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Turismo comunitário cresce no Rio de Janeiro

17 de março de 2026

O turismo comunitário no Rio de Janeiro vive um momento de expansão e, entre as experiências que mais têm despertado interesse de brasileiros e estrangeiros, um roteiro em particular tem chamado a atenção: os tours de mototáxi pela Favela da Rocinha e pela favela do Vidigal, disponíveis na plataforma da Civitatis, que contam com opcional de vídeos com drone pelas lajes da comunidade.

Os dois tours, acumulados, ultrapassaram 50 mil visitantes desde janeiro e se consolidaram como uma das atividades mais procuradas por viajantes que buscam compreender as favelas cariocas a partir da perspectiva dos moradores. Somente o tour com drone da Rocinha representa 41 mil destas reservas.

O crescimento da procura acontece em um momento estratégico para o turismo nacional. Segundo dados da Civitatis, o Rio de Janeiro é o destino brasileiro mais reservado do país para o feriado da Páscoa de 2026, o que tem impulsionado também a busca por experiências diferentes dentro da cidade, para além dos cartões-postais tradicionais.

“Em 2025, o Brasil registrou 9,3 milhões de visitantes estrangeiros, o maior número da história. Esse cenário reforça o interesse do viajante internacional em experiências que apresentem a cidade para além do óbvio. Quando iniciativas comunitárias são estruturadas com segurança e respeito ao território, elas ampliam a compreensão do visitante e fortalecem economias locais”, comentou Alexandre Oliveira, Country Manager da Civitatis Brasil.

Por que o tour com drone na Rocinha cresceu tanto?

O passeio, operacionalizado pelo Na Favela Turismo, ganhou relevância global com a parceria costurada entre a empresa, a Secretaria de Turismo do Estado do Rio de Janeiro, e a Civitatis, plataforma de reservas de atividades turísticas presente em mais de 160 países. O objetivo é promover o turismo de favela para viajantes internacionais, especialmente de língua espanhola, e permitir que visitantes de diferentes países tenham acesso à experiência durante sua passagem pelo Brasil, saindo do roteiro tradicional do Rio.

O interesse pelo roteiro aumentou especialmente no fim de 2025, quando vídeos gravados por drone nos mirantes mais altos da Rocinha começaram a circular nas redes sociais. As imagens, feitas durante o próprio percurso de mototáxi, repercutiram entre viajantes brasileiros e estrangeiros e impulsionaram a busca por atividades que ofereçam uma leitura mais completa do Rio, além dos cartões-postais tradicionais.

Desde então, o tour passou a atrair perfis diversos: brasileiros que buscam experiências alternativas na cidade, turistas latino-americanos que chegam em número crescente e um volume expressivo de visitantes franceses, segundo operadores locais.

Por onde passa o tour na Rocinha?

O Na Favela criou os trajetos baseados em rotas pré-estipuladas, pensadas para não atrapalhar a vida da comunidade. O tour da Rocinha, disponível na plataforma da Civitatis com opção de drone, é realizado por guias locais que vivem e trabalham no local e percorre pontos que ajudam a compor um retrato amplo das favelas.

O trajeto inclui paradas na Mureta da Dionéia (onde um mural homenageia os mototaxistas), pela Passarela da Rocinha, reformada por Oscar Niemeyer em 2010, e por mirantes do Laboriaux e Rua 1, que oferecem vistas da Lagoa Rodrigo de Freitas, do Cristo Redentor e de trechos da orla carioca.

O ponto alto do passeio são as paradas nas Lajes decoradas pelos moradores, locais de saída dos famosos voos de drone. Dentre estes mirantes estão o “Porta do Céu” e “Deck Bella Vista”, onde visitantes têm a oportunidade de conversar com moradores sobre cotidiano, memória e as transformações da comunidade.

Além do tour com drone, os passeios pela Rocinha também oferecem a com experiências a pé, com churrasco típico carioca, e com possibilidade da realização da trilha dos Macacos, no topo da Favela.

Texto por: Agência com edição Eliria Buso

Foto por: Divulgação/ Civitatis

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