Relatório global divulgado pelo Ministério do Turismo reforça tendências que ecolodge em Ubatuba pratica desde sua idealização, projeto, implantação e funcionamento: conexão com a natureza, educação para sustentabilidade e experiências transformadoras
O turismo do futuro será guiado por propósito, bem-estar e conexão com a natureza. A conclusão faz parte de um relatório global (Hilton 2026 – “The Whycation”) apresentado recentemente pelo Ministério do Turismo, que aponta uma mudança profunda no comportamento do viajante contemporâneo: 56% dos entrevistados afirmam buscar experiências que proporcionem pausa, calma e reconexão consigo mesmos e com o ambiente natural.
No litoral norte de São Paulo, essa tendência já é realidade há mais de 10 anos no Banana Bamboo Ecolodge, que está inserido na mata Atlântica ao pé da serra do mar.
Entre Ubatuba e Paraty, o espaço integra mais que uma hospedagem, mas um complexo desenhado a partir da arquitetura vernacular. Construído em bambu, com tecnologias sustentáveis como energia solar, aproveitamento da água da chuva e sistemas de manejo da água biológico, produção de alimentos por sistemas regenerativos agroflorestais.
Liderada pelo sócio Alexandre Haberkorn, geógrafo, a produção agroflorestal é direcionada ao restaurante ecogastronomico.
Além da construção que reproduz um ambiente acolhedor, o ecolodge promove práticas integrativas de bem-estar e saúde, por meio de retiros, vivências e terapias. Oferecendo uma proposta nova na forma de viajar: mais consciente, humana e conectada à Floresta.
O ministro do Turismo destacou, em reportagem publicada no portal oficial da pasta, que o novo viajante busca mais do que belas paisagens. Procura propósito e pertencimento.
No Banana Bamboo, essa busca se traduz em uma experiência sensorial completa: trilhas que levam a rios e cachoeiras, banhos de floresta, terapias Integrativas, alimentação natural com ingredientes locais e agroflorestais, arquitetura integrada à paisagem e o ritmo desacelerado que convida ao descanso.
“O que o relatório descreve é justamente o que vivenciamos aqui todos os dias”, afirma Luciana de Sá Nogueira, gestora ambiental e sócia idealizadora do projeto. “Desde a concepção do projeto pensamos em princípios de práticas sustentáveis aliadas a uma arquitetura afetiva e confortável. Para promover uma educação para a sustentabilidade e servir de referência para o setor da hotelaria, turismo e construção civil”.
O visitante encontra não só luxo, mas diversidade e um convite à reconexão com a natureza, o corpo e a própria essência — uma experiência capaz de inspirar bem-estar e cuidado com a saúde pessoal e ambiental. Tudo é planejado para minimizar impactos e fortalecer o entorno, com à valorização da mão de obra local, cultura e geração de renda.
O estudo global citado pelo Ministério ressalta ainda a valorização da autenticidade e o crescimento do turismo de bem-estar como um dos segmentos que mais devem se expandir até 2030.
Em um mundo acelerado, o luxo passa a ser o tempo, o silêncio e o contato genuíno com o natural e o respeito com a diversidade biológica e cultural local.
Os idealizadores do projeto, Luciana e Alexandre, afirmam que iniciativas como esta precisam ser reconhecidas e incentivadas, para que mais projetos sigam nessa direção e se mantenham sustentáveis — afinal, o cuidado com o ambiente e com todos os seres que nele habitam deixou de ser uma escolha para se tornar um caminho inevitável rumo a um planeta saudável.
