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Lecce, a dama do barroco | Qual Viagem Logo

Foto via iStock por benkrut

Lecce, a dama do barroco

29 de outubro de 2018

A charmosa cidade italiana de Lecce está localizada na região de Apúlia, bem no calcanhar da “bota”, no extremo sul da península. A história da cidade data por volta da Idade do Ferro, 1.200 a.C, e, assim como diversas comunas italianas, foi dominada pelos bizantinos, época que perdeu sua influência comercial, recuperada apenas durante o domínio dos normandos. No entanto, foi no Império de Carlos V, por volta de 1520, que Lecce reconquistou sua glória.

O barroco leccense

Lecce possui um impressionante legado renascentista: o barroco. Durante o Reino de Nápoles, a cidade teve um desenvolvimento abrangente na construção de edifícios e monumentos. Praticamente todos foram feitos com a “pedra leccense”, um calcário de cor quente e fácil de ser modelado, além de ser abundante na região. O estilo não foi adotado apenas nas construções mais importantes, como castelos e igrejas, mas também nas fachadas de residências comuns. Entre as mais importantes estão:

Basílica de Santa Croce

Foto via iStock por marcovarro

Foto via iStock por marcovarro

A construção da basílica levou longos anos até finalmente estar pronta. Iniciada em 1353, acabou sendo interrompida devido à morte de seu idealizador, Walter Di Brienne. Só em 1549 que Gabriele Riccardi, Giuseppe Zimbalo e Cesare Penna, os arquitetos mais importantes de Salento, a igreja recomeçou a ser reconstruída, sendo finalizada apenas em 1695.

Ela é considerada a rainha do barroco na cidade. Sua ornamentação é rica em detalhes esotéricos e citações dos construtores. A fachada da basílica está ligada a um antigo convento, o Palazzo di Celestini, atual prédio do Palácio do Governo.

Piazza Sant’Oronzo

Foto via iStock por Paolo Paradiso

Foto via iStock por Paolo Paradiso

Situada no coração da cidade, a praça é onde se encontra a antiga capela de San Marcus e a imagem do patrono, Santo Oronzo, em cima de uma coluna romana. O santo foi nomeado protetor de Lecce, após a epidemia de peste que assolou Nápoles.

As famosas ruínas do anfiteatro – descoberto por acaso, durante escavações arqueológicas – ficavam no subsolo da praça, que teve essa parte demolida para trazer de volta a antiga arena.

Castelo Charles V

Foto via iStock por fotoember

Foto via iStock por fotoember

Pertinho da praça de Santo Oronzo, está o Castelo de Charles V, que reinou durante 1500. O edifício marca o ponto onde a cidade velha e a nova se encontram.

Dentro do castelo funciona um museu, com diversas exposições de arte e eventos culturais. Além do papel marché que é uma das especialidades de Lecce, tem mais de 80 obras de artistas leccenses em exibição, que datam desde o século XVII.

Catedral e Piazza del Duomo

Foto via iStock por photooiasson

Foto via iStock por photooiasson

A mãe de todas as igrejas fica centrada na terceira maior praça fechada da Itália. O intuito da construção foi impressionar quem a visse pela primeira vez. Passando pela porta Rudiae, o turista dá de cara com a Via Libertinni, uma exposição de fachadas em barroco leccense. Não é à toa que fascina e encanta os visitantes.

Outras igrejas

Lecce possui diversas igrejinhas e, se estiver com tempo, vale a pena conhecer pelo menos a fachada de cada uma, como a Igreja de Santa Chiara e Irene, o ex convento de Testini e o conjuntos de Abadias de Santa Maria de Cerrate.

Texto por Carolina Berlato

Imagem Destacada via iStock por

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