infraestrutura com restaurantes, hotéis e pousadas de charme, além de 15 quilômetros de litoral e exóticas fazendas de coqueiros que podem ser admiradas por passeios a cavalos, ou nos roteiros de barcos pelos rios e riachos.

Foto por IStock/ Cristian Lourenço

Foto por IStock/ Cristian Lourenço

A cidade tem construções do século 18. Um exemplo é a Igreja Matriz, de arquitetura holandesa, que mantém suas características originais. O artesanato típico do lugar é confeccionado com a palha do coqueiro.

A costa de Japaratinga se divide em 5 praias. A primeira, que dá nome à cidade, é onde se encontra estrutura de bares e restaurantes, além de hotéis e pousadas. Saindo da cidade, passa-se por belas falésias e chega-se a Praia de Bitingui, com suas casas de veraneio e águas mansas.

Já a praia de Barreiras do Boqueirão é a mais movimentada da região, com fontes de água doce, casinhas rústicas e quiosques que servem peixe frito. Ao contrário da praia do Boqueirão, que é mais deserta, e chama a atenção por seus densos coqueirais. E a do Pontal, onde há o encontro do mar com o rio Manguaba.

Dali, é hora de partir para São Miguel dos Milagres, um dos lugares mais comentados do Nordeste nos últimos anos. Seja por receber casamentos de famosos e anônimos, ou pelas paisagens preservadas e exuberantes, o lugar caiu nas graças dos turistas do Brasil e do mundo. Distante 60 quilômetros de Japaratinga, a cidade guarda um dos recantos mais tranquilos do litoral norte, com longas praias e piscinas naturais.

Foto por  Marco Ankosqui/MTur

Foto por Marco Ankosqui/MTur

Entre as praias da cidade, não podem faltar no roteiro: a do Toque, do Morro, Praia do Riacho, Porto da Rua e Barra do Camaragibe. Assim como aquelas localizadas nos arredores, como a do Marceneiro, em Passo do Camaragibe, do Patacho e da Laje, em Porto de Pedras. Milagres é, inclusive, a base para desbravar todos os roteiros dessa região, que inclui as três cidades e 20 quilômetros de costa.

A cidade oferece mais uma oportunidade para passear até uma piscina natural. Ali, pequenas embarcações levam até a parte mais rasa e cristalina das águas, que fica a 1,5 quilômetro mar adentro. Ao todo, o roteiro dura cerca de três horas.
A fama do destino entre os casais é muita e sua charmosa capela não pode ficar de fora de um passeio por lá. A Capela dos Milagres é a primeira igreja à beira-mar construída na região e parece ter saído diretamente de um conto de fadas: uma vista deslumbrante, pôr do sol cinematográfico e a possibilidade de sentir a brisa do mar durante a celebração.

Foto por istock/ Cristian Lourenço

Foto por istock/ Cristian Lourenço

Graças a esse clima romântico, a cidade conta, também, com diversas pousadas de charme. São diversas opções de hospedagem em completa integração com a natureza, serviços de qualidade e rusticidade na medida certa. Por isso, a dica é se hospedar por ali de dois a três dias, aproveitando toda a região, inclusive nossa próxima parada, distante menos de 60 quilômetros.
A cidade de Barra de Santo Antônio, às margens do Rio Santo Antônio, que lhe deu origem ao nome, se divide entre a simplicidade da vida dos seus nativos e a grandiosidade de alguns monumentos históricos da arquitetura holandesa do século 18. Ainda assim, a maior riqueza do município é o patrimônio natural, já que possui um grande rio margeado por manguezais e belas praias como Tabuba, Carro Quebrado e a Ilha da Croa.

Foto por istock/ Leandro A Luciano

Foto por istock/ Leandro A Luciano

A seis quilômetros do centro, Carro Quebrado é o ponto mais visitado do destino. A praia possui coqueirais, mar verde e belas falésias multicoloridas que cercam a orla praticamente deserta. O roteiro até o local, que pode ser feito de buggy, deve ocorrer especialmente na maré baixa, senão a faixa de areia se estreita demais e não permite a passagem.

Seguindo caminho em direção ao sul, a nove quilômetros de Barra de Santo Antônio, a cidade de Paripueira, que significa “águas mansas”, é uma antiga vila de pescadores. Graças à sua proximidade com a capital, é considerada uma área de veraneio dos maceioenses.

Foto por Istock/ Walmor Santos

Foto por Istock/ Walmor Santos

O município possui belas praias, a exemplo de Paripueira e Sonho Verde, e a maior concentração de piscinas naturais do Brasil. É também um recanto ecológico onde foi criado o primeiro Parque Municipal de Preservação do Peixe-Boi na América Latina.
A cidade está a cerca de 30 quilômetros de Maceió e, no percurso, é possível encontrar outras praias bonitas que valem uma parada, caso haja tempo. Como Ipioca, Guaxuma e Pratagi.

De lá, o roteiro pode continuar de duas formas: retornando à capital e se hospedando por lá para conhecer as atrações do Sul, ou seguindo direto para Barra de São Miguel, onde há também boas opções de hospedagem e serviços.

Litoral Sul

Quem escolhe a segunda opção – podendo ficar dois ou três dias por ali – percorre cerca de 60 quilômetros até chegar à Barra de São Miguel. A cidade abriga um dos mais belos balneários, incluindo uma paradisíaca praia de piscinas naturais na maré baixa e com ondas fortes na maré alta, o que lhe rende a presença constante de campeonatos regionais de surf.

Foto por Marco Ankosqui/MTur

Foto por Marco Ankosqui/MTur

Nos arredores do destino, a Praia do Gunga é o atrativo de destaque. Com um imenso mar de coqueiros – estima-se mais de 150 mil – contrastando com as águas claras, porém mais verdes do que as do litoral norte, o local é ideal para banhos de mar, pesca e mergulhos. Para admirar esse cenário exótico, a dica é subir até o mirante de mesmo nome, com 35 metros de altura, que dá uma vista panorâmica da praia e da Lagoa do Roteiro.

Além das praias, uma atração natural alternativa e curiosa da cidade é visitar a vila de Palatéia. Ali é possível observar toda a abundante natureza em sua forma mais simples e bela. Com 748 hectares, a Reserva Ambiental é conhecida por abrigar a maior criação de ostras de Alagoas, produzindo, em média, três mil unidades da iguaria. Mas, muito além disso, é um verdadeiro santuário de fauna e flora, onde se encontra um vila de pescadores remanescentes quilombolas e indígenas que sobrevivem da maricultura.

Foto por Eliria Buso

Foto por Eliria Buso

Para uma vivência na vila, vale a pena fazer um passeio com a Aventura Eco Brasil, do guia Daniel Brasil, grande conhecedor da região. O roteiro inclui visita a uma nascente que abastece o rio São Miguel, a Caçimba do Venâncio, trilha pelos manguezais – que ali são divididos em três tipos: vermelho, branco e preto -, visita à casa de cultura, passeio de canoa artesanal pelo cultivo de ostras na Lagoa do Roteiro e degustação dos produtos locais no restaurante da Dona Lurdes, incluindo ostra in natura e gratinada e os típicos sururu – considerado Patrimônio Imaterial de Alagoas – e o massunim, dois mariscos encontrados em abundância na região.

A Palatéia está situada a cerca de cinco quilômetros da entrada principal de Barra de São Miguel e tem acesso via estrada de terra.

Já em Marechal Deodoro, a Praia do Francês segue sendo um dos points mais badalados de Alagoas. O lugar é reduto de águas claras – que variam os tons entre verde e azul. E o público por lá é bastante democrático: à esquerda, surfistas aproveitam as ondas fortes com mais de dois metros de altura, enquanto à direita famílias aproveitam com tranquilidade o trecho protegido por uma barreira de corais. Por lá se encontram gigantescas e animadas barracas especializadas em frutos do mar.

Foto por Marco Ankosqui/MTur

Foto por Marco Ankosqui/MTur

Se a maré estiver baixa, é possível caminhar até a Praia do Saco. Também conhecida como Saco da Pedra, a praia está dentro de uma reserva ecológica que pertence à Ilha de Santa Rita. Estando na Praia do Francês, não deixe de fazer um passeio de barco até o Saco da Pedra, repleto de piscinas naturais, barracas simples e muita paz. Vale a pena também conhecer o Centro Histórico de Marechal Deodoro, com igrejas, conventos e museus.

De lá, o trajeto até a capital é curtinho, apenas 25 quilômetros. Encerrando o roteiro, fica uma certeza: o estado foi realmente abençoado e conta com algumas das paisagens mais bonitas do país. É impossível não querer voltar outras vezes. Uma por ano, talvez?

Como chegar

Há voos diários partindo das principais capitais do país com destino ao Aeroporto Zumbi dos Palmares. Saindo de São Paulo, Latam e GOL têm voos diretos até a capital alagoana, enquanto a Azul faz o trecho com uma conexão. De lá, vale a pena alugar um carro para explorar todos os refúgios espalhados pelos 230 quilômetros de litoral.

Quando ir

Alagoas, como praticamente todo o litoral do Nordeste, conta com dias ensolarados durante o ano inteiro. Há alguns períodos de chuva de maio a agosto, portanto, o mais indicado é ir entre março e abril ou setembro e mea­dos de dezembro, se quiser fugir do principal agito do alto verão e, ainda assim curtir todos os atrativos.

Onde ficar

MACEIÓ

Jatiúca Hotel & Resort

Hotel Ponta Verde

MARAGOGI

Pousada Camurim Grande

Grand Oca Maragogi Resort

SÃO MIGUEL DOS MILAGRES

Angá Beach Hotel

Pousada da Amendoeira

BARRA DE SÃO MIGUEL

Gungaporanga Hotel

Kenoa Exclusive Beach Spa & Resort

O que comer

A gastronomia alagoana é baseada, principalmente, em frutos do mar. Por lá, o que não faltam são pratos com camarões, lagostas, lula, polvo e até mariscos locais, como o sururu e o massunim. A culinária do sertão também está presente em boa parte dos restaurantes, com carne de sol, arroz de nata, baião de dois e muito mais. Na capital, Ma­ceió, é possível experimentar o melhor dos dois mundos. Para quem gosta de mar, a dica é o Sur Arte e Gastrono­mia, que dá um toque contemporâneo aos ingredientes lo­cais; enquanto quem não dispensa um bom prato sertane­jo encontra no Bodega do Sertão uma variedade enorme de pratos para se deliciar.

Foto por Eliria Buso

Foto por Eliria Buso

Em todas as cidades litorâneas, há também boa estrutura de restaurantes, oferecendo desde opções mais simples até as mais sofisticadas, sempre com aquele tempero carac­terístico.

Texto por: Eliria Buso

Foto destaque por Istock/Cristian Lourenço

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