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Hong Kong: o skyline mais famoso do mundo.

Ela é uma das regiões administrativas especiais da República Popular da China no mundo, é a cidade com a maior concentração de edifícios do planeta, já foi colônia britânica e japonesa (o que resultou numa mistura cultural única, conhecida como “o Oriente encontra o Ocidente”), é um dos mais importantes centros financeiros internacionais e será o tema do nosso post de hoje.

Bem-vindos a Hong Kong! 😉

Antes de mais nada, para circular bem por uma cidade gigante como Hong Kong, onde o idioma principal é o chinês, acesso à internet é imprescindível! Por isso, assim que pousamos alugamos um aparelho de wi-fi portátil que, por HK$60 por dia, oferece internet ilimitada (creia, vale muito a pena). Do aeroporto pegamos um táxi em direção ao Ozo Wesley Hong Kong, um hotel bem avaliado e que mostrou ter ótimo custo/benefício. Novinho, confortável e bem localizado!

Assim que fizemos o check-in seguimos para o Victoria Peak, conhecido também como The Peak, que é o ponto mais alto da cidade de onde é possível ter uma visão panorâmica e entender porque Hong Kong tem o skyline mais famoso do mundo. O cenário é incrível, tanto de dia quanto à noite – quando é possível apreciar o show de luzes nos prédios. Uma boa opção para subir o morro é usar o The Peak Tram, que está na ativa há mais de impressionantes 120 anos!!!

 

 

Outro lugar bacana é o bairro super descolado SOHO, que em Hong Kong significa South of Hollywood Road. Para chegar até lá, passamos por ruas cheias de lojinhas, bares e boutiques e fizemos questão de subir as Mid-levels Escalators, que é apenas o maior complexo de escadas rolantes do mundo!

São 800 metros de percurso numa elevação de 135 metros composta por 23 escadas rolantes e você pode escolher saltar em alguma das 14 paradas e caminhar pelas ruas. Se quiser fazer todo o trajeto até o topo, demora uns 20 minutos.  Uma dica importante é que as escadas mudam o sentido ao longo do dia, pois durante o início da manhã elas descem para ajudar moradores a se locomoverem para o trabalho e, a partir das 10 horas, elas voltam a subir (ou seja, prefira ir depois deste horário!). 😉

 

 

A região do SOHO é perfeita para um happy hour, mas a maior agitação ocorre mesmo à noite na área da Lan Kwai Fong, uma rua que funcionava, antes da Segunda Guerra, como ponto de comércio de vendedores ambulantes. Atualmente o lugar conta com mais de 100 bares, clubes e restaurantes que ficam lotados nos finais de semana! Voltamos à noite para conhecer alguns bares e jantar no mexicano Agave Tequila Y Comida.

Como toda metrópole asiática que se preze, Hong Kong é um destino de compras para todos os gostos (e bolsos!). Lá é possível encontrar shoppings enormes repletos de marcas mundiais luxuosas, como no famoso Times Square em Causeway Bay, ou simplesmente caminhar pelas ruas de Kowloon Bay para apreciar as dezenas de lojas lindas do lugar. Se o seu bolso não quiser acolher um item da Gucci, Prada ou Chanel há sempre espaço para um pulinho na Zara, H&M ou Forever 21! 😉

Mas se você quiser uma experiência de compra mais local, siga pela Temple Street até os markets – famosos mercados de rua que vendem de tudo. O mais conhecido é o Ladies Market – que apesar do nome não vende apenas itens femininos, mas também masculinos e infantis. Lá você encontra as imitações de bolsas e carteiras de luxo, brinquedos, lembrancinhas de viagem, roupas, acessórios e muitas outras coisas. Existem outros mercados interessantes como o Ap Liu Street, para quem busca produtos eletrônicos com preços em conta; o Lascar Row (mais conhecido como Cat Street), um mercado de antiguidades;  e o Seafood Market, que vende diversos frutos do mar secos, como camarões e vieiras, além de produtos medicinais chineses.

Ah, se for comprar algo nunca aceite o primeiro preço oferecido. Barganhar faz parte da negociação! 😉

 

Outro ponto famoso é a Avenida das Estrelas, uma calçada da fama que homenageia diversos artistas do cinema local, incluindo os mundialmente famosos Bruce Lee e Jackie Chan. A atração possui mais de cem placas e algumas estátuas bem legais, como o Bruce Lee em tamanho real!

A calçada fica na região de Kowloon, em frente ao Victoria Harbour (que tem uma vista deslumbrante para os arranha-céus da cidade!). Entretanto, o local original estava passando por reformas e a avenida estava provisoriamente montada num jardim próximo ao local.

 

 

Seguindo em direção ao porto, chegamos à torre do relógio (Clock Tower), inaugurada em 1915 e mais uma herança da influência britânica no local. Esta região fica próxima ao Star Ferry (de onde é possível pegar barquinhos para atravessar a baía, o que eu super indico, especialmente à noite!) e é ótima para caminhar, tirar muitas fotos e apreciar a vista da cidade. Todas as noites ocorrem o Symphony of Lights – show de luz e música realizado nos prédios do outro lado da baía e que, segundo o Guiness, é o maior show permanente de luz e som no mundo! :O

 

 

Ainda falando de ruas charmosas e bons lugares para comer, descobri uma região em Hong Kong recém restaurada e que vale muito uma visitinha! Estou falando da Lee Tung Avenue, na região de Wan Chai, que durante muitos anos foi conhecida pela fabricação de convites de casamento e outros itens similares ligados à festa. Em 2007, a avenida foi demolida como parte de um projeto de renovação urbana e tornou-se um passeio luxuoso com muitas boutiques, cafés e restaurantes.

 

 


Mas nem só de avenidas, prédios e multidão vive Hong Kong. Cercada por montanhas, a cidade também oferece passeios de trilhas, como a Dragon’s Back Trail. Localizada ao leste de Hong Kong, a trilha tem este nome porque seu trajeto é quase todo feito nos topos de montes que lembram a espinha dorsal de um dragão e é bem conhecida entre moradores e turistas. Para ter acesso ao início da trilha é preciso pegar o metrô até Shau Kei Wan e de lá pegar o ônibus 9 no terminal Shek O para To Tei Wan (que você pára já no meio no morro, bem em frente ao início da trilha).

A trilha possui 8,5 km, leva umas 2h30m para ser toda feita (porque tem muita subida!), é toda sinalizada e possui alguns mirantes em que vale muito a pena parar, apreciar o Mar da China Meridional e, claro, bater muitas fotos! Ah não se esqueça de levar protetor e água (não existem pontos de venda ao longo da trilha). Ao final, chegamos na praia de Big Wave Bay que, apesar do nome, não tinha muitas ondas. O dia já estava meio nublado e confesso que esperava mais da beleza do mar (vi outras fotos depois em dias ensolarados…muito mais legal!!!). Ainda assim, um mergulho geladinho foi tudo que eu precisava para recarregar as baterias. 🙂

A praia possui uma boa infraestrutura com restaurante, banheiros, chuveiros e aluguel de cadeiras e sombreiros. Se você não quiser enfrentar a trilha, existem ônibus que deixam você na praia.

 

Dica importante: uma boa forma de explorar a gigante Hong Kong é utilizando o transporte público que é super moderno e abrange praticamente todas as áreas. Para transitar sem problemas, minha dica é que você adquira um Cartão Octopus em qualquer estação, que é recarregável em inúmeros locais e dispensa o uso de dinheiro em espécie – podendo ser usado inclusive para realizar compras em estabelecimentos comerciais.

Terminou a viagem e sobraram créditos no seu cartão Octopus? Não se preocupe! No aeroporto há um balcão em que você devolve o cartão e recebe o valor dos seus créditos em dinheiro.

Confesso que achei isso o máximo! 🙂

Beijos!

Dea

Texto e fotos por: Andrea Bessa, do Blog Na Carona

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