logo

Telefone: (11) 3024-9500

Campo Grande: roteiro completo de parques, museus e sabores pantaneiros | Qual Viagem Logo

Campo Grande: roteiro completo de parques, museus e sabores pantaneiros

3 de março de 2026

Mato Grosso do Sul é um estado que mistura belos cenários, boa culinária e paisagens naturais inesquecíveis. Sua capital, Campo Grande, a apenas 40 minutos de Bonito, reúne excelentes restaurantes, paisagens deslumbrantes, frutos curiosos e peixes saborosos.

Embora passe despercebido pelos turistas, que focam sua visita em Bonito, esse destino é um ótimo ponto de partida para aqueles que pretendem pescar no Pantanal, ou simplesmente passar alguns dias em um cenário calmo e com opções culturais interessantes.

Dicas e curiosidades 

Campo Grande foi fundada em 1872 por José Antônio Pereira, um mineiro que denominou a região de Arraial de Santo Antônio do Campo Grande, em homenagem ao Santo de sua devoção.

A capital do Mato Grosso do Sul abriga vários parques, praças e opções gastronômicas imperdíveis. Embora tenha quase 900 mil habitantes, a tranquilidade da cidade lembra o aconchego de uma cidade do interior, com muitas áreas verdes e ruas largas que permitem uma melhor locomoção. 

A cidade pode ser visitada durante todo o ano, mas como a grande maioria dos pontos turísticos são arborizados, evite as épocas de chuva, que ocorrem de dezembro a março. As temperaturas, por sua vez, são altas durante todo o ano, variando de 28 a 32 graus. 

Por lá, o artesanato da região contempla peças de cerâmicas, cestarias, argila e outras. Nos municípios que compõem a região, existem diversas associações e grupos familiares que produzem peças indígenas. Além disso, há também apresentações da cultura na região, principalmente por duas etnias, a Kadiwéu e a Terena.

Parque das Nações Indígenas

Um dos principais pontos turísticos em Campo Grande é o Parque das Nações Indígenas. Inaugurado em 1993, o lugar conta com 119 hectares e pode ser considerado um dos maiores parques urbanos do país. Sua criação se deu com a desapropriação de diversas chácaras e terrenos nas margens dos córregos Prosa e Reveilleau, localizados no perímetro urbano compreendido pelas avenidas Afonso Pena e Mato Grosso, e pelo córrego Sóter.

O Parque é ideal para prática de esportes, caminhadas, corridas e piqueniques. O circuito tem 5 quilômetros e algumas atrações, além de animais, como pássaros e capivaras. Além disso, também é comum ver araras, tanto na cidade quanto no parque.

No espaço, também estão inseridos o Museu de Arte Contemporânea do Mato Grosso do Sul, a Concha Acústica Helena Meireles, o Museu das Culturas Dom Bosco, a Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul e o Bioparque Pantanal, o maior aquário de água doce do mundo.

O MARCO, Museu de Arte Contemporânea do Mato Grosso do Sul, compõe-se de aproximadamente 900 obras, incluindo um conjunto significativo de obras que registram o percurso das artes plásticas no estado, do princípio aos dias atuais. O museu dispõe de 5 salas de exposição, uma com mostra permanente de obras de seu acervo e 4 salas para as mostras temporárias que compõem sua programação anual. 

Já o setor educativo conta com 3 salas para as atividades práticas com escolas, além de cursos de iniciação em arte para crianças, jovens e adultos; assim como um atelier para o desenvolvimento de técnicas de gravura. O museu também possui um auditório com capacidade para 105 pessoas e uma biblioteca com conteúdos de artes plásticas, com material para pesquisa e formação de estudantes, arte-educadores, artistas e público em geral.

Nas proximidades, está localizada a Concha Acústica Helena Meireles, inaugurada com a abertura do Projeto Estação Cultura, em 2005, com show musical da Família Espíndola e da Dama da Viola Helena Meirelles. No local também há um auditório para 1050 pessoas e Teatro Arena com 450 lugares. O espaço tem os shows musicais, ensaios de teatro e música, aulas abertas, palestras e minicursos: o Projeto Som da Concha acontece quinzenalmente,aos domingos,com dois shows musicais regionais e feira de artesanato. Lá também ocorrem aulas de capoeira, nas terças e quintas feiras, às 18 horas.

Já o Museu das Culturas Dom Bosco possui coleção de taxidermizados; coleção de minerais; coleção de fósseis; coleção de insetos; coleção de objetos da pré-história; coleção de Memória do Museu; coleção  Povo Kalapalo (Xingu); coleção Povos de Mato Grosso do Sul; coleção Povo Iny Karajá; coleção Povo Boe Bororo; coleção Povo Xavante e coleção dos Povos do Alto Rio Negro. O funcionamento é de terça-feira a sexta-feira das 8h às 16h30, e sábados e feriados das 14h às 17h30. O valor do ingresso é 20 reais e 10 reais (meia-entrada).Abaixo do Museu há um pequeno lago formado por um riacho repleto de capivaras, que rendem fotos muito legais.

Foto por Flavio Andre/MTur

Talvez o mais famoso dos atrativos dali, o Bioparque Pantanal foi projetado para ser o maior aquário de água doce do mundo e a maior atração turística de Campo Grande, de modo que representasse a sequência natural das águas no Pantanal, desde as nascentes até os principais rios. O Aquário é composto por museu, auditório, biblioteca, espaços para pesquisa, 5 milhões de litros de água, 239 tanques e 458 espécies. O funcionamento é de terça a sábado, das 8h30 às 12h (check-in até às 11h) e no período da tarde das 13h30 às 17h30 (check-in até às 16h30). A visita ao Bioparque é gratuita, mas requer agendamento prévio pelo site oficial.

O Museu Interativo de Biodiversidade, por sua vez, tem o objetivo de apresentar a biodiversidade do Pantanal e os processos ecológicos dessa região de forma interativa e acessível. O MioBio conta com 16 estações temáticas que oferecem conteúdos em português, inglês e espanhol, além de 46 projetores, 56 computadores, 43 televisores e 500 pontos de interação.

Além disso, no parque estão localizadas 3 monumentos: o Monumento dos Cavaleiros,  obra do escultor Sul-mato-grossense Anor Mendes; Monumento Harry Amorim,  em homenagem ao ex-governador de Mato Grosso do Sul, Harry Amorim Costa e o Monumento ao Índio, em homenagem às culturas indígenas do Estado de Mato Grosso do Sul. obra do arquiteto Roberto Montezuma. 

A barragem que represa o lago do parque é composta de várias pequenas cascatas, divididas em dois níveis e enfeitadas por áreas com flores, que formam um belo cenário, localizado na parte mais baixa do parque das Nações Indígenas.

Outras atrações turísticas

Alguns dos atrativos imperdíveis de Campo Grande são:

  1. Morada do Baís
  2. Casa do Artesão
  3. Mercadão Municipal
  4. Monumento aos Tuiuius
  5. Praça Ary Coelho
  6. Praça das Araras
  7. Praça Pantaneira 
  8. Parque Horto Florestal 
  9. Orla Morena 
  10. Lago do Amor

A Morada do Baís, um histórico casarão, é um Patrimônio Histórico e Cultural de Campo Grande, uma vez que foi a primeira edificação de alvenaria da cidade. O prédio foi construído em 1913 para abrigar a família do italiano Bernardo Franco Baís, personalidade mais representativa em Campo Grande. 

Atualmente, o casarão funciona como espaço de cultura e gastronomia, sediando exposições de arte, cinema, música e dança administrados pelo SESC. De quarta a sábado ocorre um happy hour com música ao vivo e agradável gastronomia, perfeito para um encontro entre amigos. Vale a pena conferir a programação do SESC e passar um final de tarde por lá.

Já a Casa do Artesão, datado de 1923, é dedicada à venda e exposição  de artesanatos locais. Se você pretende levar um pedacinho de Campo Grande para casa, não deixe de passar por lá! O local funciona das 8 às 18 horas. Procure passar também no Mercado Municipal, lá você encontra de tudo: desde uma boa refeição até venda de produtos locais.

O Monumento dos Tuiuius, animal símbolo do Pantanal, fica na frente do aeroporto. São 3 estátuas de Tuiuius com cerca de 5 m de altura, dê uma passada e garanta uma boa foto no Monumento.

Além do Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande você encontra uma variedade de praças e parques, entre as principais praças estão a Praça Ary Coelho, Praça das Araras e Praça Pantaneira. A primeira é palco de apresentações e manifestações culturais, já a Praça das Araras é famosa pela escultura do artista Clair Ávila, que representa 3 araras. A Praça Pantaneira, por sua vez, possui diversas estátuas de animais do Pantanal, produzidas pelo artesão Levi Batista do Nascimento e voltada ao público infantil.

Já o Parque Horto Florestal é uma área arborizada, indicada para caminhadas e passeios em família. O Parque possui 6 hectares, bancos e pistas de corrida para os amantes do esporte. A Orla Morena, por sua vez, abrigava trilhos de 2,5 quilômetros de extensão, que iam da Avenida Júlio de Castilhos até a Rua Plutão. A extensão agora serve  como espaço cultural, de esporte e entretenimento. Lá você encontra pistas de skate, pista de caminhada, ciclovia, quadra de esportes, feira e arena. 

O Lago do Amor, por sua vez, é imperdível para os amantes de natureza, além do ambiente tranquilo, é possível alugar um pedalinho e desfrutar um passeio pelo lago, especialmente na hora do pôr do sol, quando as cores vibrantes são refletidas sobre a água, que ganha uma atmosfera romântica e calorosa.

Opções gastronômicas

O Mato Grosso do Sul vai surpreender seu paladar, dando um sabor especial à sua viagem, especialmente a tradicional culinária pantaneira e as receitas fronteiriças ou as iguarias. 

O Sobá é originário da Ilha de Okinawa no Japão mas, no Brasil, Campo Grande  foi a primeira cidade a dispor de restaurantes que servem sobás, trazidos por imigrantes originários da ilha, que chegaram à cidade em 1908. 

Foto por Flavio Andre/MTur

Embora tenha se espalhado para outras regiões, é em Campo Grande onde mais se encontram restaurantes que servem o Sobá, especialmente na Feira Central, já que se tornou uma iguaria típica e tradicional da cidade. Em 2006, foi tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e adquiriu o status de bem cultural de natureza imaterial local.

Além disso, vale citar o trecho entre a Rua São João e a Praça do Peixe, onde ficam localizados vários bares, restaurantes, pizzarias e casas de lanche. A Casa dos Peixes e o Mercado  Municipal também são muito comentados, não deixe de provar a Chipa e os grandes pastéis disponíveis no Mercado e o rodízio de peixes no restaurante!

Hospedagem

Confira algumas opções de hospedagem bem avaliadas em Campo Grande:

O Aeroporto Plaza Hotel oferece Wi-Fi gratuito e buffet de café da manhã, quartos com ar-condicionado e banheiro privativo. A propriedade fica a 10 km do Parque das Nações Indígenas e do Shopping Eldorado Campo Grande.

Já o Brumado Hotel fica a apenas 1,5 km do centro de Campo Grande e do Mercado Municipal e dispõe de uma piscina ao ar livre com espreguiçadeiras, uma academia, Wi-Fi gratuito e buffet de café-da-manhã diário. Os quartos são climatizados e equipados com TV de tela plana a cabo e frigobar. Além disso, todos possuem banheiro privativo.

Outra ótima opção é o Deville Prime Campo Grande, que dispõe de um restaurante ao ar livre, wi fi, quartos com ar-condicionado, TV de tela plana via satélite, telefone, mesa de trabalho, cofre e banheiro privativo com chuveiro, secador de cabelo e produtos de banho de cortesia. Além disso, há comodidades como instalações para reuniões e depósito para bagagem e café da manhã servido no restaurante. Tudo isso a apenas 220 metros do Parque das Nações Indígenas. 

O Hotel Flat Afonso Pena, hotel 4 estrelas, conta com academia, quartos com ar-condicionado, Wi-Fi grátis, banheiro privativo e estacionamento privativo disponível no local. Todos os quartos contam com TV e cozinha.O hotel também serve um café da manhã em estilo buffet e tem  um restaurante que serve comida brasileira.

O Indaiá Park Hotel dispõe de uma academia, quartos com ar-condicionado e uma piscina em um terraço ao ar livre. O Wi-Fi e estacionamento são gratuitos e todos os quartos dispõem de uma TV LCD a cabo, frigobar e escrivaninha. Além disso, um banheiro privativo com chuveiro está disponível em todos os quartos. O Indaiá Park Hotel também serve um farto buffet de café da manhã e você poderá apreciar bebidas na piscina ou provar a culinária internacional do restaurante.

Texto por Rebeca Dias

Comentários