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Cantos e encantos da Chapada dos Guimarães

27 de abril de 2016

O Brasil é um país privilegiado em parques e reservas naturais. Cada um deles tem belezas e encantos únicos. O da Chapada dos Guimarães não é uma exceção. O extenso território verde está localizado no Estado de Mato Grosso, nos municípios de Cuiabá e Chapada dos Guimarães. Fica aproximadamente a 60 km da capital mato-grossense e tem como uma de suas portas de entrada a simpática (e próspera) cidadezinha de mesmo nome da reserva, a 12 km de distância.

Permeado por hipnotizantes paredões de arenito laranja-avermelhado, este emblemático patrimônio tupiniquim foi transformado em parque em 1989. É administrado pelo ICMBio, órgão federal que visa a melhor preservação e o menor impacto ambiental de seus ecossistemas naturais – em setembro do ano passado, a reserva foi temporariamente fechada à visitação pública devido a um incêndio de grandes proporções que duramente a castigou por vários dias.

Hoje, reaberto, o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, como é o seu nome oficial, pulsa e é habitado por diversas espécies da fauna e flora endêmicas. Percorrer seu interior é vivenciar o burburinho de seus riachos e de suas cachoeiras, ao som do canto de pássaros, araras e demais aves e animais que convivem em seu interior. É ainda testemunhar formações megalíticas, lagoas de águas azulzinhas e bucólicas paisagens, templos sagrados desenhados pela natureza.

Foto por Eliria Buso

Foto por Eliria Buso

O parque ocupa uma área de 327,7 km2, por onde se revezam a exótica vegetação do cerrado, veredas, vales, sítios arqueológicos, formações rochosas, cânions, morros e mirantes naturais, lagos, rios e trilhas, muitas das quais conduzem às belíssimas cachoeiras que se multiplicam em seu interior. A mais famosa delas – tanto que é o principal postal do parque – é a Véu de Noiva, com 86 m de queda.

Coração da América

Palco de inenarráveis cenários, a reserva abriga ainda o Centro Geodésico da América do Sul, local assim batizado por estar situado a exatos 1.600 km de distância dos oceanos Pacífico e Atlântico. Em dias claros, deste mirante é possível ver a cidade de Cuiabá. Lá do alto, a vista panorâmica da região de cênica beleza é só mais uma das muitas cortesias oferecidas pela mãe-natureza a este abençoado pedacinho de solo brasileiro.

Para quem gosta de escalar e tem uma boa dose de preparo físico, a pedida é o Morro de São Jerônimo. Com quase 840 m de altura, é o mais alto da região. Dependendo do ritmo de cada um, a caminhada pode demorar de cinco a sete horas, entre a ida e a volta. Mas atrações que não exigem tanto esforço e condicionamento não faltam por ali.

Bem pertinho do parque, por exemplo, ficam o parque a impressionante Gruta Aroe Jari, a Lagoa Azul e a Caverna Kiogo Brado. Com nascentes, riachinhos e lago de águas azuis-esverdeadas limpinhos, a primeira é a maior caverna de arenito do Brasil, com seus imponentes 10 m de altura, 60 m de largura e 1.550 m de extensão. Seu interior guarda ainda vestígios de inscrições rupestres.

Foto por Gcom/MT - Rafaella Zanol

Foto por Gcom/MT – Rafaella Zanol

Próximo à entrada, existe uma nascente que formou a Lagoa Azul, piscina natural de águas translúcidas, cujos infinitos tons de azuis brincam e se intercalam, refletindo nas paredes da gruta. Depois de uma pequena caminhada, chega-se à Caverna Kiogo Brado. Após passar pela sua entrada de cerca de 30 m de altura, é preciso percorrer uma elevada trilha de 273 m de extensão. Ela conduz à extremidade oposta da gruta. Lá, embaixo, um curso de água ziguezagueia entre as pitorescas formações, acompanhando todo o trajeto.

Sozinho, não!

O ingresso a esses memoráveis tesouros tecidos ao longo de milhões de anos pelo deus tempo somente é feito com o acompanhamento de guia. O mesmo acontece com os passeios pelo interior do parque, incluindo o Circuito das Cachoeiras, a Casa de Pedra e a Cidade de Pedra, para os quais são necessários o agendamento e a companhia de um guia.

Para contratar um deles, basta entrar em contato com as agências de turismo ou com os guias e condutores independentes da Chapada dos Guimarães. Todos eles oferecem pacotes de roteiros com diferentes dias de duração à reserva e para as atrações de seu entorno.  A entrada do parque e dos demais atrativos é gratuita.

Antes de ir, porém, saiba que na Chapada não há malária ou qualquer outra doença transmitida por mosquitos. Porém, ao amanhecer e entardecer, mosquitos “pólvora” lotam a paisagem, especialmente aquelas que estão próximas aos cursos de água. Assim, é recomendável o uso de repelente, como também o de protetor solar, já que o sol da Chapada, principalmente no período da seca (maio a setembro), é forte.

Calor e insetos à parte, é bom saber que estará proibido pelo Ibama de tomar banhos nas cachoeiras, caso tenha recorrido aos repelentes, protetores solares, bronzeadores e óleos. Também vale lembrar que para explorar as maravilhas do lugar, você terá de usar perneiras (são disponibilizadas pelas agências de viagens), pois cobras e animais peçonhentos, como aranhas e escorpiões, vivem no parque. Opte por roupas e tênis confortáveis. Não se esqueça do boné ou chapéu.

A cidade

Chapada dos Guimarães é um município cheio de charme e total sedução, onde vivem e convivem habitantes e turistas vindos de todos os cantos do mundo. A cidade fica 860 m acima do nível do mar. Por isso, é comum as noites serem mais frias por lá, principalmente de maio a setembro, quando o outono e inverno também tornam as temperaturas mais amenas durante o dia.

A cidade conta com boa infraestrutura de hospedagem, além de oferecer variadas opções para os amantes de um bom garfo. No cardápio, pratos típicos da gastronomia mato-grossense, como Maria Isabel (arroz com carne seca), mandioca e farofa com banana-da-terra, além dos que têm como protagonista o pacu, o pintado e os demais peixes da região.

Foto por Gcom/MT - Rafaella Zanol

Foto por Gcom/MT – Rafaella Zanol

A Chapada dos Guimarães possui hospital, farmácias, agências bancárias, correios e postos de combustível, entre outros serviços. Sua praça central, a Dom Wunibaldo, é ponto de encontro de gente bonita e descolada. Também é ali que acontece aos sábados de manhã uma pequena e animada feira de artesanato.

A praça abriga ainda a Matriz de Santana, a padroeira da cidade que todo mês de junho é homenageada com uma concorrida festa. Acredita-se que a antiga e original igreja tenha sido erguida por jesuítas com o auxílio dos dóceis indígenas que ali viviam. Fundada por Dom João 6° em agosto de 1811, é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Se você ficou interessado e pretende ir para lá, o site chapadadosguimaraes.com.br pode te ajudar. Ele disponibiliza informações sobre pousadas, hotéis, camping, bares, pizzarias e restaurantes da Chapada dos Guimarães, fornecendo também dicas sobre o comércio local, além de preços e horários de empresas de ônibus que partem de Cuiabá rumo à cidade. Também o chapadamt.com.br pode ser útil.  Boa viagem!

Onde comer na Chapada (cidade)

Pomodori Trattoria (http://pomodorichapada.com.br)

Além de pastas e autênticas refeições italianas, a charmosa casa tem nas empadinhas de 12 recheios diferentes um de seus pontos fortes.

Às sextas e sábados, a programação, geralmente, inclui shows com música ao vivo.

Av. Quinco Caldas, 60, Centro, Chapada dos Guimarães, Mato Grosso.
Tel.: (65) 3301 3061

Restaurante Mirante Morro dos Ventos (www.morrodosventos.com.br)

Situado a 200 m de altura, plataforma aérea que avança 5 m do paredão e com linda vista da Chapada, serve peixes e pratos típicos da gastronomia mato-grossense, como galinhada, costela de porco e vaca atolada.

Estrada do Mirante, km 1, Rodovia MT 251, Chapada dos Guimarães, Mato Grosso.

Tel.: (65) 3301-1030

Onde ficar

Pousada Penhasco (penhasco.com.br)

Com 54 apartamentos, salas de reuniões empresariais, restaurante com capacidade para 300 pessoas, piscinas aquecidas e de temperatura normal, quadras esportivas e salão de jogos, o empreendimento abriga uma reserva ecológica de aproximadamente dez hectares, onde fica uma passarela de madeira de 900 m. Aberto aos hóspedes e day use das 8 h às 18 h, o passeio em meio à natureza oferece uma paisagem única. Ao final da caminhada, há um mirante que proporciona vista panorâmica de um penhasco de 200 m.

Av. Penhasco s/nº, Bom Clima, Chapada dos Guimarães, Mato Grosso.

Tel.: (65) 3624-1000 

Bosque da Neblina Pousada e Eventos (bosquedaneblina.com.br)

Situada em uma área verde repleta de árvores, a pousada recém-inaugurada tem ambientes caprichosamente decorados, oferecendo petiscos e gostosas refeições caseiras.

Estrada Jamacá de Cima, km 2,5 s/nº, Chapada dos Guimarães, Mato Grosso.

Tels.:  (65) 9958-9750 e (65) 9963-9750.

Texto por: Fabíola Musarra

Foto destaque por Gcom/MT – Rafaella Zanol

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