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Foto por IStock/ serge001

Bélgica: cidades medievais, gastronomia e muita cerveja

8 de junho de 2017

Situada próximo de países gigantes no turismo como a França, Alema­nha e Holanda, a Bélgica nem sem­pre é o destino principal quando se pensa em uma viagem à Europa. Infelizmente, pois não sabem o que estão perdendo. Especialmente quando se pensa em en­contrar lugares belíssimos aliado a gas­tronomia primorosa e cultura riquíssima.

Ao falar desse pequeno, porém encan­tador país, é inevitável não associa-lo a importantes e deliciosos ícones da gas­tronomia local: a cerveja, as batatas fritas (crocantes por fora e macias por dentro), os mexilhões, o chocolate e os irresistí­veis waffles. Eles fazem a alegria dos vi­sitantes e são considerados os melhores do mundo nas suas “modalidades”.

Foto por Istock/ orpheus26

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Nesta matéria – com foco no sabo­roso quinteto – apresentamos três das cidades turísticas mais procuradas na Bélgica: a capital Bruxelas e as medie­vais Bruges e Ghent, todas na região de Flanders – ao norte do país. Se estiver com tempo vale também à pena visitas à Antuérpia, Leuven e Liège.

Tradição cervejeira vem de longe

A cerveja faz parte da cultura belga há sé­culos. Está para os belgas como a caipirinha está para os brasileiros. Tanto que no final de 2016, a bebida foi reconhecida pela Organi­zação das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio Imaterial da Humanidade.

Foto por VISITFLANDERS | FLICKR

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Tamanha relevância não é por acaso. O gos­to pela cerveja no país vem desde a Idade Mé­dia. E o motivo é simples. O clima da região de Flanders é apropriado para a produção, di­ferentemente do sul da Europa onde o vinho era a principal bebida à época. E se tornou tão atraente ao gosto dos belgas, que sua elaboração artesanal se tornou uma arte nas mãos dos monges nas abadias.

Ao longo do tempo, a cerveja belga passou por diversas transformações e regulamenta­ções, que contribuíram no aprimoramento, di­versificação e difusão da cultura cervejeira no país. Atualmente, a Bélgica conta com algu­mas das marcas mais conhecidas e populares, como a Grimbergen, a Leffe e, claro, a famo­sa Stella Artois, por exemplo. Assim como as trapistas – cada vez mais exclusivas devido à quantidade limitada que os monastérios pro­duzem. Há, ainda, muitas outras desenvolvi­das por cervejarias locais e familiares.

Em todo o país, apenas seis mosteiros produ­zem cervejas trapistas: Orval, Achel, Westmalle, Chimay, Rochefort e Westvleteren – sendo esta última abadia tida como a melhor do mundo. As consideradas especiais ganham adeptos a partir de uma tendência que começou no início deste século com as cervejas lambic – de fermentação espontânea. Em Bruxelas, não deixe de provar a Lambic de trigo, feita com levedura natural pre­sente no ar. Ela é a cerveja típica da cidade.

A tradição centenária das cervejas belgas ge­rou mais de 1,5 mil tipos. Tamanha paixão e criatividade permite afirmar que a bebida pode ser considerada uma verdadeira expe­riência cultural.

Por lá, as cervejas não se limitam aos copos e canecas. Elas também são ingredientes im­portantes no preparo de muitos pratos da culinária típica. É o caso, por exemplo, do carbonade flamande, uma espécie de boeuf bourguignon preparado com a bebida. No restaurante Les Brigittines, em Bruxelas, sob o comando do chef Dirk Myny, muitas das re­ceitas levam cerveja, entre elas, o ballotine de foie gras de pato cozido em Zinnebir (estilo Belgian Pale Ale) e a bochecha de vitela bra­seada por quatro horas em cerveja Kriek.

Se você se considera um cervejeiro irá cur­tir muito a sua viagem à Bélgica, experimente e deguste as diferentes cervejas, e divirta-se com os nomes e rótulos, que são muito origi­nais e engraçados. Algo parecido com o que ocorre com as cachaças brasileiras.

E opções de bares não faltam na terra da cerve­ja. Eles estão em cada rua e viela que se percor­re. A seguir, algumas dicas de bons locais para uma cervejinha nas três cidades de Flanders:

Bruxelas – Não deixe de conhecer o famoso Delirium Café (Impasse de la Fidélité 4), que figura no Guinness Book (Livro dos Recordes) por comercializar o maior número de rótulos diferentes de cervejas – mais de 3 mil. Está lo­calizado em uma viela sem saída bem próximo da Grand Place/Grote Markt. Quase em frente, os turistas se divertem fotografando a Jaenneke Pis, versão feminina da icônica Manneken Pis – estátua de um garotinho fazendo xixi e símbolo da irreverência belga.

Outra boa opção nos arredores é o Café Bisson (Rue du Pont de la Carpe 7), onde há Blues ao vivo e o visual do dono é uma atra­ção à parte – ele parece um pirata aposen­tado. É o único bar da cidade onde você irá encontrar a Westvleteren, aquela considerada a melhor cerveja trapista do mundo.

Já o L’Archiduc (Rue Antoine Dansaert 6) é um dos bares mais antigos e frequentado pelos bruxelenses. Apesar de bem pequeno e com aspecto de estar caindo aos pedaços, vale uma visita.

Se você é estudioso do assunto e quiser sa­ber mais sobre a história da cerveja belga, tem que programar uma ida ao Museu da Cerve­ja, na Grand Place/Grote Markt. Melhor ainda será visitar a Cantillon, uma das mais de 300 cervejarias que existem no país. Fundada em 1900, ela é a mais antiga em funcionamen­to na capital belga e produz a Lambic (típica da cidade). Entre outras coisas ficará sabendo que é no telhado que se encontram mais de uma centena de micro-organismos que garan­tem à bebida um sabor único. Também é pos­ sível provar rótulos especiais, como a vintage Lambic Grand Cru Bruocsella, envelhecida por 3 anos em barril de carvalho.

Foto por visitflanders.com

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Bruges – Na cidade medieval uma das melho­res pedidas é o bar 2be (Wollestraat, 53). Lugar super interessante, chama a atenção uma pa­rede com mais de 1,7 mil garrafas de cerveja. Nesse corredor também estão frases divertidas como a atribuída a Benjamin Franklin: “Cerveja é a prova que Deus nos ama e quer que sejamos felizes.” Alguém discorda?

Em um balcão onde são feitos os pedidos estão cerca de dez torneiras com os principais tipos de cervejas servidos na casa. Para degustar há um espaço interno e um terraço externo, que mes­mo durante os dias mais frios vale à pena, pois a vista para o canal é muito bonita. Os preços são bem convidativos e há inúmeras opções de rótulos. Abre diariamente das 9h30 até 19h30.

Se gostou muito de alguma cerveja e qui­ser comprar para levar, aqui vai uma dica. No número 13 da mesma rua há uma loja, a The Bottle Shop, onde você vai encontrar mais de 800 marcas e tipos de cerveja, além de ampla variedade de canecas, taças e gifts. Funciona todos os dias das 10h às 18h30.

Outra opção é o Duvelorium, localizado no primeiro andar do museu Historium (Markt 1). Único bar temático da Duvel, oferece boas cer­vejas, ambiente aconchegante e descontraído, bem como um terraço com vista para a princi­pal praça da cidade. Um bom custo benefício é pedir o menu degustação – três cervejas acom­panhadas de deliciosos pralinés por apenas €10. Abre diariamente das 10h às 18h.

Para conhecer mais sobre o universo da cer­veja, vale à pena agendar um tour de 45 mi­nutos na cervejaria De Halve Maan, também no centro histórico.

À noite, quando os bares e lojas começarem a fechar, o Le Trappiste (Kuipersstraat 33), um bar bem legal próximo a Markt Square, é um dos poucos que fica aberto até mais tarde (1h).

Ghent – Maior do que Bruges, também apre-senta traços marcantes do período medieval. Tanto que tem um castelo bem no centro da cidade. No quesito cerveja surpreende até quem não é muito fã da bebida. É o caso do pub ‘t eínde (Sint-Veerleplein, 8), que significa fim do mundo segundo nos informou o guia, onde o gerente da casa encara como um desa­fio o fato de estar frente a frente com pessoas que dizem não gostar muito de cerveja. Após breve conversa onde ele faz algumas pergun­tas, indica o tipo de cerveja que mais agradaria o paladar da pessoa. Simples assim.

FOto por PMRMAEYAERT / OWN WORK / CREATIVECOMMONS.ORG /LICENSES / BY-SA/3.0 / VIA WIKIMEDIA COMMONS

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Outra boa pedida, o pub Dulle Griet (Vrij­dagmarkt, 50) de aspecto rústico e decorado como na época da fundação da cidade, dispõe de mais de 350 rótulos com cervejas trapistas e exclusivas como Gueuze e Kriek. Entre as muitas opções estão desde cervejas fraquinhas com 2% de teor alcoólico até algumas que po­dem derruba-lo rapidamente com 13%.

Fritas e mexilhões para acompanhar

Cerveja pede acompanhamentos para beliscar. Na Bélgica, nada melhor que as insuperá-veis porções de batatas fritas. Diferentemente daqui do Brasil, por lá elas são vendidas em cones de papelão. E podem ser encontradas em todos os cantos, em quiosques chamados frietkot. A tradição das fritas belgas também vem de longe, desde 1680 para ser mais exa­to. As batatas utilizadas são as do tipo bintje.

Mas tamanha fama exige cuidados e tru­ques no preparo. Primeiro, a batata é frita em banha animal derretida e, logo na se­quência, em óleo vegetal. Assim, cada um dos pedacinhos ficam macios por dentro e crocantes por fora. Alguns tipos de molhos à base de maionese e também ketchup são bons acompanhamentos. Depois de morder a primeira o difícil é parar.

Foto por Istock/ Bombaert

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Em Bruxelas há algumas boas opções de fri­teries: o Belgin Frites (Rue de la Madeleine 1), o Maison Antonie (Place Jourdan 1) e um pe­queno trailer na região do Atomium – sempre tem fila, mas vale a pena.

Assim como os ingleses são conhecidos pelo Fish ‘n’ Chips, a Bélgica é famosa pelo Moules et Frites, uma combinação de fritas e mexi­lhões muito bem-sucedida. Verdadeira obses­são nacional, está na maioria dos cardápios.

O preparo é simples e o resultado maravi­lhoso. Os frutos do mar são cozidos em um molho de vinho branco, manteiga e ervas. De­pois, as batatas são mergulhadas nesse caldo. Acredite, o gosto é divino. Parece que nasce­ram um para o outro.

Mas, atenção, a tradição belga recomenda que mexilhões devem ser consumidos apenas nos meses cujo nome contenha a letra R. Faz sentido, porque os meses sem o R são os do verão, quando as chances de se adoecer co­mendo mariscos são maiores.

Foto por IStock/ Turandot111

Foto por IStock/ Turandot111

Em Bruxelas – conhecida também como a Ca­pital do Mexilhão -, as dicas de restaurantes para saborear o Moules et Frites são as seguintes:

Chez Léon (Rue des Bouchers, 18) – Nos ar­redores da Grand Place/Grote Markt, data de 1893 e ganhou fama durante a Exposição Mundial – Expo;

Aux Armes de Bruxelles (Rue des Bou­chers,13) – Opção mais refinada e um dos mais tradicionais da cidade, está na vizinhança de Îlot Sacré, foi fundado em 1921 e oferece car­dápio com outros pratos além dos mexilhões;

Le Zinneke (Place de la Patrie, 26) – Conta com grande variedade de pratos preparados com frutos do mar, além de 70 molhos di­ferentes – que vão desde os clássicos (natu­ral, provençal e com vinho branco) até alguns mais exóticos – inclusive à base de cerveja;

La Boussole (Quai au Bois à Brûler, 61) – Próximo a Igreja de Santa Catarina;

Le Chou de Bruxelles (Rue de Florence, 26) – Com grande variedade de pratos típicos.

Chocolates e waffles – paixões nacionais

Embora a Suíça tenha feito fama com os seus deliciosos chocolates, a Bélgica não fica muito distante e produz produtos de excepcional qua­lidade. A tradição vem desde os tempos em que o país estava sob o domínio espanhol. Tudo co­meçou com Jean Neuhaus, em 1912, que criou os pralinés – bombons recheados. Claro que o negócio prosperou e, atualmente, a marca Neuhaus, que exporta cerca de 2,5 mil tonela­das para mais de 120 países, divide espaço com outras mais de 500 chocolatiers. Os bombons Manon Café, com chocolate branco, creme de café e avelã são os preferidos dos belgas.

Em Bruxelas, também conhecida como Capital do Chocolate, a Grand Place/Grote Markt é o lugar certo para comprá-los. Nela e em seus ar­redores estão lojas das mais renomadas marcas. Além da Neuhaus, claro, você encontrará Pierre Marcolini, Guylian, Galler, a famosa Godiva e a popular Leonidas, que tem lojas espalhadas por diversas cidades do país. Aliás, na Godiva não deixe de provar os badalados e deliciosos mo­rangos cobertos com chocolate.

Com preços mais elevados, a marca Mary, fun­dada em 1919 por Mary Dellu, tem uma loja na Rue Royale, no centro de Bruxelas. Ela produz uma vasta e cara linha de chocolates artesanais. A alta qualidade dos seus produtos fez com que, em 1942, se tornasse fornecedora oficial ao rei da Bélgica, título que mantém até hoje.

Foto por Istock/ deyangeorgiev

Foto por Istock/ deyangeorgiev

Se o seu interesse vai além de comer choco­lates, vale visitar o Museu do Cacau e do Chocolate, onde estão informações a respeito de mais de 200 variedades. Em uma visita guiada você irá conhecer a história e todo o processo de produção, desde os primórdios, quando o cacau era cultivado pelos povos astecas e maias. Durante o tour são oferecidos todos os tipos de chocolates apresentados.

Durante nossa passagem por Bruges, entra­mos em uma loja da Galler – na esquina de uma das principais vias, a Steenstraat 5, com a Markt Square – para fotografar as lindas vi­trines. Foi paixão à primeira mordida. Pense em um chocolate gostoso. Difícil até escolher qual sabor é o melhor. Então o melhor a fazer é ir provando os que mais chamam a atenção antes de se decidir por quais comprar. Anual­mente são criados novos sabores para a co­leção, tais como o recheio de ganache com matcha (chá verde japonês) e com yuzu (fruta cítrica originária do leste asiático).

Dentre os que provamos e recomendamos es­tão o que leva o nome da cidade, o Bruges de caramelo salgado, o Carré de ganache de cho­colate ao leite, e o Absolut, estilo noir (dark) feito com grãos de cacau provenientes do Equador. Quem prefere os mais amargos, o Extrême é uma ótima opção, assim como o noir 85% Pro­fond. Se procura algo diferente peça o praliné de curry. E, boa notícia para os diabéticos: a Gal­ler também tem opções sem adição de açúcar.

E chocolate combina com outra deliciosa paixão nacional, os waffles. E, assim como as fritas, é comum vê-los a venda por todas as partes. O aroma adocicado no ar parece nos guiar a loja mais próxima. É impossível resis­tir. O waffle tradicional é saboreado “puro” somente polvilhado com açúcar e/ou canela. Mas a versão mais procurada é, claro, a com cobertura de chocolate. Há, também, opções com chantilly, Nutella, frutas, etc. Bon appétit!

Foto por Istock/ baibaz

Foto por Istock/ baibaz

Em Bruges, provamos os waffles no Chez Al­bert (Breidelstraat, 16) e em Ghent em uma filial na St. Veerleplein, 12. Já em Bruxelas, fomos ao Mokafé, uma mistura de bar e casa de chá, na Galeries Royales Saint-Hubert, uma das mais an­tigas da Europa. Nossa sugestão: peça um waffle amanteigado acompanhado do “submarino” – leite fervido com lascas de chocolate. Imperdível!

BRUXELAS – Astral jovem e efervescente

Deixando de lado as delícias gastronômicas, a capital belga é uma grata surpresa aos visi­tantes. Sede da União Europeia, da Organi­zação do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e do Centro Regional de Informações da Or­ganização das Nações Unidas para a Europa Ocidental, a cosmopolita Bruxelas mistura harmoniosamente o antigo e o moderno.

Dividida entre cidade baixa e alta, cresceu a partir de uma fortaleza no século 10, fundada por um descendente de Carlos Magno. Pas­sado que pode ser visualizado na Tour Noire, resquícios da antiga muralha que circundava a cidade no século 12 – hoje rodeada por um moderno edifício. Não espere passeios fluviais como os de Bruges e Ghent. No século 19, os vários braços do Rio Senne foram canalizados em galerias subterrâneas e grandes avenidas foram construídas sobre ele.

Foto por IStock/ interlight

Foto por IStock/ interlight

Em muitas paredes de edifícios da capital belga estão grandes e belos grafites de per­sonagens ilustres. Os quadrinhos são tão im­portantes em Bruxelas que muitas ruas levam um nome simbólico usados nas aventuras de Tintim, o mais reverenciado. Se você curte HQs vale muito a pena programar uma visi­ta ao Museu da História em Quadrinhos (Rue des Sables, 20). Distante cerca de dez minutos de caminhada a partir da Grand Place/Grote Markt, dispõe de exposições de desenhos, ani­mações, maquetes e esboços de artistas como Hergé, o autor do jovem aventureiro e seu ca­chorro Milu, e Peyo, idealizador dos carismáti­cos Smurfs. Funciona diariamente das 10h às 18h. Informações: comicscenter.net

As principais atrações de Bruxelas são as seguintes:

Grand Place/Grote Markt – Principal pon­to turístico da cidade é, sem exagero, uma das mais belas praças de toda a Europa. Patrimônio Mundial da Unesco, fascinou escritores como Victor Hugo e Baudelaire, que não poupavam elogios em seus textos. Ela é cercada por edi­ficações lindamente decoradas de diferentes períodos e estilos, indo do barroco ao gótico.

Hôtel de Ville – O imponente prédio da pre­feitura data do século 15, sendo o mais anti­go da Grand Place/Grote Markt. Sua torre de 96 metros de altura domina o horizonte. Na sua parte mais alta está a estátua do santo pa­droeiro de Bruxelas: St. Michel. A Conference Room Council Chamber com tapeçarias e espe­lhos decorados é a atração principal do local.

Maison du Roi – A Casa do Rei, em estilo gótico, foi idealizada no século 15 e reforma­da em 1873. Atualmente, abriga o Museu de Bruxelas com uma vasta coleção de pinturas, esculturas, gravuras e fotos.

Manneken Pis – Localizado na esquina das ruas Du Chêne e De l’Etuve, a pequena está­tua de apenas 60 centímetros do garotinho fazendo xixi é símbolo da irreverência belga. Conta a lenda que um menino teria salvado a cidade de um incêndio apagando a chama com sua urina. É a principal atração turística de Bruxelas desde o século 17.

Foto por IStock/ ElenaNoeva

Foto por IStock/ ElenaNoeva

Atomium – Esse monumento “diferente” está um pouco afastado do centro históri­co. Criado para a Expo de 1958, a estrutura de 102 metros de altura reproduz um átomo gigante – representando um cristal elementar de ferro ampliado 165 bilhões de vezes. Tubos com escadas no interior conectam nove gran­des esferas. A mais alta abriga um observatório e o restaurante Panoramic, ambos com uma bela vista panorâmica de 360º. A atração re­cebe exposições permanentes e temporárias dedicadas a arquitetura, design e sociedade.

Praça Saint Gery – Local de nascimento da cidade. O destaque é o Halles Saint-Géry, um prédio de 1881, que sediava um antigo mer­cado. Atualmente, abriga exposições de arte de vários artistas.

Parc de Bruxelles – Projetado no século 18, é o mais importante parque da capital e fica

bem em frente ao Palais Royal, residência ofi­cial da realeza belga.

Igreja Notre Dame du Sablon – Erguida no século 15, guarda importante acervo de obras de arte.

Museu Real de Belas Artes – Sua coleção abrange o período entre os séculos 15 e 21. São mais de 20 mil obras, incluindo trabalhos de artistas como Rodin, Gauguin, Van Der Weyden, Hieronymus Bosch, Hans Memling, Van Dyck e Rubens.

Parc du Cinquantenaire – Distante dois quilômetros do centro, possui três grandes ar­cos na entrada, jardins, lagos, monumentos e museus, entre eles o Autoworld (carros), o da Aviação e o de Arte e História.

Foto por IStock/ mdmworks

Foto por IStock/ mdmworks

Minieuropa – Composta por réplicas em miniatura de cartões-postais famosos, como a Torre Eiffel e o Big Ben. São 300 modelos feitos com riqueza de detalhes.

Parque Laeken – Vizinho da Minieuropa, é um dos mais charmosos da capital belga. Abriga o palácio homônimo, que também serve como residência real desde o século 19. Em um conjunto de estufas com 14 mil m² são cultivadas espécies raras e plantas exóticas.

BRUGES – Charmosa e com clima medieval

Quando a noite chega, a cidade fica quase vazia e sem os muitos turistas que fazem visitas do tipo bate e volta. Nessa hora, parece que o tempo volta à época medieval. Sua majestosa praça central fica toda iluminada por grandes candelabros e os vários canais ficam com suas águas ainda mais calmas e silenciosas. As ruas estreitas ainda mantêm o calçamento de pe­dras como há séculos atrás, tanto que o seu centro histórico foi tombado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Charmosa como poucas cidades do mundo, são os seguintes os seus principais atrativos:

Foto por IStock/ emicristea

Foto por IStock/ emicristea

Markt Square – A praça central tem diver­sos prédios em diferentes estilos e construídos ao longo de vários séculos. Entre eles, o Palá­cio Provincial e o antigo correio – ambos em estilo neogótico. Há, também, casinhas co­loridas de quatro andares onde, atualmente, funcionam restaurantes e cafés. No centro, está a estátua de Jan Breidel e Piet de Konink que presta homenagem aos heróis da revolu­ção de 1302, batalha em que os belgas en­frentaram o rei da França e venceram.

Belfry – Também na praça central está o prin­cipal símbolo de Bruges, o campanário com uma torre de 83 metros. Se estiver em forma, encare os 366 degraus da escadaria em caracol até o topo. O esforço vale à pena, pois lá do alto o visual da cidade é maravilhoso. E dá para ver bem de perto o carrilhão e seu 47 sinos.

Burg Square – A um quarteirão de distância do Campanário está essa outra praça que reú­ne no seu entorno um interessante conjunto arquitetônico. Lá estão o Stadhuis, edifício da prefeitura, construído em estilo gótico nos anos de 1376 e 1420, período em que Bru­ges ostentava poder durante a Idade Média; a Casa dos Arquivistas de 1534; e a Basílica do Sangue Sagrado, que guarda um frasco com o sangue de Cristo, que foi achado durante uma cruzada para Jerusalém no século 12.

Igreja de Nossa Senhora – Famosa por abrigar uma escultura em mármore branco da Virgem Maria com o menino Jesus nos braços (Madonna and Child), feita pelo Michelangelo por volta de 1504.

Foto por IStock/ emicristea

Foto por IStock/ emicristea

Catedral de São Salvador – Construída na época do Império Romano, da sua estrutura original restaram apenas pedaços de colunas do antigo pórtico. Em seu interior, os vitrais e as pinturas chamam atenção dos visitantes.

Museu Historium – Usando tecnologia de ponta, transporta os visitantes – em um mo­delo parecido com as atrações dos parques de Orlando – para a época medieval de Bru­ges. Para tanto, utiliza imagens, música, efei­tos especiais e até 3D. Tudo gira em torno de uma história de amor.

Passeio de barco – Sem dúvida um passeio clichê para turistas, mas é imperdível. Durante o tour pelos canais da cidade é possível apre­ciar as construções de um outro ângulo.

GHENT – Uma gostosa volta ao passado

Quarta maior cidade belga e importante re­duto universitário do país, contrasta com a agi­tação de Bruxelas e combina com o charme de Bruges. Também é cortada por muitos canais e preserva o ar medieval do século 7, quando foi fundada ao redor das igrejas St. Bavo e St. Nicholas. Os principais atrativos estão concen­trados no centro histórico. São eles:

Foto por Istock/ Freeartist

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Korenmarkt – Principal praça da cidade e ponto de partida para os passeios.

Gravensteen (Castelo dos Condes) – Cons­truído no século 12, fica bem no centro da ci­dade. Serviu até o século 14 como residência dos Condes de Flandres. Antes de ser adqui­rido pela cidade, em 1885, funcionou como prisão e até como uma fábrica. Símbolo da época medieval, fica ao redor de belos canais. Aberto para visitação, guarda relíquias como instrumentos de tortura e uma guilhotina.

Campanário – Uma das três torres medie­vais com vista panorâmica para o centro da cidade, tem 91 metros de altura e foi tomba­do como Patrimônio Histórico pela Unesco. Foi construído entre os anos de 1313 e 1380.

Foto por Istock/ Rostislavv

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Catedral de São Bavo – Sua imponente fachada impressiona. A construção data de 1559 e mistura os estilos barroco, góticos e românico. É um dos cartões-postais da cidade.

Korenlei e Graslei – Locais para parar e apreciar. Ou, melhor, sentar em um dos cafés e restaurantes do lugar, pedir uma bebida a curtir o movimento. O cenário inclui antigas construções coloridas.

Ponte St. Michael – Lugar com uma das vistas mais lindas da cidade.

Vrijdagmarkt – Praça grandiosa, foi palco da vida social e política da cidade no passado. Atualmente, é ponto de encontro nos seus vários cafés e restaurantes. Um mercado fun­ciona no local às sextas e sábados.

Foto por Istock/ Lakitos

Foto por Istock/ Lakitos

Patershol – Bairro medieval repleto de ga­lerias de arte, bares e restaurantes super descolados.

Passeio de barco – Ghent é cortada pelo Rio Lis e por vários canais. Assim como em Bruges, vale à pena fazer um tour de barco e enxergar a cidade sob outra perspectiva.

Como chegar

A Bélgica tem excelentes conexões aéreas e ferroviárias com as principais cidades do continente. Não há voos diretos do Brasil para Bruxelas, sendo necessário fazer uma escala em outro destino europeu. Uma opção interessante é a Royal Air Maroc (royalairmaroc.com), que tem 5 voos semanais de São Paulo e 2 do Rio para Casablanca e de lá para a capital belga. Podendo ficar até 7 dias no Marrocos sem custos adicionais na passagem. Qual Viagem utilizou os serviços da TAP (flytap.com) e Brussels Airlines (brusselsairlines.com). Para circular pelo país, o trem é o meio de transporte mais indicado.

Onde ficar

BRUXELAS
RADISSON BLU ROYAL HOTEL
THE DOMINICAN

BRUGES
THE PAND HOTEL

GHENT
SANDTON GRAND HOTEL REYLOF

Texto por: Roberto Maia e Carolina Maia. Os jornalistas viajaram a convite do Turismo de Flanders como prêmios conquistados no Concurso Europa de Jornalismo – realizado anualmente pela Comissão Europeia de Turismo – e contaram com a proteção do seguro-viagem Global Travel Assistance – GTA

Foto destaque por IStock/ serge001

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