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Hamburgo+ Wolfsburg: Das belezas à beira do Rio Elba à fantástica Cidade dos Automóveis | Qual Viagem Logo

Foto por Istock/ RudyBalasko

Hamburgo+ Wolfsburg: Das belezas à beira do Rio Elba à fantástica Cidade dos Automóveis

12 de julho de 2017

Escolher um destino para conhecer na Alemanha é uma difícil missão. São tantas as cidades com importância histórica, ricas em cultura ou com cená­rios naturais incríveis. Um dos roteiros mais concorridos do país, o Cidades Mágicas, reúne dez das metrópoles mais famosas e atrai milhares de turistas todos os anos. São elas: Hamburgo, Düsseldorf, Dresden, Hannover, Nurembergue, Leipzig, Muni­que, Frankfurt, Stuttgart e Colônia. Todas com pontos de interesse que já fariam valer a viagem e deixam, com certeza, qualquer visitante satisfeito.

Nessa matéria vamos abordar a vibran­te Hamburgo e suas belezas à beira do Rio Elba. A segunda maior cidade alemã e a oi­tava da União Europeia transpira charme e possui atmosfera cosmopolita. E são muitas as maneiras de conhecer tudo o que ela tem a oferecer. E todas igualmente interessantes.

Foto por Istock/ foto-select

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Fazer um passeio de barco pelo Elba é com certeza uma atividade imperdível para enxergar a cidade por outras perspectivas. Após embarcar em um dos cais, o barco navega entre os imensos navios cargueiros, de cruzeiros e de iates enormes ao longo de um dos maiores portos do mundo.

Depois, percorra despreocupadamente a parte antiga do destino, onde no passado comerciantes vendiam café, chá e especia­rias e, atualmente, estão belas residências e edifícios dos séculos 17 a 19, além de ba­res e restaurantes originais. Há, também, a área antiga de armazéns, a Speicherstadt, com arquitetura clássica em tijolos e apoia­da em milhares de colunas de carvalho.

A Hamburgo moderna está na HafenCity, local onde está sendo construído um dos maiores projetos arquitetônicos urbanos no continente. Sem dúvida um impressio­nante contraste entre a tradição da nave­gação e a arquitetura arrojada, cujo co­ração fica no quarteirão Überseequartier – entre a Speicherstadt e o porto. Lá estão diversas lojas em uma ampla avenida, que leva até o Hamburg Cruise Center.

As maiores e mais modernas embar­cações de cruzeiros chegam e partem de Hamburgo. Aliás, os moradores da cidade têm um carinho especial pelo Queen Mary 2, tanto que cada chegada deste famoso navio é comemorada ao longo do Rio Elba por milhares de pessoas – inclusive com fo­gos de artifício.

Foto por Istock/ silverjohn

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Não deixe de desfrutar o visual da região no mirante View Point, no Cruise Center, da “Costa de Pérola”, ao longo do Elba, com suas mansões luxuosas e restaurantes sofisticados; dos Terraços de Magalhães (Magellan-Terrassen), que possibilitam uma vista rara do símbolo de Hamburgo, a filarmônica Elbphilharmonie, na ponta ocidental da HafenCity; ou do terraço do Dockland, um prédio comercial futurista com mirante aberto ao público.

Outras atrações para incluir no roteiro são o bairro St. Pauli, que é muito animado e até um pouco maluco e alternativo, principal­mente sua rua de pecadores, a Reeperbahn; e o mercado de peixes, o Fischmarkt, em Al­tona, onde o pescado é vendido em leilão todos os domingos pela manhã bem cedo.

Uma paradinha para as compras sem­pre é necessária para nós brasileiros e, em Hamburgo, o melhor lugar é na Rua Jung­fernstieg, que começa no lago Binnenals­ter. Para descansar um pouquinho esco­lha o Außenalster, uma agradável área de lazer próxima ao centro da cidade.

Foto por IStock/ bluejayphoto

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Autostadt: Disneylândia dos fanáticos por carros

Estando em Hamburgo, vale à pena fazer um passeio tipo bate e volta até a cidade de Wolfsburg, distante 136 quilômetros. Localiza­da no estado de Baixa Saxônia é conhecida por ser a sede da empresa automobilística Volks­wagen e faz parte da região metropolitana de Hannover-Braunschweig-Göttingen-Wolfsburg.

Uma das poucas cidades alemãs surgidas no século 20, foi fundada em 1938 e se tor­nou um destino precursor das tendências ur­banísticas no país por ser um exemplo plane­jamento que deu certo. Sua história também está intimamente ligada à Volkswagen.

Wolfsburg, Germany - September 23, 2016: View of the old Volkswagen factory buildings illuminated at night

Foto por Istock/ typhoonski

Dá para passar vários dias por lá curtindo seus atrativos – o Allerpark, o Centro Cultural Alvar Aalto, o teatro Hans Scharoun, o plane­tário, o museu de arte Kunstmuseum, Phaeno Science Center, shopping, cervejarias e caste­los medievais nas redondezas. Mas é a Au­tostadt da VW que atrai as maiores atenções.

Sonho de consumo de homens e mulheres, o automóvel é parte destacada da sociedade con­temporânea. E quem é louco por carros sabe da importância da Volks na história do desenvolvi­mento automotivo. Vejamos o exemplo do velho e querido Fusca, automóvel refrigerado a ar, de­senvolvido para atuar durante a Segunda Guer­ra Mundial. Sem dúvida, o simpático fusquinha foi um dos principais marcos da história do au­tomóvel, além de campeão de vendas da VW.

Com o objetivo de perpetuar a história e con­solidar o seu conceito automotivo, a montadora resolveu reunir o que existe de mais interessante e envolvente na Autostadt, um moderno parque de lazer e experiência para toda a família.

Paralelamente à abertura da Exposição Mun­dial – Expo 2000, realizada em Hannover, a companhia inaugurou em Wolfsburg, ao lado da sua mais antiga fábrica, o complexo também conhecido como Cidade do Automóvel. O projeto levou apenas dois anos para ser concluído, e o que poderia ser uma grande jogada comer­cial e de marketing acabou por se transformar em importante atrativo turístico para a região.

À época, a VW investiu cerca de 850 milhões de marcos – algo como 435 milhões de eu­ros atualmente – na construção da Autostadt, instalada em uma área de 250 mil metros quadrados. Quem viaja de trem entre Berlim e Frankfurt passa inevitavelmente por Wolfsburg e dá para ver as duas torres envidraçadas que guardam os automóveis à espera dos seus do­nos. Cada uma delas tem 48 metros de altura e juntas recebem 800 veículos novinhos.

Ao lado da estação de trens os visitantes são convidados a deixar suas bagagens, en­quanto os clientes que vão em busca dos seus veículos têm a garantia de recebê-los já com as malas no compartimento. Dali basta atravessar o canal Mittelland através de uma passarela que leva diretamente à Piazza, a en­trada principal do complexo.

Cerca de 5 mil visitantes diários passam pelo local. O objetivo da VW foi apenas criar uma nova plataforma de serviço e comunicação, um verdadeiro centro de excelência, onde os clientes pudessem receber seus carros em ple­na sintonia com o conceito da empresa. Con­seguiu muito mais do que isso. Os clientes e visitantes da Autostadt têm a possibilidade de fazer uma viagem ao mundo da tecnologia automotiva através dos tempos, conhecendo a emocionante história do desenvolvimento do automóvel – dos primórdios até os dias atuais através dos veículos produzidos pela Volks.

Entre as muitas preciosidades expostas no local está um Fusca branco que pertenceu a John Lennon e aparece na capa de um dos mais famosos discos dos Beatles. Outros te­souros que chamam a atenção dos fanáticos por automóveis é um fusquinha de 1950 e as primeiras Kombis produzidas e que se tor­naram sucesso de longevidade ao longo de mais de 50 anos. Único representante brasi­leiro no museu é o Karmann Guia TC, que foi produzido no país na década de 1970.

FOTO: INGO2802/GFDL//GNU.ORG/COPYLEFT/FDL.HTML/CC-BY-SA-3.0/CREATIVECOMMONS.ORG/LICENSES/WIKIMEDIA COMMONS ONS

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Tudo na Autostadt é apresentado de ma-neira agradável e divertida, onde todos são estimulados a descobrir como se desenrolou o desenvolvimento da indústria automobilísti­ca ao longo dos anos. A ideia é gerar uma at­mosfera de espontaneidade e interatividade.

O imponente prédio envidraçado impres-siona. Na entrada, onde os visitantes são re­cepcionados, já é possível perceber a gran­diosidade do lugar. As recepcionistas e os guias falam diversos idiomas. No átrio de 20 metros de altura, chamam a atenção as esculturas em forma de globo – Mondo 1 e Mondo 2 – de Ingo Gunther e os enormes cubos de Gerhard Marz. No local há lojas, bares, restaurantes, cinemas e performances.

O complexo também inclui um hotel catego-ria 5 estrelas, o The Ritz Carlton, construído em forma de círculo aberto – o edifício simbo-liza um abraço e sinal de hospitalidade. São 174 apartamentos, sendo 19 suítes e duas presidenciais, distribuídos pelos seus seis andares, além de restaurantes, conference center e área de fitness.

Arquitetura arrojada e interatividade

O projeto arquitetônico leva a assinatura de Henn Architekten Ingenieure, que teve como principal desafio harmonizar o design moderno do local erguido ao lado da velha fábrica da VW – que também pode ser visitada. A criação começou a ser pensada em 1994, porém, nessa época o desemprego na Alemanha crescia de maneira preocupante e a decisão pela construção demorou a ser tomada. Em 1996, ela veio em grande estilo. A direção da VW queria mostrar aos seus concorrentes a liderança mundial da empresa no setor automobilístico. A Cidade do Auto-móvel deveria convencer os visitantes do know-how e capacidade da Volks para atuar em âmbito global e oferecer produtos capazes de satisfazer todos os desejos dos clientes.

Para tanto, quatro valores básicos foram utilizados como âncoras do projeto: quali-dade, segurança, competência social e eco-logia. A Autostadt conta com oito pavilhões dedicados às marcas do Grupo Volkswagen. Audi, Porsche, Lamborghini, Seat e Skoda têm prédios próprios e a marca de luxo Bugatti está na Premium Clubhouse. A VW conta com dois pavilhões, um dedicado aos automóveis e utilitários esportivos e outro aos veículos comerciais da marca.

Equipada com o que há de mais moderno para entreter seus visitantes, principalmente na interatividade presente em todas as par-tes, seja nos jogos de computador, nos simu-ladores, no teatro, nos cines 360º, nos cinemas ou no AutoLab, um local para vivência ativa e experiência. As crianças não foram esquecidas e têm à disposição quatro diferentes áreas.

O ato de comprar e retirar um veículo trans-forma-se em verdadeiro acontecimento. Não importa em que concessionária nem em que cidade da Alemanha o automóvel foi adquirido, nem se o mesmo foi produzido em Wolfsburg ou em outras fábricas. Se o cliente quiser poderá recebê-lo na Autostadt. Os veículos deixam as torres de vidro e chegam ao centro de entrega através de túneis subterrâneos. Tudo sem a interferência humana já que o processo é totalmente automatizado.

FOTO: DOOMMEER/CC BY 3.0/CREATIVECOMMONS.ORG/LICENSES/BY/3.0/WIKIMEDIA COMMONS

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Caso queira instalar equipamentos opcio-nais no veículo, o mesmo pode ser escolhido e comprado no local. A instalação é gratuita. Enquanto espera pode comer ou beber algo em um dos nove restaurantes e lanchonetes para comemorar. As opções vão desde alimentos orgânicos até steak house, pizzaria, cantina e um requintado restaurante de alta gastronomia.

Os ingressos custam 15 euros (adultos); 6 euros (crianças de 6 a 17 anos); 38 euros (famílias – 2 adultos + crianças até 17 anos); crianças com menos de seis anos não pagam ingresso; 12 euros (estudantes e idosos acima de 60 anos). Tours e atrações especiais, como visitas à fábrica e experiências de direção, são cobrados à parte.

Saiba mais: germany.travele autostadt.de/en/visitor-information

Texto por: Roberto Maia

Foto destaque por Istock/ RudyBalasko

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