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Lago Titicaca: conheça o lado peruano

23 de janeiro de 2016

Ele é imenso, lindo e está envolto em uma aura de lendas e histórias que se confundem com a própria origem do Império Inca. O incrível Lago Titicaca esparrama suas águas cristalinas e geladas entre o Peru e a Bolívia ao longo de 8.372 quilômetros quadrados. Antigos moradores de suas ilhas e do entorno ainda repetem uma lenda da mitologia andina. Segundo eles, foi das profundezas do lago que emergiram Manco Cápac e Mama Ocllo – filhos do deus Sol (Viracocha) -, os fundadores do Império Inca. Por isso é considerado sagrado e especial. São muitas as atrações imperdíveis para quem visita seu entorno e ilhas. A começar pela beleza das suas águas com tonalidades de azul que varia entre o celeste e o anil. A cristalinidade de suas águas vem do degelo das grandes geleiras que confinam o Altiplano Andino – sul do Peru e oeste da Bolívia -, além de cinco rios. Amantes da natureza e quem procura lugares tranquilos para descansar e meditar não podem deixar de conhecer o Titicaca.

Foto via  Istock/ OSTILL

Foto via Istock/ OSTILL

Não se deixe intimidar pela região desértica e árida e nem pelo clima seco e temperaturas baixas. Quem vence esse desafio não se arrepende. O cenário e a experiência de conviver com povos que habitam suas 41 ilhas e entorno há mais de mil anos compensam todo esforço. Todo o lago é uma reserva natural protegida e a cidade de Puno, no Peru, é a principal porta de entrada para o Lago Titicaca.

Além de garantir o conforto dos visitantes na região do Titicaca, Puno também reserva agradáveis surpresas e atrações. Entre elas a catedral que data do século 18 e destaca-se pela qualidade estrutural e pelos talhados em pedra, aspectos que ressaltam o barroco espanhol e elementos andinos; as ilhas; e os sítios arqueológicos pré- -hispânicos. Conhecida como a capital do folclore do Peru, a cidade também está próxima das maiores atrações do país: Machu Picchu e Cusco. Os habitantes de descendência Quéchua e Aymará preservam com orgulho as tradições folclóricas que podem ser apreciadas nas danças e nos ritos durante a festa anual da Candelária.

A principal opção de passeio é alugar um barco e percorrer as diversas ilhas próximas. Entre as mais interessantes estão as Uros – artificiais flutuantes feitas com folhas de juncos (totoras). Elas somam mais de 40 e são habitadas por povos que vivem da pesca e do artesanato vendido aos turistas.

Vale visitar também às ilhas Taquile e Amantani. A primeira está a 4 mil metros de altura e possui um mirante de onde vislumbra-se a imponente paisagem do Lago Titicaca. Porém, para chegar ao mirante é necessário vencer uma escadaria de 567 degraus. Cansa um pouquinho mas vale à pena. A ilha guarda vestígios de épocas pré-incas. Uma prisão para presos políticos funcionou no local até o início do século 20. O taquilenhos são amistosos e conservam antigas tradições, inclusive as roupas.

Já na Amantaní, conhecida como “Ilha do Amor”, estão os famosos templos Pachamama e Pachatata, ambos dedicados à fertilidade da terra. Os moradores do local produzem cerâmica e têxteis, bem como oferecem hospedagem e comida típica local. Entre os atrativos estão dois mirantes, restos pré-hispânicos, centros cerimoniais e um antigo cemitério.

Distante 34 quilômetros ao norte está o complexo arqueológico de Sillustani. O destaque do lugar são as “chullpas”, tumbas circulares de pedra que guardam restos funerários das principais autoridades dos antigos povoadores da província de Collao. Algumas têm até 12 metros de altura. Próximo dali está o Museu de Sitio, onde estão expostas diversas peças das culturas Collao, Tiahuanaco e Inca.

Foto via Istock/ POLADAMONTE

Foto via Istock/ POLADAMONTE

Puno tem, ainda, interessantes refúgios que cativam os visitantes. É o caso do Cerro de Huajsapata, um mirante natural de onde vê-se toda a cidade e Lago Titicaca. Em seu ponto mais alto está um monumento em homenagem a Manco Cápac. Guias locais dizem que algumas cavernas do lugar possuem caminhos subterrâneos que levam ao templo de Koricancha, na cidade do Cusco. Dizem, porém não há comprovação.

Quem quiser conhecer um pouco mais da cultura da região tem que incluir no roteiro a comunidade de Llachón, distante carca de 74 quilômetros de Puno e às margens do Titicaca. Lá estão pouco mais de 1,3 mil habitantes que vivem como seus antepassados e ainda preservam antigos costumes e tradições.

Como chegar

A melhor alternativa é através do Peru. Há voos diretos de São Paulo para Lima. Na capital peruana faça uma conexão até o aeroporto de Juliaca distante uma hora de Puno. Avianca, LAN, TAM e Taca têm voos regulares.

Onde ficar

Libertador Lake Titicaca

libertador.com.pe/libertador/puno

Casa Andina Private Collection Puno

casa-andina.com/hoteles/hotel-puno

Titilaka Hotel Acora

titilaka.com

Texto por: Roberto Maia e Tino Simões

Foto destaque via Istock/ DREZQUERRA

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