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Madri: Cidade para viver intensamente de dia e principalmente à noite | Qual Viagem Logo

Foto por Istock/ SeanPavonePhoto

Madri: Cidade para viver intensamente de dia e principalmente à noite

17 de fevereiro de 2017

Madri é uma daquelas cidades que você adora logo de cara. Apesar de ser um dos principais polos financeiros da Europa, a capital espanhola mantém preservadas suas características históricas e um rico patrimônio cultural. Avançada e dinâmica, proporciona experiências inesquecíveis por ser agitada e tradicional ao mesmo tempo.

Mas não tenha pressa, descobrir Madri requer tranquilidade. Impossível conhecer e curtir a cidade e o que ela oferece de mais importante em estadias menores que três noites. O ideal é ficar entre cinco e sete dias, período que permite até alguns bate e volta para destinos próximos.

Foto por Istock/ SergioVCamacho

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Durante os dias circule pela região central, visite os imperdíveis museus, observe cada detalhe dos edifícios históricos que remetem à Espanha imperial e caminhe pelos lindos parques. Quando a fome apertar, procure parar em um dos mercados gastronômicos, locais que combinam compras com espaços gourmets da melhor qualidade. Descubra e vivencie os costumes locais, como comer churros com chocolate quente por exemplo.

Mas é depois que o sol se põe que você irá conhecer um outro lado da cidade. A vida noturna madrilena é empolgante e faz parte da rotina local. Se o Real Madrid jogar em casa então fica ainda mais agitada. E envolve todos, independentemente da idade. Após as 18 horas os bares ficam lotados e parece que todos saem para a happy hour para tomar uma cerveja, sangria ou outros drinques acompanhados pelas fantásticas tapas, um verdadeiro símbolo nacional. Em muitos bares da cidade basta pedir uma cerveja para ganhar um pratinho com petiscos, que pode ser desde um simples e delicioso pão com tomate até presunto (jamon) ou frutos do mar.

Para quem ainda não conhece, e por isso ainda não se apaixonou pela cidade, destaco os dez principais pontos de atração e que não podem ficar de fora de seu roteiro turístico. São eles:

FOTO ISTOCK.COM / DELTAOFF

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1 . Passeio da Arte 

Os amantes das artes não podem deixar de visitar os museus localizados no chamado “Triângulo da Arte”: Prado, Thyssen-Bornemiza e Reina Sofía.

Museu Nacional do Prado Paseo del Prado, s/n – Localizado num lugar privilegiado e rodeado de árvores e monumentos, é o mais importante da Espanha e um dos principais do mundo. Suas salas estão repletas de obras-primas das escolas espanhola, italiana e flamenca. A coleção inclui 8,6 mil quadros e mais de 700 esculturas. Entra as obras famosas estão “As Meninas” de Velázquez e “Os Fuzilamentos de 3 de Maio” de Goya, entre outras de mestres consagrados como El Bosco, Ticiano, El Greco, Murillo e Rubens. Sem dúvida uma das maiores e melhores pinacotecas em termos de pinturas dos séculos 12 a 19. Gratuito aos finais de semana – a partir das 18h.

Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia Calle de Santa Isabel, 52 – O acervo de arte moderna e contemporânea inclui obras dos grandes pintores espanhóis do século 20 como Picasso, Dalí, Miró e Gris, entre outros. Chama a atenção o grande quadro – mais de sete metros de altura – de Picasso, Guernica. Se estiver com pouco temo vá direto ao segundo andar, pois é lá que estão os clássicos produzidos entre os anos 1900 e 1945. Fecha às terças- feiras e não cobra ingresso aos domingos – a partir das 13h. Thyssen-Bornemisza Paseo del Prado, 8 – Instalado no neoclássico Palácio de Villahermosa, guarda mais de mil obras de arte, principalmente os primitivos italianos, a pintura americana do século 19, o impressionismo, o expressionismo alemão e o construtivismo russo. Artistas como Picasso, Rubens, Van Gogh, Klee, Dürer, Caravaggio, Van Eyck e Constable estão muito bem representados no museu. Originalmente o acervo pertencia a uma família de industriais teuto-húngaros, até que, em 1993, os barões Thyssen-Bornemisza fizeram um acordo com o governo espanhol que garantiu a posse definitiva ao país. Em 2004, uma nova ala foi inaugurada para receber o acervo de pinturas europeias da baronesa Carmen.

2. Palácio Real

FOTO ISTOCK.COM / THEHAGUE

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Calle de Bailén, s/n – Para conhecer a história espanhola vale uma visita à majestosa residência oficial dos monarcas espanhóis – muito embora a família real não viva mais no local. Em seu interior estão obras de arte e cômodos decorados que abrigaram a realeza desde 1561. Antiga fortaleza medieval, atualmente é utilizado como espaço de eventos da realeza e abre à visitação. Destaque para o Salão do Trono, o Salão dos Alabardeiros, a Sala Gasparini, a Real Farmácia e a Capela Real – onde está uma coleção de instrumentos de corda da autoria do mítico Antonio Stradivari. Do lado de fora é impossível não se encantar com a beleza e exuberância dos Jardins do Campo do Moro. A entrada é gratuita de segunda a quinta-feira, das 16h às 18h (outubro a março) e das 18h às 20h (abril a setembro).

3. Gran Via

Não é a principal avenida de Madri, mas, certamente, é a mais famosa. Ela começa na Calle de Alcalá e termina na Plaza de España. Lá estão diversas lojas, cinemas, teatros, bares e restaurantes, o que garante uma intensa atividade noturna. Não é por acaso que os madrilenhos chamam a Gran Via de a “Broadway espanhola”. Alguns ícones da arquitetura madrilena como os edifícios Carrión, Telefónica e Metrópolis também chamam a atenção dos visitantes. Construída no início do século 20, a avenida reúne diversos estilos arquitetônicos.

Foto por IStock/ Angelafoto

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4. Plaza Mayor 

Situada na parte antiga da cidade, essa praça retangular é o coração histórico de Madri. Inaugurada em 1619 e rodeada por prédios de três pisos, vale ser visitada durante o dia e também à noite. Sempre movimentada, reúne restaurantes famosos, bares de tapas e cafés. Alguns bares e restaurantes estão sob a praça e parecem cavernas. No centro está a estátua equestre de Filipe III e no passado foi palco de touradas e de celebrações – de execuções a casamentos reais. Atualmente, recebe feiras, bazares e shows – principalmente no verão.

5. Parque do Retiro

Plaza de la Independencia, 7 – Uma visita a Madri nunca estará completa sem um passeio por esse grande parque que, antes de se tornar público em 1868, era propriedade da monarquia espanhola até o final do século 19. O exuberante conjunto de jardins guarda no seu interior lagos, monumentos, palácios e esculturas – Paseo de las Estatuas – de todos os monarcas espanhóis. Foi criado na década de 1630 e tem 118 hectares.

FOTO ISTOCK.COM / VICHIE81

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6. Porta do Sol 

Localizada na área central da cidade, onde confluem as principais ruas da capital, abriga estátuas históricas. É também o marco zero e um dos principais pontos de encontro em datas festivas. No entorno estão diversos e animados bares e restaurantes.

 7. Fonte de Cibeles 

Um dos grandes emblemas da cidade é chamada carinhosamente pelos madrilenhos como “La Cibeles”. O monumento retrata a deusa Cibeles – símbolo da Terra, da Agricultura e da Fertilidade – em uma carruagem puxada por leões. Torcedores do Real Madrid se reúnem no local para comemorar a conquista de títulos.

8. Porta de Alcalá

Plaza de la Independencia, 1 – No passado, Madri tinha cinco portas reais. Construída no século 18 pelo rei Carlos III, a Porta de Alcalá ganhou fama e hoje é um dos principais monumentos da capital espanhola. Curiosamente ela tem dois lados diferentes e é constituída por duas portas retangulares que ladeiam três arcos. Projetada por Francisco Sabatini, tem esculturas de Roberto Michel e Francisco Gutiérrez.

FOTO ISTOCK.COM / VWALAKTE

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 9. Plaza de Espanha

Uma das mais importantes de Madri, está localizada em uma das extremidades da Gran Via. Em seu interior está um conjunto de esculturas em homenagem ao escritor Miguel de Cervantes, com destaque para o seu personagem Dom Quixote. Próximo dela estão dois importantes edifícios da capital espanhola, a Torre de Madrid e o Edifício España.

10. Templo de Debod 

Calle Ferraz, 1 – Templo egípcio do século 2 a.C., foi doado à Espanha, em 1968, e reconstruído em Madri. Antes, o templo fazia parte do patrimônio de Assuã, no sul do Egito. Em 1960, a Unesco viu a obra arqueológica ameaçada e pediu ajuda à comunidade internacional para preservar o rico legado histórico da região. O governo espanhol contribuiu para salvar o complexo de Abu Simbel. Em retribuição os egípcios presentearam os espanhóis com o templo Debod, que foi desmontado e reconstruído pedra por pedra em Madri. Atualmente é um dos monumentos mais visitados na cidade. Procure chegar ao final da tarde para apreciar o pôr do sol. O visual é maravilhoso e renderá muitas fotos.

A cidade tem muito mais a oferecer, desfrute

O que vimos até aqui é o mínimo necessário para ter a sensação que a visita a Madri foi proveitosa. Mas a cidade tem muito mais a oferecer. Se tiver tempo e ficar um pouco mais não irá se arrepende, pode acreditar. A seguir, outros atrativos da encantadora capital espanhola.

Santiago Bernabéu

Av. de Concha Espina, 1 – Até para quem não é muito ligado em futebol, o tour pelas dependências do estádio do Real Madrid é uma experiência interessante. Afinal, trata-se de um dos mais importantes templos do futebol mundial. O roteiro inclui os vestiários, o memorial com os troféus, as arquibancadas superiores, a sala de entrevistas coletivas, o banco de reservas, entre outros setores do mítico estádio com capacidade para 81 mil pessoas e onde jogaram os maiores craques do planeta.

FOTO ISTOCK.COM / HERRAEZ

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A tecnologia está presente nos vários painéis interativos que exibem imagens das conquistas, gols históricos, os principais jogadores, a história vitoriosa e o elenco atual. O roteiro termina na loja oficial do clube. A visita ocorre de segunda a sábado, das 10h às 19; e domingos e feriados, das 10h30 às 18h30. Em dias de jogos, a entrada é possível até 5 horas antes.

Praça de Touros Monumental de Las Ventas

Calle de Alcalá, 237 – Considerada uma das mais belas arenas de touradas do mundo, realiza corridas aos domingos de março a outubro. Construída em estilo neo-mudéjar e inaugurada em 1931, tem capacidade para 23,8 mil espectadores. Mesmo não apreciando esse “esporte” vale uma visita. Há, também, um museu anexo onde estão expostos objetos históricos sobre as touradas.

Catedral de Santa Maria a Real de Almudena

Calle de Bailén, 10 – O visual impressiona. Ela tem 104 metros de comprimento, 76 de altura, cúpula central com 20 metros de diâmetro e arquitetura que mistura estilos – neoclássico no exterior, neogótico no interior e neorromânico na cripta. Seu interior guarda obras de arte de vários artistas. Na cripta está a imagem da Virgem de Almudena do século 16. Em sua quarta visita à Espanha, em 1993, o papa João Paulo II consagrou a catedral situada no centro da cidade, ao lado do Palácio Real. Em 2004, foi escolhida para o suntuoso casamento do príncipe Felipe da Espanha.

Se quiser conhecer mais sobre a catedral, visite o museu instalado no local, onde estão objetos e vestimentas clericais.

Museu Naval de Madri 

Paseo del Prado, 5 – Inaugurado em 1932, percorre a história naval da Espanha e também sobre as Marinhas de outros países. Guarda uma importante coleção etnográfica, exposta de forma cronológica desde a época dos Reis Católicos até a atualidade. O acervo inclui moedas, medalhas, condecorações, cartografia, quadros, instrumentos náuticos e científicos, armas submarinas, manuscritos e outros. Em destaque, a imagem do porta-aviões espanhol Príncipe das Astúrias.

Museu Sorolla 

General Martínez Campos, 37 – Instalado na antiga casa e estúdio do artista espanhol Joaquín Sorolla – nos últimos anos de sua vida -, guarda suas obras (esculturas, cerâmicas e pinturas) e outros objetos, além de uma decoração muito bonita. O ingresso custa apenas 3 euros e a entrada é grátis aos sábados das 14h às 20h e aos domingos.

Faro de Moncloa

Av. Arco de La Victoria, 2 – Subir até o alto do mirante a 92 metros do solo é uma experiência inesquecível. Elevadores panorâmicos levam os visitantes até o observatório desta antiga torre de iluminação com 110 metros de altura – construída em 1992. Através das suas enormes janelas vislumbra-se o panorama madrilenho e seus monumentos: Palácio Real, Catedral de la Almudena, edifício da Telefónica na Gran Vía, Palácio de Cibeles, cemitério de San Isidro e muitos outros pontos de interesse. Ao fundo, os cumes da Serra de Guadarrama. Fechado às segundas-feiras.

Ao lado do Faro de Moncloa está o Museu da América, que guarda uma impressionante coleção de peças do período pré-colombiano, além de peças de interesse etnográfico e de origem colonial. Destaque para o tesouro dos Quimbayas, o mais completo conjunto de ourivesaria americana.

Ponte Monumental Parque de Arganzuela

Paseo de las Yeserías, 19 – Projetada pelo arquiteto francês Dominique Perrault e inaugurada em 2011, essa grande passarela sobre o Rio Manzanares é um dos ícones da região denominada Madri Río. Chama a atenção o design moderno – um duplo espiral de metal em forma de saca-rolhas – com dois braços cobertos por uma rede metálica que brilha durante o dia e se ilumina à noite com candeeiros que simulam pássaros e borboletas. A ponte tem piso de madeira, bancos para descanso e ciclovia que percorre todo o parque.

Centro Palácio de Cibeles 

Plaza Cibeles, 1 – Esse espaço cultural oferece programação de vanguarda e uma das melhores vistas de Madri. Conta com uma ampla agenda de exposições temporárias, conferências, concertos e outras atividades culturais. Instalado no antigo e emblemático Palácio de Cibeles – que foi sede dos Correios por mais de um século – conta com um mirante a 70 metros de altura e vista panorâmica de 360º.

Parque El Capricho 

Paseo de la Alameda de Osuna, 25 – Um dos espaços verdes mais belos da cidade. Criado em 1784 pelos duques de Osuna e especialmente pela duquesa, Dona María Josefa de la Soledad Alonso Pimentel. Protetora de artistas, toureiros e intelectuais, ela criou um autêntico paraíso natural frequentado pelas personalidades mais ilustres e prestigiosas da época. Após a morte da duquesa o lugar entrou em declínio até 1974, quando teve início a recuperação do parque, que guarda importante riqueza botânica e artística. Em seu interior estão coretos, fontes, pracinhas, o Palácio dos Duques de Osuna e até um labirinto, concebido para os jogos de amor e esconderijos. O jardim tem estilos francês, inglês e italiano.

Mas o parque esconde um segredo, um autêntico bunker. Chamado Posición Jaca, esse enclave da Guerra Civil – único na Europa pelo seu estado de conservação – foi sede do Quartel General do Exército Republicano do Centro. O refúgio, construído por volta de 1937, tem 2 mil metros quadrados, está a uma profundidade de 15 metros e é capaz de resistir a bombas de até 100 quilos. Composto por sete compartimentos retangulares (quatro à direita e três à esquerda), e quatro saídas para o parque, além de uma galeria de escape para a rua que atravessa o subsolo do palácio. O bunker pode ser visitado aos sábados e domingos. Há quatro visitas guiadas gratuitas – 10h, 10h30, 11h e 11h30 – com uma duração de 30 minutos. Somente são permitidas 20 pessoas por vez. Necessário reservar com antecedência.

FOTO ISTOCK.COM / KASTO80

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Terraza do Círculo de Bellas Artes

Calle de Alcalá, 42 – Centro cultural que conta com uma das melhores vistas de Madri, oferecendo aos visitantes três espaços diferentes e perspectivas incríveis da paisagem urbana da cidade. Para subir até a cobertura do edifício há um elevador com portas de vidro que dá acesso direto ao privilegiado espaço situado a 56 metros de altura e com visão panorâmica da cidade.

Onde ficar

Madri possui as mais variadas opções de hospedagem. Segundo o site TripAdvisor são os seguintes os cinco melhores hotéis da cidade:

Ilunion Alcalá Norte

Relais & Châteaux Orfila

Artiem Madrid

Gran Melia Palacio de Los Duques

Hotel Villa Magna

Onde comer

A gastronomia de Madri é fantástica e diversificada. São mais de 39 mil restaurantes e mercados gourmet espalhados pela cidade. Descubra e vivencie os costumes locais, como comer churros com café e, claro, as famosas e deliciosas tapas – petisco diversos que misturam pão, frios e frutos do mar. Para provar as tapas nada melhor que percorrer os bares de La Latina (metrô La Latina), onde você pede uma cerveja e ganha um pratinho com o petisco. Preço médio de 3 euros.

Sobrino de Botín – Calle Cuchilleros, 17 – Uma das principais atrações gastronômicas da cidade. Considerado pelo Guinness Book o restaurante mais antigo do mundo – inaugurado em 1725 -, foi frequentado pelo escritor Truman Capote e o pintor Goya. O prato mais famoso da casa é o cochinillo (leitãozinho) assado no forno a lenha. Sem fazer reserva é quase impossível conseguir um lugar.

Mercado San Miguel – Plaza de San Miguel, s/nº – Próximo da Plaza Mayor, esse antigo mercado público também funciona como um point gourmet, onde é possível provar delícias típicas espanholas, os famosos presuntos (jamones), azeitonas, cervejas e vinhos.

Chocolateria San Ginés – Pasadizo de San Gines, 5 – Inaugurada em 1894, é um dos lugares mais procurados pelos turistas – e também pelos madrilenhos – em busca do famoso chocolate com churros. Localizada próximo da Porta do Sol, funciona 24 horas por dia.

Texto por: Roberto Maia

Foto destaque por Istock/ SeanPavonePhoto

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