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Cinco cidades para conhecer e se apaixonar na Argentina | Qual Viagem Logo

Foto via iStock por Elijah-Lovkoff

Cinco cidades para conhecer e se apaixonar na Argentina

11 de outubro de 2018

Que a Argentina é um dos países mais queridinhos para visitar, principalmente pelos brasileiros, não é novidade. O tradicional país do tango é cheio de atratividades culturais e naturais, o que atrai diversos turistas ao redor do mundo para conhecer suas encantadoras cidades. Confira:

Buenos Aires: tango, futebol e boas compras

Foto via iStock por AdonisVillanueva

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A capital do país é sem sombra de dúvidas uma das primeiras opções de escolha na hora visitar a Argetina. A grande metrópole é a segunda maior da América Latina, ficando atrás apenas de São Paulo.

Por ser um destino acessível – tanto pelo preço das passagens quanto pela proximidade com o Brasil –, Buenos Aires é um dos destinos mais procurados pelos brasileiros na hora de escolher sua viagem, além de também se destacar pela variedade de coisas para ver e fazer. Comprar roupas de caxemira e casacos de couro são boas opções de compras.

Na listinha de “must see” o turista não pode deixar de conhecer o Obelisco, símbolo da cidade em um dos pontos mais emblemáticos, no cruzamento da Avenida 9 de Julio (a mais larga do mundo) com a Avenida Corrientes (famosa por seus teatros e intensa vida noturna).

Nas quatro faces do Obelisco existem diferentes frases: duas fazendo referência às fundações que teve Buenos Aires, uma que remete à designação como Capital Federal e outra que comemora o momento em que a bandeira foi içada pela primeira vez.

Foto via iStock por anvmedia

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Um dos mais importantes teatros líricos do mundo, o Colón possui uma estrutura magnífica. Sua cúpula tem 318 metros quadrados e sua luminária mede 7 metros, com 700 lâmpadas. Ela foi decorada e idealizada pelo pintor Raúl Soldi. É possível fazer visitas guiadas e conhecer o hall principal, o salão dourado, o backstage e a alfaiataria, que conta mais de 80 trajes de época.

Localizado no bairro de Monserrat, o Palácio Barolo foi até 1935 o mais alto edifício da América do Sul.  Além disso foi o primeiro prédio construído em concreto armado, com um farol giratório de 300 mil velas no topo que transmitiu com suas luzes, os resultados da luta pelo título mundial de box entre Luis Angel Firpo e Jack Dempsey. Foi a primeira vez que um lutador latino-americano desafiou o título dos pesos pesados, em 1923.

Construído pelo arquiteto italiano Mario Palanti para o empresário Luigi Barolo, ambos tinham como ideia construir um mausoléu para abrigar os restos mortais de Dante Alighieri de quem eram admiradores. O lugar possui diversas referências ao escritor florentino, em principal a Divina Comédia, em como o lugar foi dividido em três partes que correspondem ao inferno, purgatório e ao céu da obra.

Ainda no bairro de Monserrat, o visitante vai encontrar a Praça de Mayo, a mais antiga de Buenos Aires. O local foi cenário de diversos marcos políticos na história do país.

Foto via iStock por nickalbi

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Ao redor da praça estão diversos edifícios governamentais e históricos como o: Cabildo, a sede da administração colonial, onde hoje funciona o Museu Histórico Nacional; a Catedral Metropolitana, matriz da Igreja Católica na Argentina e museu de honra ao Papa Francisco; a Casa Rosada, palácio do Governo Nacional e residência presidencial, de onde se pode ter a melhor vista panorâmica da praça.

A Praça de Mayo sempre foi o centro político do país, desde a sua colonização, mas também era o principal ponto de corridas de touros.

Outro ponto de destaque na cidade é o Cemitério da Recoleta. Construído em 1822, onde habitavam os antigos monges recoletos, o local é um museu a céu aberto e um dos points mais visitados.

Tudo isso se deve à sua estrutura em estilo neoclássica, obras de arte e mausoléus e abobadas ricas em detalhes impressionantes. São diversas estátuas em formatos de anjos, santos e símbolos sobre a morte. Além disso, os restos mortais de diversas personalidades importantes para o país podem ser encontrados ali, como Eva Péron, a atriz e líder política Evita, Hipólito Yrigoyen, um dos presidentes da Argetina e Federico Leloir, médico e cientista ganhador do Prêmio Nobel de Química. Todas as sepulturas são propriedade de seus familiares que pagam uma taxa mensal para a preservação. O metro mais caro da cidade está dentro do cemitério e cerca de 90 cúpulas foram consideradas parte do Patrimônio Histórico da Argentina.

Foto via iStock por StefanBaar

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As visitas são gratuitas e o cemitério abre diariamente, das 8h às 18h

Recoleta também é conhecido por ser um bairro onde o design de luxo é excelência. Casas de artes e boutiques glamorosas serão encontradas na zona mais elegante da cidade.

O bairro de La Boca é um dos mais emblemáticos e eufóricos de Buenos Aires. Ali estão duas atrações imperdíveis: El Caminito e La Bombonera. A rua-museu Caminito é o lugar ideal para quem quer fazer compras e pechinchar, mas também é o point para boas fotos, já que os antigos cortiços com paredes de zinco são bem coloridos. Alguns dançarinos de tango ficam pela região fazendo poses típicas e tirando fotos com os turistas.

Foto via iStock por SamyStClair

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Existe também uma feira de “Artistas Plásticos de Caminito, com um centro totalmente dedicado a artistas nacionais e internacionais. Pelas ruelas também é possível encontrar diversos bazares de artesanatos, os produtos em grande maioria são feitos de couro, madeira, tecidos, vitrofusão e fileteado portenho, um estilo artístico típico de pintura e desenho de Buenos Aires.

Foto via iStock por Adrian Wojcik

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Pertinho dali está o estádio de futebol Boca Juniors, La Bombonera. A construção foi idealizada pelo arquiteto esloveno-argentino Viktor Sulcic, e inaugurado em 1940. A capacidade é de 49 mil telespectadores, e o campo tem as medidas mínimas permitidas pela FIFA.

Há também o Museu da Paixão Boquense dentro estádio, onde está reunida toda a história do clube, fotos, troféus, camisas e outros objetos. O turista pode escolher fazer um tour pelo local e visitar os vestiários, as arquibancadas, estandes e áreas reservadas.

Foto via iStock por Gabriel Ramos

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Seja pelo tango e pelas “tanguerias” espalhadas pelo centro, pela deliciosa cozinha portenha, por seus 287 teatros e 160 museus, reservas ecológicas, pela paixão ao futebol ou pela mistura de influências de imigrantes, Bueno Aires é um destino que depois de uma visita, sempre temos vontade de voltar.

 

Córdoba: a preservação do legado jesuítas

Foto via iStock por diegograndi

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Apesar de ser a segunda maior cidade e mais importante culturalmente da Argentina, Córdoba, é bem mais discreta em relação a Buenos Aires e Bariloche quando se fala em turismo.

Localizada na área central do país, tem como uma das principais características a junção entre o centro velho e a parte nova e moderna, que faz do destino uma metrópole com carinha de cidade do interior.

Rica em história foi fundada em 1573 por colonizadores espanhóis – por isso o mesmo nome da cidade espanhola –, o maior domínio foi dos jesuítas, que desembarcaram em 1599, fizeram morada e foram expulsos quase dois séculos depois. Todo o patrimônio deixado por eles, hoje é atração turística muito visitada, principalmente por ter sido tombado pela Unesco, como parte do Patrimônio Cultural da Humanidade.

O Quarteirão Jesuíta e as Estâncias de Córdoba como popularmente são chamadas a Manzana Jesuítica, fica no centro da cidade e deve entrar na sua lista de “must see”. Toda essa área é dedicada a memória dos jesuítas que permaneceram no local durante séculos, e inclui diversos conjuntos históricos arquitetônicos.

Foto via iStock por diegograndi

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Outro destaque é a Universidade Nacional de Córdoba, inicialmente onde os alunos da ordem religiosa recebiam aulas de filosofia e teologia. O local se chamava Colégio Máximo. Depois da expulsão dos jesuítas, a grade de estudos jurídicos foi incorporada e então nasceu a Faculdade de Direito e Ciências Sociais, com o passar dos anos outras disciplinas foram adicionadas e a faculdade se tornou uma universidade, a primeira da Argentina, que hoje é referência mundial.

O Colégio Nacional de Monserrat assim como todos os edifícios que ficam na Manzana Jesuítica, foi construído pelos jesuítas que estavam em missão pelas Américas. De 1687 a 1767, a instituição que englobava o colégio e a universidade, eram muito prestigiados e alcançaram muito renome, isso até a expulsão da Companhia de Jesus. Depois disso, quem assumiu o controle foram os franciscanos. Só em 1907 que definitivamente foi anexado à Universidade Nacional de Córdoba. Nos anos 2000, depois que a Unesco declarou toda a Manzana como parte do Patrimônio Cultural da Humanidade, que o museu em homenagem à história de Monserrat foi inaugurado. A entrada custa $30 (trinta pesos por pessoa) e abre de terça a sexta das 15h à 16h. Sábado entre 10h e11h e nas quartas-feiras a entrada é livre.

Foto via iStock por diegograndi

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A Igreja da Companhia de Jesus que também faz parte das atrações históricas, é a igreja mais antiga da Argentina e também a mais importante em valor cultural. A doação das terras foi feita pelo neto do fundador da cidade, Dom Manuel Cabrera, para pagar uma promessa que fez em uma viagem à Roma.

O destaque vai para a construção em estilo colonial, especialmente por chamar bastante atenção em meio a área urbana. Hoje a igreja se encontra muito bem preservada e permanece em uso para celebrações e atos litúrgicos. As missas realizadas por lá acontece de segunda à domingo em horários alternados.

A Rota do Vinho e os Sabores de Córdoba são outras atrações para complementar o seu passeio.

Ainda no ponto central da cidade, existem outras igrejas para conhecer, como a belíssima Catedral de Córdoba, o Centro Cultural Cabildo e o Museu da Memória, dedicado para os torturados e mortos durante a ditadura militar. Lá existe exposições que contam a história do país nessa época, além de estar instalado em um dos antigos centros de detenção. Todos ficam na Plaza General San Martín, famosa por ser point de dançarinos de tango que se apresentam aos sábados à noite. O Paseo del Buen Pastor fica bem próximo dali, e é um prédio histórico que foi reformado para se tornar uma enorme galeria, com restaurantes e um centro cultural. Muitos estudantes costumam ficar ao redor, nos jardins, descansando e aproveitando o tempo.

Foto via iStock por diegograndi

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Outra opção de passeio é explorar o Caminho Real, ao norte da província, que proporciona um itinerário cultural de 176 quilômetros partindo de Colonia Caroya até os limites de Santiago del Estero, onde o visitante poderá ver diversas paisagens, patrimônios edificados, tradições locais e diferentes modos de vida.

Rica em belíssimas paisagens, Córdoba, oferece um diversificado turismo de aventura, que conta com atividades de birdwatching e pesca desportiva.

Vinho: a principal estrela de Mendoza

Foto via iStock por pawopa3336

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Localizada ao leste dos Andes, Mendoza é a capital da província que leva o mesmo nome, e também do Vinho da Argentina. É muito comum quem visita Córdoba dar uma passadinha em Mendoza e vice-versa, por conta da proximidade das duas cidades.

A história dela começa bem antes da chegada do colonizadores espanhóis, os huarpes, o povo indígena já habitavam essa região, que era chamada de Cuyo. Eles faziam fronteira com o sul de Tahuantinsuyo, estado do Império Inca, e supõe-se que o povo andino chegou até a atual Mendoza, por volta de 1481, já que o sistema de água dos huarpes é bem parecido com o dos incas.

Em 1581, a cidade foi dominada pelos espanhóis que vinham do Chile, e transformaram totalmente a região. No entanto, isso tudo acabou no ano de 1861, quando um terremoto a destruiu. Após a reconstrução de Mendoza, ela se tornou um oásis no meio do deserto: cheia de árvores, ruas bem largas, prédios baixos e pronta para se proteger de possíveis terremotos.

Sua história com o vinho começa mais ou menos na mesma época em que os espanhóis começaram a fazer os assentamentos de terra. Foram os jesuítas que trouxeram uvas do Chile para a região.

Foto via iStock por AlexandreFagundes

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Atualmente Mendoza é responsável por 70% da produção vinícola da Argentina, e junto com outras cidades – como Bordeaux, Florença e Melbourne – é uma das grandes produtoras mundiais de vinho. Tanto que leva a fama de produzir o melhor Malbec do mundo. São mais de mil bodegas – como são chamadas as vinícolas em castelhano – entre mega produtoras e pequenas que são geralmente administradas por pequenas famílias da região.

Juntamente com Córdoba e mais seis províncias, Mendoza está inclusa no famoso Caminos del Vino que se divide em quatro rotas, são elas: a Zona Norte, onde a maior parte das vinícolas abertas ao público se concentram, e produzem em sua maioria vinhos rosé, tinto e branco de alta qualidade; a Zona Leste, que é a principal área produtiva e bem rural, que contrasta com a belíssima cordilheira de fundo; a Zona Sul fica no sopé da cordilheira principal, onde o turismo de aventura, como o esqui, é bem explorado já que tem forte contato com a natureza.

Foto via iStock por Adrian-Wojcik

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E por último, o Vale do Uco: a região que fica ao sopé da Cordilheira dos Andes, localizada na região centro-oeste de Mendoza, que possui três departamentos, o de Tunuyán, Tupungato e San Carlos. A área é bem fértil, quase não chove e as geadas são frequentes e praticamente diárias entre os meses de junho a agosto. Essa região é conhecida por produzir vinhos de alta qualidade, principalmente Chardonnay, Malbec, Merlot e Pinot Noir.

E ao contrário do que dizem por aí, você não precisa ser um expert em vinhos para conhecer o Caminos del Vino, os tours são exatamente feitos para isso: para conhecer e entender. Os enólogos irão explicar todo o processo de plantio, colheita e produção, e alguns até arriscam um pouquinho de portunhol para que o visitante entenda melhor.

Além da Rota do Vinho, Mendoza oferece outros atrativos. Uma de parada obrigatório é a Plaza da Independencia, conhecida também como Parque Plaza da Independencia, devido ao seu tamanho. São 200 metros de largura de cada lado – o que equivale a mais ou menos quatro quarteirões – que foram construídos depois do terremoto de 1861, para marcar o novo centro da cidade que tinha sido destruído. A marca registrada é a enorme fonte de água que dá um show com suas águas que dançam. No local ocorre diversas apresentações artísticas e tem uma feirinha artesanal.

Foto via iStock por saiko3p

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Outras quatro praças fazem parte do conjunto central, a Plaza Italia, Plaza Chile, Plaza España e Plaza San Martín, cada uma com seu próprio estilo e 100 metros quadrados localizados a diagonal da Plaza Independencia.

Nada melhor do que conhecer uma cidade e poder ter uma visão panorâmica do lugar, certo? No prédio central do município é possível visitar o Mirante Terrace Garden, onde um guia apresenta os quatro pontos cardeais do local, e mostra os jardins de flora nativa, esculturas e a Galeria das Rainhas da Colheita.

Bariloche, esportes na neve e muito chocolate

Foto via iStock por Buenaventuramariano

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Também localizado na Patagônia argentina, San Carlos de Bariloche fica no meio de bosques antigos, montanhas cobertas de neve e lagos cristalinos, um verdadeiro cenário de filme.

Pertinho da Cordilheira dos Andes, a cidade se situa dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi, e foi considerada a capital nacional do turismo de aventura e do chocolate.

Animada tanto de dia quanto de noite, Bariloche tem tudo para oferecer. A começar pelo o que há de melhor: turismo de aventura. O mais difícil é escolher o que fazer primeiro, já que as possibilidades são variadas e para todos os gostos.

Uma das principais atividades feitas no local é o mergulho, onde o visitante pode explorar e conhecer de pertinho a vida marinha oculta nas profundezas da Patagônia. São vários points de mergulho com níveis diferentes de dificuldade, sendo o mais profundo no Lago Moreno, a única região onde se pode pescar o ano inteiro (com licença). Para mergulhadores profissionais, é possível chegar até 37 metros de profundidade. A melhor época para mergulhar é de novembro a abril, quando a temperatura da água fica entorno de 8º a 12º.

Além de mergulho, stand up paddle, kitesurf, caiada, rafting, stand up rafting e pesca esportiva são algumas das atividades disponiveis para praticar nos lagos de Bariloche.

Foto via iStock por Buenaventuramariano

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Para quem não curte águas muito geladinhas e quiser fazer algo mais “quente”, as opções também são variadas, como cavalgadas – algumas fazendo caminho até o Chile –, arvorismo num caminho total de 1.500 metros dentro dos bosques, trekking e mountain bike pelas inúmeras trilhas de Bariloche, canionismo dentro do coração das montanhas, e claro, escaladas pelos montes. O visitante pode escolher um monte específico e contratar o serviço de guia e acompanhamento. Vale lembrar que devido as condições climáticas do local, sempre convém reservar um dia extra caso o tempo não esteja adequado para a prática do exercício.

E como falar de Bariloche sem citar a neve e o esqui? De junho a outubro, é quando a temporada começa e se torna uma das maiores atrações turísticas do país. Desde esqui, snowboard, esqui nórdico, heli-esqui, passeios em trenó a snowmobile, os turistas podem praticar tudo isso e muito mais, como passeios 4×4, motos de neve e quadriciclo.

Foto via iStock por Buenaventuramariano

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Para os mais experientes, algumas pistas pode chegar até a 2.100 metros de altitude a cima do nível do mar. Quem nunca praticou o esporte, pode aprender em um das diversas escolas que se encontram pela região, podendo também alugar os equipamentos.

Para conhecer a cidade, Bariloche também possui diversos passeios. A Colônia Suzia, por exemplo, é local do artesanato e do curanto, comida originariamente araucana que foi introduzida pelo Chile por Emilio Goye, um dos primeiros habitantes da colônia. Todo o preparo é bem ritualístico e é possível acompanhar a preparação do alimento aos domingos antes do meio dia. A feira de artesanato que acontece às quartas e domingos tem várias barracas e degustação de produtos locais.

Foto via iStock por saiko3p

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Outro atração imperdível é o Centro Cívico de Bariloche, que foi inaugurado em 1940. Toda a arquitetura é influenciada pelo estilo das regiões montanhosas da Europa e Estados Unidos. A praça central é onde ocorre todos os eventos mais importantes da cidade, não deixe de conhecer a Igreja Catedral também.

Foto via iStock por mihtiander

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Nada melhor do que visitar um lugar diferente e provar o melhor da gastronomia local, certo? Em San Carlos de Bariloche, é possível encontrar a combinação ideal de sabores exóticos e raros da Patagônia. Não deixe de experimentar pratos de cordeiro, truta e defumados, que são algumas das especialidades da região.

Outro destaque são as casas de chá, em principal, a Avenida Bustillo onde se concentram diversos restaurante que oferecem a cerimônia dessa infusão, acompanhada de deliciosos doces, pães caseiros e bolos.

Foto via iStock por Rudimencial

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E não poderia faltar o famoso chocolate. Tanta notoriedade e popularidade transformou Bariloche, na capital nacional do chocolate, onde os visitantes podem fazer uma rota e percorrer as chocolaterias, tendo a oportunidade de ver bem de perto como o produto é feito.

El Calafate, a Patagônia como cenário

Foto via iStock por leonardospencer

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Localizada na Patagônia argentina, El Calafate é a capital nacional dos glaciares, que fica situada às margens do Lago Argentino. Para quem curte lugares um pouco mais fora do comum, a cidade é o destino ideal para fazer programas mais inusitados.

O nome El Calafate provém de uma planta regional, um arbusto chamado Berberis microphylla, conhecido também como calafate da patagônia. O local, assim como Bariloche, é para aqueles que curtem um frio de gelar os ossinhos – mas fique tranquilo, é só se agasalhar bem! – já que as médias oscilam entre 7° e 13°, sendo que as negativas podem chegar a – 10°.

Foto via iStock por Massimo_S8

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O meio mais fácil de chegar até El Calafate é de avião, já que as estradas nessa região são um pouco mais difíceis. Saindo de Buenos Aires são mais de 2 mil quilômetros de distância, no entanto, há voos diretos que saem diariamente, além disso, há voos diretos do Brasil para El Calafate. Do aeroporto até o centro da cidade são cerca de 20 quilômetros de distância.

É a cidade mais próxima do Parque Nacional los Glaciares, ao sudoeste da província de Santa Cruz. A reserva foi criada com o intuito de preservar uma área de gelo continental e geleiras, a floresta Andino-Patagônico Sul e amostras da estepe patagônica.

Foto via iStock por marktucan

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A atração mais procurada é o glaciar de Perito Moreno. O gigante de gelo encanta não somente pelo tamanho surpreendente, mas também por desafiar totalmente o aquecimento global. Diferente de outros glaciares que infelizmente estão desgelando e desaparecendo aos poucos, Perito Moreno cresce cada vez mais, o que faz dela uma das poucas geleiras estáveis no mundo. Diariamente na parte central, o gelo cresce cerca de 2 metros, já nas partes que estão nas montanhas, mais ou menos 2 centímetros. Apesar do continuo crescimento, Perito Moreno possui o mesmo tamanho, 60 metros de altura e 5 quilômetros de extensão, isso acontece devido aos enormes pedaços de blocos da geleira se desprendem a caem.

Foto via iStock por Christine_Aranda

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O gelo de desprende em função do movimento e da pressão das águas, e é um fenômeno natural que mantem o equilíbrio das suas dimensões. Esse evento ocorre mais ou menos a cada dois ou quatro anos, e o ultimo rompimento aconteceu em março deste ano. Infelizmente no momento não tinha nenhuma testemunha para presenciar, já que foi durante um temporal à meia-noite, quando o parque já estava fechado.

Existem várias atividades para fazer entorno de Perito Moreno e três formas de conhecê-lo de ângulos diferentes. A primeira é no mirante, onde as pessoas se juntam nas passarelas e ficam no aguardo para ver algum bloco caindo.

Outra alternativa é o passeio de barco, onde o visitante pode ficar bem pertinho da geleira e vê-la de cima para baixo. Quem sabe você não pode ver um bloco de gelo caindo bem de pertinho?

Foto via iStock por saiko3p

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E para aqueles que quiserem e tiverem boa disposição física, existe a caminhada sob o glaciar. São duas opções de passeio: o Mini Trekking, onde os visitantes podem fazer uma caminhada pela geleira por 1h30, e o Big Ice, que tem um tempo maior de duração no gelo, e ao final o turista pode tomar um copo de whisky do gelo do glaciar.

Foto via iStock por Jiann Ho

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Além de Perito Moreno, os glaciares de Upsala e Spegazzini valem muito a visita. Outro ponto muito visitado é a Estância Cristina, que beleza tão incrível quanto Perito Moreno.

O visitante pode fazer um tour pelas fazendas da Patagônia e conhecer os tradicionais gaúchos argentinos, e outras atividades ao longo do caminho. Por exemplo, é possível começar o itinerário por Porto Punta Bandera e embarcar no barco pelo Lago Argentino para conhecer os glaciares de Upsala e Cristina.

Foto via iStock por Faabi

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Na Estância Cristina existem três opções de tour: o regular, o com trilha e o 4×4. O regular é um passeio guiado a pé pela propriedade até o rio Caterina, famoso por ser local de pesca de trutas típicas da Patagônia. Inclui também uma visita ao Museu Histórico Gaúcho e a Capela.

O tour com trilha tem dificuldade moderada, em uma viagem por cerca de 10 quilômetros. A subida pela montanha é feita com carros 4×4, e quando chegar no pico o visitante pode ver o lado leste de Upsala, os Andes e o Lago Guilhermo. A descida é feita a pé, até o Cañadón de los Fosiles, um desfiladeiro cheio de fósseis marinhos antigos.

E o ultimo tour acaba englobando um pouco de tudo. Visita ao Museu Costumbrista, subida pela montanha, tour guiado para explorar os arredores das geleiras da Patagônia, terminando em Estância Cristina, antes de voltar de barco para Porto Punta Bandera e a El Calafate.

Esses passeios acontecem entre os meses de outubro e maio, na época do inverno. O passeio inclui guia bilíngue, passeio de barco, as atividades ao livre e os ingressos do Parque. É possível optar pelo almoço no local e pelo translado do seu hotel, pagando taxas extras.

SERVIÇO

Idioma

Língua castelhana

Moeda

Peso argentino

Fuso Horário

Durante o final de março, abril, maio, junho, julho, agosto, setembro e começo de outubro não há fuso para a Argentina. O horário é o mesmo no Brasil e na Argentina. Durante o final de outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro e começo de março o fuso é de 1 hora a menos na Argentina em relação ao horário de Brasília.

Visto

Para ingressar no país, é necessário passaporte ou cédula de identidade válidos e em bom estado.

Ao entrar na Argentina, é concedido um prazo máximo de 90 dias de permanência legal para estadias de turismo.

Clima

O clima da Argentina varia de região a região, e chega a ser bem parecida com o clima brasileiro em alguns pontos. Buenos Aires tem um clima mais ameno; Córdoba é mais subtropical e úmida, ou seja, o verão é quente e úmido, já o inverno é seco; Mendoza é quente e seca no verão e fria e seca no inverno, as temperaturas variam entre 8º à 24º durante o ano; Bariloche têm as temperaturas mais baixas durante junho e agosto, quando começa a alta temporada de turismo na cidade, nas outras estações a região tem um clima mais ameno e pode atingir até 25° no verão; El Calafate é geladinha o ano inteiro, então é garantido que em qualquer época o turista vai poder ver os glaciares.

Saúde

Não é necessário certificado de vacinação para ir ao país.

 

Como Chegar

A LATAM, Gol, Azul Linhas Aéreas e Aerolíneas Argentinas oferecem voos saindo do Brasil para a Argentina.

Onde ficar

Buenos Aires

Melia Recoleta Plaza – https://www.melia.com/pt/hoteis/argentina/buenos-aires/melia-recoleta-plaza

Sileo Hotel – Calle Gral Miguel de Azcuenaga 1968, Buenos Aires; Tel: +54 11 4809-0001

Alvear Palace Hotel – www.alvearpalace.com

Córdoba

Virreinato Hotel Boutique – Duarte Quirós 167, X5022 Córdoba, Argentina; Tel: +54 351 819-7951

Yrigoyen 111 Hotel – www.y111hotel.com

Caseros 248 Hotel – https://www.solans.com/

Mendoza

Villaggio Hotel Boutique – www.hotelvillaggio.com/

Bohemia Hotel Boutiquehttps://www.bohemiahotelboutique.com/pt-br

Huentala Hotel – www.huentala.com

El Calafate

Hosteria Alto Verde – http://www.altoverdecalafate.com.ar/

Xelena Hotel & Suites – http://www.hotelxelena.com/_stage/

Schilling Hostel Patagonico – https://www.hostalschilling.com/pt-pt

Bariloche

Llao Llao Hotel and Resort Golf Spa – http://llaollao.com/

Charming Luxury Lodge & Private Spa – https://charming-luxury-lodge-private-spa.business.site/

Rochester Hotel Bariloche – https://www.rochester-hotel.com/hotel-en-bariloche-centro/

Informações Turísticas

https://turismo.buenosaires.gob.ar

http://www.cordobaturismo.gov.ar/

http://www.ciudaddemendoza.gov.ar/turismo/

https://www.barilocheturismo.gob.ar/br/sobre-bariloche

http://www.elcalafate.tur.ar/

Texto por Carolina Berlato

Imagem Destacada via iStock por Elijah-Lovkoff

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