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Jardim Botânico de Curitiba começa a receber as flores de inverno | Qual Viagem Logo

Foto por Istock/ paulobaqueta

Jardim Botânico de Curitiba começa a receber as flores de inverno

17 de julho de 2019

Um dos principais pontos turísticos da capital paranaense troca a cada três meses as flores que formam o colorido do Jardim Botânico, localizado em bairro com o mesmo nome. Agora, é a vez de receber as espécies para o inverno. Neste período, as flores ficam mais bonitas, já que a ausência de chuva preserva as folhas, controladas por meio da irrigação. Cerca de 70 mil mudas de cores sortidas de bocas-de-leão serão plantadas. A preferência pela espécie se dá pela resistência aos dias mais frios.

O canteiro central já começou a receber, desde o dia 20 de junho, flores em tons de amarelo e rosa. A brotação deve demorar de 10 a 15 dias. Outra melhora feita pelo Jardim Botânico foi em relação ao solo. As equipes do local introduziram um composto orgânico para maior fertilidade e estrutura, propiciando uma maior qualidade na plantação das espécies. Além da troca trimestral, os funcionários do local efetuam a substituição também com base nas condições climáticas.

O Jardim Botânico de Curitiba, ou Jardim Botânico Francisca Rischbieter, foi inaugurado em 1991 e é um dos principais acervos naturais do país. Em 2007, em votação no site Mapa-Mundi, o ponto turístico foi o mais votado entre os participantes para ser considerado uma das sete maravilhas do Brasil. O nome oficial do local foi uma homenagem à urbanista Francisca Maria Garfunkel Rischbieter, uma das pioneiras no trabalho de planejamento urbano da capital paranaense.

Foto por IStock/ VanessaBarcia

Foto por IStock/ VanessaBarcia

O Jardim Botânico possui 278 mil metros quadrados, incluindo o bosque com Mata Atlântica preservada. Do local saem flores que abastecem também boa parte do que é vendido em floriculturas de Curitiba. Entre os principais atrativos do Jardim Botânico estão as estufas de ferro e de vidro, o Espaço Cultural Frans Krajcberg, o Museu Botânico e o Jardim das Sensações.

As estufas climatizadas armazenam inúmeros exemplares da flora brasileira, com destaque para espécies da Floresta Atlântica, como caraguatá, caetê e palmito. A estufa principal tem três abóbodas, no estilo do Palácio de Cristal de Londres do século 19.

Já o Espaço Cultural Frans Krajcberg possui uma exposição permanente intitulada de “A Revolta”, do artista que era polonês e se naturalizou brasileiro. O nome traz à tona o sentimento do artista em relação à destruição da natureza e das florestas brasileiras provocada pelo homem. São, ao todo, 110 obras, cada uma formada por restos de árvores queimadas ou derrubadas de forma ilegal. Também é possível encontrar fotos do escultor e adquirir livros relacionados ao artista.

O Museu Botânico possui o maior acervo de folhas secas preparadas para coleção botânica do país, com cerca de 400 mil exsicatas, nome dado ao item colecionável. O projeto do local é do arquiteto Abrão Assad e já foi incorporado ao Jardim Botânico em 1992. O espaço conta com auditório, centro de pesquisas, espaço para biblioteca especializada e sala de exposições temporárias e permanentes.

O Jardim das Sensações, por sua vez, constitui-se de uma imersão sensorial. Em um trajeto cercado pela natureza, o visitante pode sentir as formas e texturas das flores, além de verificar o aroma das plantas. Com a audição, é possível ouvir os sons produzidos pela natureza, como o ruído do vento, por exemplo. O trajeto pode ser realizado com os olhos vendados ou não.

Foto destaque por Istock/ paulobaqueta

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