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Descubra o Parque Estadual do Itacolomi

26 de junho de 2026

Localizado entre os municípios de Ouro Preto e Mariana, o Parque Estadual do Itacolomi é um dos mais importantes patrimônios naturais e culturais do estado. Com mais de sete mil hectares de área protegida, o parque preserva remanescentes de Mata Atlântica e Cerrado, além de abrigar paisagens de rara beleza, importantes nascentes e vestígios da ocupação histórica da região.   

Seu principal símbolo é o Pico do Itacolomi, formação rochosa que se destaca na paisagem e serviu como referência geográfica para bandeirantes e viajantes durante o ciclo do ouro. Com aproximadamente 1.772 metros de altitude, o pico oferece uma vista privilegiada das cidades históricas e das montanhas que compõem a Serra do Espinhaço. 

O grande símbolo natural, geológico, histórico e afetivo do Parque e da cidade de Ouro Preto. A história do pico começa muito antes da mineração. A origem do seu nome está ligada aos povos originários da região, os indígenas Cataguases, que o chamavam de “itacorumi”, que significa “pedra-menino”. No início do processo de colonização e exploração mineral na região, ele foi apelidado de farol dos bandeirantes pelo bandeirante Antônio Dias, pois servia de cartografia para os viajantes exploradores. Hoje, todos podem acessar a trilha do pico, onde lá de cima temos uma vista de 360 graus da região de Ouro Preto e Mariana.

Criado em 14 de junho de 1967, o Parque Estadual do Itacolomi é administrado pelo Instituto Estadual de Florestas e integra o conjunto de áreas protegidas da Serra do Espinhaço. A unidade tem como missão conservar ecossistemas de relevância ecológica, promover a pesquisa científica, incentivar a educação ambiental e oferecer oportunidades de visitação sustentável para a sociedade. O parque traz o grande diferencial de unir preservação ambiental, cultural e histórica, enquanto entrega lazer acessível.

Para as famílias que buscam um dia de lazer e contato com a natureza, a infraestrutura do parque é um grande diferencial. O espaço de convívio para os visitantes é amplo e conta com parquinho infantil, quadra de areia, quiosques, mesas, bancos e quatro churrasqueiras. Quem deseja estender a estadia pode aproveitar a área de camping, que possui capacidade para 120 pessoas (ou 30 barracas), além de casas de alojamento e casa de hóspedes (serão operadas em breve). 

Além da estrutura de qualidade, as trilhas na base do centro de visitantes são muito acessíveis e curtas, sendo a maior de 600m, o que possibilita passeio com crianças e idosos.  

O grande destaque inclusivo para pessoas com deficiência é a Trilha dos Sentidos, que possui acessibilidade como corrimão em todo o trajeto. Nesse trajeto, os visitantes são convidados a experimentar a natureza de forma lúdica: sentindo a água fria dos cursos d’água, o cheiro da mata e os sons característicos da floresta, promovendo uma educação ambiental rica e acessível a todos.  

Para além das belezas naturais, as crianças e os adultos podem fazer uma verdadeira viagem no tempo sem esforço extremo. As exposições presentes no Centro de Visitantes foram desenvolvidas de forma lúdica e interativa, perfeitas para prender a atenção do público infantil e facilitar o aprendizado sobre a fauna, flora e o perigo das queimadas. 

Além da área de camping totalmente equipada, o parque está desenvolvendo um centro de recepção para montanhistas: ou seja, uma casa que ofereça todo apoio necessário aos visitantes que venham para a prática de atrativos mais radicais, como alpinismo, highline e rapel. 

Já para os amantes de atrativos históricos, a Casa Bandeirista, construída entre 1706 e 1708, é considerada o primeiro edifício público de Minas Gerais e exibe características da arquitetura colonial com o aproveitamento de recursos naturais da região. Ela é considerada o primeiro edifício público da história de Minas Gerais, onde funcionava um posto de fiscalização da Coroa Portuguesa para a cobrança dos quintos (o imposto sobre o ouro) e para a vigilância militar, protegendo os acessos às ricas minas de Ouro Preto e ao chamado ‘Sertão dos Cataguases’.

O Museu do Chá, por sua vez, foi instalado no antigo galpão da Fazenda do Manso e abriga um raro maquinário alemão utilizado na primeira metade do século XX para a moagem e preparo do chá-da-índia, na época em que a propriedade possuía quase 2 milhões de pés da planta.

 O acervo materializa a memória do trabalho local de forma visual e instigante, onde hoje é o museu do chá, era o antigo galpão da fazenda do manso. Durante o século XX foi descoberto que esse solo era excelente para o cultivo da planta do chá, conhecida historicamente nos registros locais como camélia thea. Foi assim que a paisagem do parque mudou drasticamente, a Fazenda do Manso foi tomada por uma gigantesca monocultura, chegando a concentrar cerca de 1.800.000 pés de chá. 

  A Capela de São José, datada de meados do século XX, representa uma dimensão fundamental para as pessoas que viveram aqui. Mais do que um edifício, ela deve ser compreendida como um espaço vital de vivência comunitária, espiritualidade e organização social. 

Serviço

O parque também conta com mediação guiada para grupos mediante agendamento com o responsável comercial, podendo entrar em contato por Whatsapp com o número (31) 9936-8048 (Carlos) ou por email [email protected].  O circuito mediado pode prever todo o centro histórico, ou partes específicas do interesse do grupo. 

Horário: terça a domingo, inclusive em feriados, das 8h às 17h. 

Valores dos ingressos: Tarifa Única:  Inteira – R$28,75  Meia-Entrada – R$14,37 Ingresso Isento: Moradores do entorno:  Lavras Novas e Passagem de Mariana: isenção todos os dias;  Ouro Preto e Mariana: isenção em dias úteis e 50% off aos fins de semana e feriados. Meia-entrada e gratuidade:  Estudantes e 60+: meia-entrada;  Crianças até 5 anos: entrada gratuita CAMPING 

Valores para o camping:  Espaço para barraca 3×3: R$75,00 (noite); Espaço para barraca 5×5: R$120,00 (noite). O ingresso adquirido pode ser utilizado em até 90 dias após a data agendada para visita ao Parque, desde que as regras de reagendamento sejam respeitadas. 

Texto por agência com edição de Rebeca Dias

Fotos por divulgação