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An aerial view of the skiing center in Cerro Catedral (Cathedral Mountain), near Bariloche in Argentina, taken from the chairlift.

Temporada de neve: destinos de esqui na América do Sul

19 de julho de 2016

Os resorts de inverno da América do Sul começam a flertar com o frio e a neve em peso. As estações de esqui dos Andes, as mais próximas do Brasil, estão com preços mais atrativos dos praticados nas Montanhas Rochosas americanas e nos Alpes europeus. Com destinos para todos os perfis – desde quem só quer ver neve e passear até aqueles que pretendem dar seus primeiros passos no esqui –, a cordilheira sul-americana não deve nada às do Hemisfério Norte em beleza, adrenalina e badalação.

Bariloche, Argentina - April 21, 2008: The Cerro Catedral Skiing Station, the biggest in South America, in Patagonia Argentina region, during the winter.

Foto por iStock / C_Fernandes

Se o viajante tem vontade de esquiar ou aprender snowboard, a boa é se programar para isso: reserve pelo menos três dias de “ski pass”, equipamentos e aulas (as coletivas são mais baratas), a um custo diário entre US$ 150,00 e US$ 250,00, dependendo da estação e da época do ano. Julho, o auge da temporada, é o período com maior movimento, tarifas mais altas e grande acúmulo de neve. Já agosto é um mês intermediário, e setembro é o mais calmo, econômico e de clima incerto. O site AlugueTemporada destacou dicas imperdíveis para amantes do esqui e selecionou as estações sul-americanas mais queridas entre os brasileiros.

Uma das favoritas é Bariloche, na Argentina. Um cenário privilegiado entre as montanhas e o Lago Nahuel Huapi, paisagem que a cidade enche de charme com restaurantes, chocolaterias, cervejarias e lojas. Não à toa, seu après-ski (termo francês universalizado como o happy hour da montanha) é um dos mais badalados da Cordilheira dos Andes, embora atividades como tubing (divertido passatempo no qual se desliza com boias na neve) e os circuitos de esquibunda também garantam diversão para quem só quer zoar na neve. Com 600 hectares de área esquiável, não é preciso saber esquiar para curtir Bariloche, onde a temporada de inverno pode ir até o final de setembro.

Off-piste skiing in Chapelco, San Martin de los Andes, Argentina.

Foto por iStock / Eric Rodolfo Schroeder

Dotada de boa infraestrutura de restaurantes, cafés e boutiques, San Martín de Los Andes, também na Argentina, ganha um charme extra nos casebres alpinos que adornam sua paisagem. Tamanha graça pode ter sido inspirada em seu centro de esqui, Chapelco, cercado de bosques de lengas (uma árvore típica) com os galhos enfeitados pela neve. Paradores de montanha com wi-fi, sistema de ski-pass automatizado e um novo lift quádruplo de alta velocidade começaram a modernizar a experiência dos esquiadores. Para quem está começando, as longas pistas beginners desobrigam os praticantes a ter de pegar os lifts a todo o momento, um processo nem tão simples assim se você ainda está se habituando. Se preferir ver a neve de outro ângulo, os passeios de trenó, as caminhadas com snowshoes e os tours de snowmobile são diversão garantida.

Isolada entre as montanhas, a estação argentina de Las Leñas é aclamada pelos esquiadores experts, que se refestelam nas áreas não demarcadas com neve virgem e nenhum trajeto predeterminado  – as famosas off-piste, ou fora de pista. A iluminação noturna de algumas descidas dentro do resort dá a dimensão do quanto os seus frequentadores são adeptos do esporte, o que não impediu Las Leñas de desenvolver um après-ski agitado, com restaurantes e um centrinho comercial. Consequência da altitude elevada e do tempo seco da montanha, a neve “poder”, fina e leve, favorece também os aprendizes, que encontram ainda uma boa equipe de instrutores e uma pista quase plana de 1 km para evoluir nas técnicas. Fora dela, um parque com tubing, trenós e tirolesa diverte as crianças e os adultos.

Las Lenas Ski Resort

Foto por iStock / © cosmopol

Próxima a Bariloche, Villa La Angostura e sua montanha Cerro Bayo se posicionam com um perfil bem diferente da vizinha famosa, autodenominando-se uma “estação boutique”. Em 2013, a instalação de uma gôndola até o topo dobrou a área esquiável, criando a perspectiva de que a quase inexistência de filas deverá permanecer por muitos anos. Nesta temporada, a infraestrutura que já atende bem os esquiadores experientes ou iniciantes, ganhará um parque de snowboard para freestyle. Palco de uma prestigiada competição de snow polo e da semana Chef en Altura, que reúne renomados chefs argentinos, a pequena cidade ainda diverte os visitantes com circuitos de snowtubing e caminhadas com snowshoes.

Corralco, no Chile, é a mais nova das estações sul-americanas, surgida há uma década dentro da Reserva Nacional Malalcahuello-Nalcas. Começou a ganhar destaque só depois da abertura de sua primeira hospedagem. E é justamente em torno do Valle Corralco Hotel que o resort de esqui orbita. Neste ano, as novidades ultrapassaram os limites da estalagem com um snow park, um tubing e o aperfeiçoamentos das pistas, ao longo das encostas do Vulcão Lonquimay. A estrutura compacta não deixa muitas opções de après-ski, e, talvez por isso, a estação se esmera em atender bem quem não sabe esquiar, dedicando aos iniciantes 31% de suas pistas.

Portillo ski station and hotel,  near of Los Andes city, Chile.

Foto por iStock / PabloDeSousa

Em Portillo, também no Chile, a combinação de montanhas nevadas com a Laguna del Inca compõe uma das mais lindas paisagens da cordilheira. É de natureza que se trata a estação, já que não há sequer um centrinho com lojas, bares e restaurantes. Considerada a precursora dos resorts de esqui na América do Sul, a estância criada em 1949 não está entre as mais baratas dos Andes, mas devolve o investimento com neve e pistas de qualidade e uma escola de nível internacional.

Afastada de Santiago, a estação de Termas de Chillán beneficia-se das encostas do Vulcão Chillán, que demarcam suas pistas, e também da atividade vulcânica, responsável pelas águas termais que abastecem as piscinas aquecidas e o spa do Gran Hotel. No cenário, as descidas cortam bosques pertinho das árvores como em poucas montanhas de esqui da América do Sul. A ampla área esquiável conta com um dos “tracks” mais longos do continente, com 13 km, e há bons programas de aprendizado para quem ainda está nas superfícies planas. Passeios de snowmobile ou de trenó puxado por cães, lanchonetes e um mercadinho, além das termas, são as distrações fora do esporte.

Breathtaking view of skiers and beautiful mountains at sunset in Valle Nevado

Foto por iStock / MisoKnitl

A pouco mais de uma hora de Santiago, o resort Valle Nevado é destino de muitos brasileiros que nunca viram neve na vida. O cenário coalhado de montanhas, o bom centro de esqui e a variedade de restaurantes, bares e lojas dão fôlego extra para esticar a estadia em seus 2.860 metros de altitude. Hot tubs, piscina aquecida ao ar livre, caminhadas com raquete na neve, passeios de trenó e um pequeno shopping distraem os visitantes fora das pistas, mas quem está dentro delas aproveita ainda mais. Integrada com as estações vizinhas de El Colorado e La Parva, o Valle Nevado multiplica as possibilidades de descida. Instrutores fluentes em português, gôndolas fechadas com wi-fi e uma boa quantidade de máquinas para fabricar neve quando o tempo não colabora têm reflexos positivos na experiência de esquiadores iniciantes e avançados.

Mais informações em: aluguetemporada.com.br

Texto por: Agência com edição de Patrícia Chemin

Foto destaque por: iStock / PCostaBaldi

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