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Já deu seus 3 pulinhos? Conheça a morada de São Longuinho no Brasil

Quem nunca perdeu algo e prometeu 3 (ou 100!) pulinhos ao São Longuinho? O santo, bastante querido pelos brasileiros, tem uma história curiosa e controversa. Para quem quer saber mais sobre ele, a dica é visitar Guararema, cidadezinha com cara de interior a apenas 80 quilômetros de São Paulo. Lá, encontra-se a Igreja Nossa Senhora da Escada, que abriga a única imagem do santo no Brasil.

A história de São Longuinho na cidade começa com a construção da primeira capela, em 1652 pelos jesuítas. Já em 1732 com a expulsão destes da Capitania de São Vicente a administração do arraial da Escada foi entregue aos Franciscanos, que construíram uma nova capela onde hoje se encontra a atual Igreja. Sua arquitetura é tipicamente barroca, com suas paredes construídas em taipa de pilão. O Arraial da Escada representa a formação do próprio Município de Guararema. Situada no bairro da Freguesia da Escada, a 3,5 quilômetros do centro da cidade, a Igreja resistiu à ação do tempo, passou por reformas e ampliações até ser tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional, em janeiro de 1941. Conhecido popularmente como o Santo das coisas perdidas, a imagem de São Longuinho atrai fiéis e curiosos durante o ano todo para a cidade.

Um pouco mais sobre o santo dos pulinhos

Segundo a tradição católica, São Longuinho viveu no primeiro século, foi contemporâneo de Jesus Cristo e centurião na Crucificação. Ele é tido como o soldado que perfurou Jesus com uma lança. Conta-se que os crucificados tinham seus pés quebrados a fim de facilitar a retirada da cruz, mas quando chegou a vez de Jesus, o mesmo já estava com os pés soltos, e assim, ao invés de quebrar seus pés, um dos soldados perfurou o lado do seu corpo com uma lança. A água que saiu do lado de Jesus teria respingado em seus olhos, curando-o instantaneamente de uma grave doença nos olhos. Consequentemente, o soldado se converteu e, ao abandonar para sempre o exército e sua moradia, transformou-se num monge a percorrer a Cesarea e a Capadócia, atual Turquia.

Texto e Fotos por: Eliria Buso

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