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Foto por Augusto Miranda/MTur

Conheça os quatro patrimônios tombados de Pirenópolis

15 de agosto de 2019

Neste 17 de agosto, data em que comemoramos o Dia Nacional do Patrimônio Histórico, vale lembrar que história e cultura são riquezas inestimáveis de um povo e dizem muito sobre como uma dada população lida e aprende com sua própria trajetória e costumes. Neste quesito, podemos dizer que Pirenópolis está muito bem servida com a preservação de patrimônios que resgatam a história da cidade desde o período colonial.

Atualmente, o município goiano conta com quatro bens tombados, sendo três materiais e um imaterial, constituindo um dos mais significativos patrimônios históricos de Goiás e que atraem cerca de 300 mil turistas por ano, segundo dados da secretaria de Turismo de Pirenópolis. Confira mais detalhes dessas riquezas históricas e culturais.

Centro Histórico de Pirenópolis

Foto por Tatiane di Passos

Foto por Tatiane di Passos

O Centro Histórico de Pirenópolis, com todo seu conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em janeiro de 1990. Na área, que remete ao estilo colonial do século XVIII,  destacam-se as construções do Theatro Sebastião Pompeu de Pina (construído em 1889), a Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo, que abriga o museu de Artes Sacra e foi construída em 1750; a Igreja do Nosso Senhor do Bonfim (edificada entre 1750 e 1754) e o Divino Lounge Café, que integra o conjunto paisagístico do largo do Bonfim, composto pela Igreja do Bonfim construído na década de 1980 e reinaugurado em agosto de 2017.

Igreja Matriz

Foto por Eli Luiz da Costa

Foto por Eli Luiz da Costa

Outra edificação localizada no Centro Histórico de Pirenópolis, mas que foi registrada no livro do tombo histórico ainda em julho de 1941, é a tradicional Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário. Construída no século XVIII, é considerada a mais tradicional igreja católica de Goiás. O patrimônio nacional ardeu em chamas em setembro de 2002, apenas três anos após ser reformado. A reconstrução da Igreja iniciou em 2003 e somente foi entregue em março de 2006.

Fazenda Babilônia

Foto por Divulgação

Foto por Divulgação

Outro espaço tombado pelo Iphan em Pirenópolis é a Fazenda Babilônia, construída no século XIX. O reconhecimento como patrimônio histórico ocorreu em abril de 1965. O local mantém conservando o extenso casarão em estilo colonial e muros de pedras construídos pelos escravos. Feita com paredes de adobe pau a pique, telhas-coxa sustentadas por esteios e vigas de madeira, a edificação bicentenária é uma das paradas obrigatórias para aqueles que visitam Pirenópolis. De acordo com a proprietária da fazenda, Telma Machado, o patrimônio nacional recebeu cerca de 10 mil visitantes em 2018.

Festa do Divino Espírito Santo

Foto por Divulgação

Foto por Divulgação

Inscrita no Livro de Registros das Celebrações em 2010, a Festa do Divino Espírito Santo é o único bem imaterial registrado de Pirenópolis. Trata-se de um festejo de origem portuguesa celebrado com folias e várias outras manifestações culturais e folclóricas. Durante os anos, a festa ainda viu outros ritos e representações serem incorporados, como as tradicionais Cavalhadas e a figura dos Mascarados. Celebrada desde 1819, é uma das maiores manifestações de devoção ao Divino Espírito Santo do Brasil e atrai turistas do Brasil e exterior, 50 dias depois da Páscoa.

Outras riquezas

Além de todas essas riquezas históricas e culturais já reconhecidas, Pirenópolis ainda tem mais patrimônios que buscam ser tombados pelo Iphan. São os casos da Casa do Dr. José Feliciano (edificação), localizada na Praça Matriz, e a Serra dos Pireneus (patrimônio natural), ambos em processo de instrução, ou seja, processo de registro que requer, entre outros fatores, pesquisa documental e de campo, mobilização e consenso social sobre motivações e propósitos para o tombamento de um determinado bem.

Texto por: Agência com edição Eliria Buso

Foto destaque por Augusto Miranda/MTur

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