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Foto por Istock/ egadolfo

Kappabashi: a rua de Tóquio para quem ama cozinhar

21 de setembro de 2018

A primeira coisa que o visitante nota quando entra na rua Kappabashi, em Tóquio, capital japonesa, é uma estátua gigante de um chef. Sua cabeça de 11 metros de altura com um espesso bigode e um exuberante chapéu branco se tornou símbolo do bairro, conhecida hoje como Kitchen Town — ou “cidade-cozinha”.

O nome diz respeito à uma rua de cerca de 800 metros com mais de 170 lojas vendendo tudo que um profissional da cozinha (ou mesmo amadores) poderiam sonhar. A uma caminhada de dos destinos turísticos mais populares de Tóquio — o Templo Senso-ji, em Asakusa, e o parque Ueno –, o distrito tem suprido os restaurantes locais por quase um século.

Esse ainda é sua proposta fundamental, mas agora a rua também atrai experientes visitantes que vão até a cidade para comprar cerâmicas artesanais, facas usadas por chefs japoneses de alta qualidade, hashis artesanais, caixas de bento tradicionais e uma variedade de utensílios de cozinha por muito menos que eles pagariam em outros lugares.

Foto por IStock/ tupungato

Foto por IStock/ tupungato

“É um destino gastronômico por excelência”, proclama a brasileira Juliana Magalhães, que visitou a rua no começo deste ano durante uma viagem a Tóquio. “Não se trata do comer propriamente, mas de perceber como o ato de se alimentar envolve tantos detalhes e pode ter tanta sofisticação. É quase um ensinamento que o Japão ensina ao Ocidente”, completa.

Tóquio, apesar de não figurar na lista das dez cidades mais visitadas do mundo pelos índices internacionais, tem um fluxo de turistas que vivem na Austrália e em outros países do Sudeste Asiático intenso. Com o barateamento de algumas passagens aéreas, a cidade passou a explorar seu turismo mais vigorosamente.

A seguir, Qual Viagem conta brevemente sobre cinco lojas da Kappabashi que, se um dia o leitor estiver em Tóquio, não pode deixar de conhecer.

Kamata Hakensha

Muitas pessoas vão à rua Kappabashi apenas para visitar a Kamata, um negócio familiar que abriu em 1923 especializada em facas japonesas, ou wabocho, feitas à mão por um artesão em Sakai, na cidade de Osaka.

Toda faca passa por um processo de finalização e inspeção pelo proprietário da loja, Seiichi Kamata, que pode ser visto a qualquer hora do dia em um avental azul trabalhando do outro lado do balcão. Ele tem um séquito de seguidores locais, mas é uma equipe de apoio fluente em inglês que ajuda os turistas a ver as facas perfeitas de mais de 800 tipos à venda — de uma uma pequena faca de corte de vegetais até uma uma grande machete artesanal.

Uma das mais populares é chamada de “Damascus”, caracterizando um tronco de árvore e uma lâmina feita de aço carbono — o mesmo metal usado em espadas de samurais.

Dengama

Artesãos japoneses fazem cerâmicas, conhecidas como yakimono, desde os tempos pré-históricos — especialmente, durante o século 16 e a expansão do cerimonial do chá. A Dengama celebra o ofício e possui mais de três mil peças de cerâmica e porcelana de alguns dos maiores fornos do Japão.

Aberto mais recentemente do que seus vizinhos, em 1995, a loja aparentemente moderna vende peças produzidas à mão e em fábricas, incluindo pratos, xícaras e bules de chá. É possível ser cobrado em o dobro ou até o triplo do usual em partes mais turistas da rua. As escadas parece mais um museu e são reservadas para os trabalhos de artesãos exclusivos, incluindo alguns dos estilos cerâmicas assinados pelo Japão.

Foto por Istock/ tupungato

Foto por Istock/ tupungato

Mikura

O jornal Japan Times descreve a loja como o “céu do hashi“. A loja brilhante tem mais de 500 tipos diferentes de hashis entre suas paredes e gôndolas. Os pares vão de R$ 7 a R$ 380, dependendo do material e do desenho.

As opções feitas em fábricas para lembranças baratas são produzidas com madeira e plástico. Os hashis artesanais em madeira natural, como ébano, bambu ou jacarandá, geralmente vêm com uma capa que conta exatamente em que lugar do Japão estava a árvore. Por mais R$ 18, a loja grava o nome do visitante no hashi.

Maizuru

A Maizuru é uma das produtoras mais prestigiadas de comidas de plástico do Japão. A empresa, que originalmente produzia amostras de espécies médicas em Osaka, se mudou para Tóquio em 1948 para focar em moldes alimentares que se tornaram populares entre restaurantes que gostavam de mostrar reprodução de plástico dos seus menus na janela.

Hoje, cerca de 70% dos negócios ainda são feitos com restaurantes, mas os turistas também vão à loja em busca de lembranças ou apenas para contemplar as peças hiper-realistas de lamens, macarrões e pizzas — e até cerveja. A grande amostra de comida “falsa” é cara: um pote de lamen, por exemplo, sai por cerca de R$ 300, mas itens pequenos, como uma peça de sushi, sai por R$ 107.

Niimi

Localizado no prédio que abriga a imensa estátua do chef, a Niimi é difícil de esquecer. É uma das lojas mais antigas da rua, aberta em 1907 antes da Kappabashi se tornar popular entre cozinheiros e donos de restaurantes.

Foto por Istock/ tupungato

Foto por Istock/ tupungato

Enquanto muitos negócios da rua se especializaram em um único produto, a Niimi é um empório com uma vasta quantidade de itens de cozinha: potes, facas, lojas, decantadores de saquê e uma imensidade de outras — tudo por preços acessíveis.

Texto por: Agência com edição

Foto destaque por Istock/ egadolfo

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