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Áustria: destino encantador

26 de julho de 2016

Berço de Mozart, Freud e de “A Noviça Rebelde”. Seja pelas óperas, pelos castelos de Viena, os picos nevados, as montanhas de Salzburgo, ou em um romântico passeio pelo Rio Danúbio, conheça Áustria: destino encantador.  Nação dos melhores índices de qualidade de vida do mundo e de atrações que marcam qualquer viajante.

O país, que já foi considerado o antigo centro do poderoso Império Austro-Húngaro, respira cultura desde os tempos em que ressoavam por lá as valsas de Strauss e os debates acalorados de Freud nos cafés de Viena. A capital, inclusive, guarda até hoje roteiros específicos que homenageiam seus filhos célebres.

Astronomical mechanical clock in Vienna, Austria

Astronomical mechanical clock in Vienna, Austria

Viena

com seu 1.6 milhão de habitantes, Viena integra antigos e suntuosos palácios e igrejas às construções contemporâneas que representam a agitação da vida moderna. Com diversos jardins meticulosamente cuidados, ruas limpas e seguras e transporte eficiente, torna-se cenário perfeito para o inicio de um roteiro pela Áustria.

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Estátua de Mozart em Burggarten. FOTO: ©ISTOCK.COM / ALLEYART

E entre as áreas verdes de Viena se destaca o Volksgarten, considerado o maior parque do lugar. No verão, é possível encontrar vienenses e turistas esparramados pelos gramados verdíssimos curtindo o sol. A estrutura do parque inclui os tradicionais cafés, restaurantes e pistas para a caminhada. Durante a noite, é opção agitada com o bar Techno Café.

VIENNA, AUSTRIA - NOV 5, 2009: Vienna - famous Graben street at night with rain reflection on the cobbles in Vienna, Austria.

A Rua Graben é uma das mais famosas do centro de Viena, e por lá estão, além de elegantes bares, cafés e restaurantes com mesas nas calçadas, as principais lojas da cidade.

A história de Viena remonta ao primeiro século depois de Cristo, quando os romanos fundaram o acampamento militar “Vindobona”. Atualmente, a imagem da cidade está marcada principalmente pelo Barroco, especialmente o do período da regência da imperatriz Maria Teresa e do imperador Francisco José, que mandou construir a luxuosa alameda Ringstrasse. Estando na capital, é quase parada obrigatória seu compacto centro histórico, os palácios Schonbrunn e Hofburg, a catedral de Santo Estevão, os museus, os típicos cafés vienenses e os concertos da Staatsoper.

Foto Istock: graphia76

Entrada do palácio de Hofburg. Foto Istock: graphia76

É importante reservar pelo menos quatro dias para visitar a capital austríaca, aproveitando para conhecer sua vida noturna com variados restaurantes e bares, além das ofertas de música clássica, peças teatrais e a as apresentações da Escola Espanhola de Equitação.
O Palácio de Schonbrunn, que também é conhecido como o Palácio de Versalhes de Viena, é Patrimônio cultural da Humanidade pela UNESCO desde 1996 e tem grande importância histórica em Viena. Em 1848, Francisco José sobe ao trono e, já em 1854 se casa com a Princesa de Wittelsbach, carinhosamente apelidada de Sissi – que é bastante querida e homenageada pelos vienenses. A cerimônia, de um luxo e pompa até então nunca vistos na Europa leva o palácio a um período de glória e esplendor.

O Palácio de  chonbrunn tem grande importância para história de Viena; o lugar é Patrimônio cultural da Humanidade pela UNESCO desde 1996.

O Palácio de chonbrunn tem grande importância para história de Viena. O lugar é Patrimônio cultural da Humanidade pela UNESCO desde 1996. FOTO: ©ISTOCK.COM / PRESSDIGITAL

A Praça dos Heróis (Heldenplatz) fica localizada ao lado do Portão da Cidade e, junto com ele, é cartão-postal da cidade rendendo boas fotos dia e noite. O lugar foi feito para servir como um fórum imperial e já sediou discursos importantes da história mundial, como um proferido por ninguém menos do que Adolf Hitler.

Além disso, uma das melhores vistas da cidade encontra-se no The Gloriette, uma construção de 1775 que abriga um café com pé direito bastante alto e paredes de vidro. De lá, os cliques ficam incríveis!

Diferente de algumas cidades europeias, quase tudo que faz parte da história do país permanece vivo em Viena. Ainda hoje, são celebrados mais de 150 bailes de gala na cidade; a tradição data desde a época dos Habsburgo, que abriam os salões imperiais aos moradores da cidade.

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Em Viena, as óperas, sinfonias, concertos e recitais são bastante concorridos e costumam esgotar com meses de antecedência. FOTO: ©ISTOCK.COM / CHAOSS

Outra tradição que se mantém é a da alfaiataria que fabricava algumas das casacas do império. Até hoje, a atividade permanece viva e é praticada pela mesma família.
Viena possui museus e coleções internacionais, como o Museu de Belas Artes (Kunsthistorisches Museum), que possui a maior coleção do mundo de quadros de Bruegel. No Bairro dos Museus (Museums Quartier), estão localizados o Museu Leopold, que abriga uma grande coleção de obras de Schiele, entre outras obras-primas modernas, o Museu de Arte Moderna (Museum Moderner Kunst), o Centro de Arquitetura de Viena (Architekturzentrum) e a Kunsthalle, considerados alguns dos lugares culturais mais importantes. A Albertina abriga a maior coleção gráfica do mundo (60.000 desenhos e um milhão de obras gráficas) e o Museu Liechtenstein
que possui uma coleção de joias barrocas. A convivência entre o tradicional nos seus cafés e nos Heuriger, e o mais moderno nos restaurantes, lojas e famosos eventos internacionais, como o “Life Ball”, envolverão o visitante em um sentimento único que gira em torno de um ambiente contemplativo e ativo.
Além disso, Viena também possui outras peculiaridades: é uma grande cidade com inúmeras zonas verdes e possui espaços para descansar e se distrair em sua periferia, como o bosque Wienerwald, o Praterauen ou a Ilha do Danúbio (Donauinsel).
Na gastronomia, há pratos típicos como o schnitzel, um tipo de bife a milanesa, salsichas tirolesas e sopas. Com influência de diversos países da Europa, não é difícil encontrar bons restaurantes na capital Viena ou nas principais cidades da Áustria. Já a sobremesa mais famosa por lá é o apfelstrudel, encontrado em qualquer restaurante ou doceria. A massa fofinha recebe recheio de maça, canela, nozes e uvas passas em sua versão tradicional.

 Apple Strude Foto Istock: Saddako

Apple Strude Foto Istock: Saddako

Outra tradição por lá são os pães. Com diversos formatos, sabores e composições, são tipos para todos os gostos. Sair de Viena sem experimentar os embutidos com chucrute e uma boa cerveja local, além dos ensopados com uma espécie de capeletti e das carnes com batatas assadas é praticamente impossível.
E por falar em comes e bebes, você sabia que em Viena, a enocultura tem uma tradição de mais de dois mil anos? Hoje, a cidade se apresenta como uma região de cultivo próprio, com uma cena vinícola viva e dinâmica. Cultivam-se 700 hectares de
vinhedos dentro de seus limites urbanos, e isto se tornou uma marca da cidade, representando um fator ecológico essencial e oferecendo uma zona vizinha propícia para passar o tempo livre. Os vinhos podem ser degustados nas tabernas tradicionais
Heurigen e no variado setor gastronômico vienense. No oeste da cidade, os minerais solos ricos em calcário de conchas oferecem condições ideais para Riesling, Chardonnay e Weissburgunder (Pinot Blanc). Nas regiões ao sul, a terra preta dos solos favorece a produção de encorpados vinhos brancose ricos, flexíveis vinhos tintos.
O pequeno vilarejo de Obdach tem somente 2 mil habitantes, mas milhares de admiradores espalhados toda a Áustria. Ali, Josef Kern produz as suas famosas “Zirbenkugeln” artesanais; ou seja, chocolate meio amargo, recheado com trufas de cacau, creme de leite fresco, destilado de pinho e mel de apicultores locais. Já em Bad Aussee, a estamparia Sekyra produz belos tecidos trabalhados manualmente com estampas do século passado. Em Kainisch, Sonja Grill produz artesanalmente os sapatos “Haferl” e, em Neumarkt, Coloman Strohmeier fornece presunto natural da região, muito apreciado pelos gourmets. Todos eles são parte da Rua dos Mestres, que se estende até a Baixa Áustria, na região de Salzburgo e Tirol, formando a marca principal da preservação da autêntica cultura artesã.
Uma alternativa bastante comum para explorar a cidade é de bicicleta. Um passeio por Viena oferece perspectivas impressionantes com o meio de transporte flexível, ecológico e, além disso, elimina o problema de estacionamento. A rede de ciclovias vienense foi generosamente ampliada, atualmente atinge cerca 1.100 quilômetros, e continua em ampliação. Em Viena, não é necessário ter uma bicicleta própria para explorar a cidade sobre duas rodas. Há inúmeras agências que alugam bicicletas e, além disso, há também um inovador sistema de aluguel no centro histórico da cidade e em seus arredores, chamado Citybikes.

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Viena: Há inúmeras agências que alugam bicicletas e, além disso, há também um inovador sistema de aluguel no centro histórico da cidade e em seus arredores, chamado Citybikes. Foto Istock: markusspenger

Há mais de mil bicicletas distribuídas em 54 estações dentro de Viena, onde se podem emprestá-las e depois devolvê-las em qualquer uma das estações disponíveis. Desta forma, pode-se, por exemplo, ir facilmente da Catedral de São Estevão ao Castelo de
Schönbrunn. Uma oportunidade atraente especialmente para turistas.

ROTEIRO FREUDIANO

Freud, do alto de sua complexidade, vivia entre o amor e o ódio com Viena. A capital da Áustria foi seu lar durante 78 anos e, apesar de sua notada antipatia com a cidade, reserva cantos onde a história do lugar se confunde a do célebre criador da psicanálise. Por isso, até hoje, é possível visitar lugares que serão eternos divãs de Freud. O Café Korb, por exemplo, é um deles. Lá era onde os integrantes da Sociedade Psicanalítica de Viena se encontravam no início do século 19. Nas paredes, fotos antigas do café original com ares de art nouveau. Hoje, o café é mobiliado no melhor estilo dos anos 50 e cheio de fotos sensuais de sua dona, a atriz e artista performática Susanne Widl. Outro café importante dos tempos do pai da psicanálise é o Landtmann.

Outro lugar ideal para conhecer um pouco mais sobre Freud em Viena é o museu dedicado a ele. Objetos como a bengala e o chapéu do pai da psicanálise estão expostos. Seu apartamento e escritório foram transformados no Museu Sigmund Freud e, para entrar, é preciso tocar a campainha – da mesma forma que seus pacientes neuróticos há cem anos. É lá também que está uma série de postais traduzidos que Freud mandou para a mulher, Martha, que ficou em Viena para cuidar dos seis filhos durante suas peregrinações pela Europa. De Florença, ele escreveu: «Confesso que, em meio à tamanha beleza, acho que onde moro é mais bonito».

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Museu Sigmund Freud: local onde o pai da psicanálise morou e trabalhou durante 47 anos. FOTO: DIVULGAÇÃO

Para conhecer um pouco mais do cotidiano de Freud em Viena, uma passada ao restaurante Plachutta, que serve seu ensopado de carne favorito é obrigatória. O lugar ficou famoso pelo tafelspitz que tanto agradava o médico, mas também serve um ótimo Wiener schnitzel – o típico escalope austríaco.
Outra curiosidade de Viena, não diretamente ligada a Freud, mas sim a medicina e psiquiatria europeia da época é a Torre dos Loucos, ou Narrenturm. O lugar é considerado o hospital para fins psiquiátricos mais antigos da Europa, construído em 1784. Em formato circular, tem cara de fortaleza de pedra, com fendas estreitas no papel de janelas. Hoje, funciona como museu patológico com acervo de crânios, pedras renais e outras peculiaridades.

SALZBURGO, A TERRA DE MOZART

Alguns compassos de modernidade e uma imponente partitura de castelos e palácios. Quem quer que passeie pela cidade barroca de Salzburgo respira cultura. Aqui, jazz, música clássica e arte moderna entram em harmonia para formar uma obra artística completa e vigorosa. Salzburg é a quarta maior cidade da Áustria, perdendo apenas para Viena, Graz e Linz. Com população de cerca de 150 mil habitantes, tem localização nobre às margens do rio Salzach e cercada por montanhas imponentes. Seu centro histórico, repleto de igrejas e castelo é considerado Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1996.

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A rua de compras mais famosa de Salzburgo é conhecida por suas estreitas casas medievais, além do museu e do local de nascimento de Mozart. FOTO: ©ISTOCK.COM / MASON VRANISH

Bem no meio da cidade ergue-se a colina do castelo, com penhascos tão íngremes de perder o fôlego. As rochas alpinas e a fortaleza intacta de Hohensalzburg, construída sobre a colina, dominam a paisagem tão conhecida dos postais de Salzburgo. O lugar é talvez o maior burgo totalmente preservado da Europa Central e oferece o prelúdio perfeito de uma excursão à cidade por duas razões.
Em primeiro lugar, temos uma vista perfeita dos destinos a serem visitados mais tarde como a residência arcebispal construída no início do barroco com quartos pomposos e a galeria de artes (Residenzgalerie) com pintura europeia dos séculos 16 a 17. Ao mesmo tempo, a fortaleza nos faz sentir o enorme charme histórico do lugar, que compõe um ambiente adequado para a genialidade de Wolfgang Amadeus Mozart.

Aerial view of the historic city of Salzburg with Hohensalzburg Fortress in beautiful evening light in fall, Salzburger Land, Austria.

Vista aérea da cidade histórica de Salzburg com a fortaleza de Hohensalzburg. Foto: istock: bluejayphoto

Os vestígios deixados pelo gênio dão sinais da rota a ser seguida, tal como a Catedral de Salzburgo, onde Mozart foi batizado. Já uma visita à casa natal, na Getreidegasse, onde o talentoso compositor ouviu seus primeiros sons, nos conduz à pitoresca cidade antiga. Com centro histórico pequeno, a cidade pode ser facilmente desbravada, apesar de suas subidas e descidas íngremes. Entre os pontos para não deixar de visitar estão: a Fortaleza de Hohensalzburg, o Mosteiro de Nonnberg, a Abadia de São Pedro, o Museu de Mozart e o Palácio Mirabell.

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O Palácio Mirabell e seus jardins ficam na Cidade Nova, do outro lado do rio Salzach. É também chamado de “palácio do amor”. FOTO: ©ISTOCK.COM / V DELRAY77

Tanto a música barroca de Mozart criou universos sonoros complexos, quanto os construtores da sua época favoreceram grandiosamente a cidade de Salzburgo. As linhas curvas e as cores vivas do barroco podem ser vistas no Palácio Mirabell e nos canteiros floridos dos jardins adjacentes. Já no Palácio Hellbrunn, localizado próximo à cidade, as inúmeras fontes de água exibem a mesma engenhosidade: a vivacidade barroca proporciona aqui momentos de extraordinária beleza.
Hoje, a cidade é considerada uma das mais importantes metrópoles culturais do mundo graças, também a sua dedicação permanente. A invenção dos deliciosos Mozartkugel – um doce que reúne chocolate, marzipã e nougat -, a renomada Universidade de Música Mozarteum, a coleção Rupertinum de arte contemporânea ou o Festival de Salzburgo criado em 1920 – um dos festivais de teatro, ópera e música mais importantes do mundo – seguem o mesmo caminho. E, além disso, os fanáticos por história encontram próximo a Salzburgo um lugar bastante peculiar. Berchtesgaden, a cerca de 30 quilômetros, abriga o ninho da águia, que foi refúgio de Hitler nas montanhas do Tirol. Bombardeado pelos britânicos em abril de 1945, o Ninho da Águia seria ocupado, em seguida, pelos americanos, que descobriram preciosidades escondidas no bunker. No fim da guerra não foi destruído, e ainda hoje se pode admirar um belo panorama de lá.  A cidade conta com festivais famosos há bastante tempo. Os eventos tiveram início graças à força do filho ilustre, Mozart, em 1842, na ocasião em que foi inaugurado um monumento a ele. Mas, apesar disso, foi em 1912 que o festival que existe até hoje foi realmente instituído e ocorria nos estábulos dos príncipes e arcebispos.
Por lá, as óperas, sinfonias, concertos e recitais são tão concorridos que costumam se esgotar meses antes. Hoje, o festival ocorre principalmente em três grandes casas: Grobes Festspielhaus, Teatro Felsenreitschule e Nova Haus für Mozart. Para apreciar o anual Festival de Salzburgo, programe – com antecedência – sua visita para o verão europeu.

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A praça Kapitelplatz, no centro de Salzburgo, ao lado da catedral e dentro da Cidade velha – Patrimônio da Humanidade – tem como atrações um grande jogo de xadrez e a escultura de uma esfera dourada, a Sphaera. FOTO: THINKSTOCK/ LIM_JESSICA

PELOS ALPES AUSTRÍACOS DE “A NOVIÇA REBELDE”

Entre suas músicas e cenários emblemáticos, A Noviça Rebelde é um dos maiores musicais de todos os tempos a 50 anos. E quando se pensa nas paisagens que serviram de pano de fundo para a história, logo se pensa na Áustria. O que muitos não sabem é que foi em Salzburgo que viveu a verdadeira família von Trapp que inspirou a história. Foi ali também onde ocorreram as gravações do filme, em 1965.
Dividindo o posto de grande atração da cidade com as lembranças de Mozart, os cenários da noviça rebelde têm roteiro especial em Salzburgo. O tour, que tem inicio nos Jardins do Palácio Mirabell, um típico jardim barroco com canteiros simétricos e várias estátuas de mitos  gregos, visita as principais locações do filme. E é nos jardins do palácio que ocorre a icônica cena onde a noviça Maria e as sete crianças cantam e dançam entre as estátuas, como a do cavalo alado, e pulam entre os degraus da escada.
Outro ponto importante do filme que é visitado no tour é a Praça da Residência, no coração do centro antigo de Salzburgo, com seus imponentes cavalos em uma enorme fonte. O lugar foi cenário do filme quando Maria buscava a Mansão da Família Von
Trapp ao som de “I have confidence in me”. Lá, a noviça toca as águas da fonte, que tem 15 metros e, em composição junto aos prédios, forma uma paisagem impressionante.

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Praça da Residência, no coração do centro antigo de Salzburgo, Foto Istock: dmaroscar

Já o coreto do Palácio Hellbrunn é lembrado por duas cenas: a primeira, em que Lisa está saltitando e cantando “I am sixteen going on seventeen”; e a segundo, no momento em que o capitão se declara à Maria, cantando “Somenthing good”. Ainda fazem parte da rota o Palácio Leopoldskron, a Catedral de Mondsee e o Convento de Nonnberg.
Finaliza o roteiro o distrito de São Pedro, que também foi cenário para o final do filme. A Noviça Rebelde gravou cenas no cemitério de São Pedro, quando a família Von Trapp, escondida atrás dos túmulos, é delatada pelo jovem Rolf.

AS INCRÍVEIS ESCADAS PARA O NADA

Subir escadas que dão para o nada parece sem sentido, mas na Áustria, as paisagens da segunda maior montanha do país – a Hoher Dachstein – que abriga a Stairway of Nothingness valem a pena! A segunda maior montanha dos Alpes Austríacos, a Hoher Dachsteins foi declarada Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, em 1997. Com 2.995 metros de altura, a montanha está localizada na divisa de três estados austríacos (Alta Áustria, Estíria da Áustria e Salzburgo) e é situada no centro do país. Sua base cobre incríveis 600 km² de área. Repleto de aventura, e contraindicado para quem tem medo de altura o “complexo” é formado por três partes que são interligadas entre si. O ponto alto da visita é a plataforma de observação, porém antes de chegar nela é necessário passar por uma ponte suspensa e pela escada que liga a ponte até a plataforma.
Localizada a 400 metros acima das montanhas, foi construída pelo Resort Dachstein Glacier com lâminas de vidro tanto nas laterais quanto no piso, que torna a visão dos Alpes algo único.

HOCHGURGL, AUSTRIA - MARCH 16 : Skiers enjoying the panoramic views across the Otztal Alps to the Dolomites from the Mountain Star viewpoint at Hochgurgl, Austria on 16th March 2013

HOCHGURGL, AUSTRIA – MARCH 16 : Skiers enjoying the panoramic views across the Otztal Alps to the Dolomites from the Mountain Star viewpoint at Hochgurgl, Austria on 16th March 2013

A plataforma flutuante tem uma extensão de 328 metros, projetando-se um penhasco da montanha. Ao final da caminhada, você quase perde o fôlego com a vista para a magnífica geleira Dachstein da Áustria e paisagens montanhosas deslumbrantes.
São 14 degraus da famosa escada para o nada que separam a passarela que é presa a montanha, do ‘corredor’ que leva os turistas até a plataforma de observação. Só é possível visitar o ‘complexo das alturas’ estando hospedado no resort.

CONHEÇA INNSBRUCK E OS ALPES AUSTRÍACOS

Na cidade austríaca de Innsbruck, é possível desfrutar tanto do clima urbano quanto de montanha. Por lá, seu centro histórico – e medieval – fica a menos de meia hora das montanhas de dois mil metros de altitude. E as paisagens são encantadoras por lá. A montanha Nordkette, por exemplo, oferece vista da cidade e do vale do rio Inn, além, é claro, de vista panorâmica dos Alpes. As ruas de Innsbruck são uma mistura com ares medievais, palácios imperiais e edifícios high-tech, como a estação do teleférico que leva ao complexo de esqui de Hafelekar.

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Ruas de Innsbruck: mistura de ares medievais, palácios imperiais e edifícios high-techFOTO: ©ISTOCK.COM / REPISTU

O Palácio Imperial de Hofburg, o Castelo Ambras, a Torre Ottoburg e a Basílica Wilten narram a vibrante história de Innsbruck, ligada a nomes como Philippine Welser ou Andreas Hofer. Mas, sem dúvida, o Imperador Maximiliano I foi a personalidade mais conhecida mundialmente, e deixou uma herança de joias culturais pela cidade, como o “Telhadinho de Ouro”, que foi colocado na Igreja da Corte, Hofkirche, juntamente com o seu mausoléu. Com potencial para os esportes, a cidade oferece estrutura para esquiar, fazer snowboard, passeios de esqui, passear com raquetes de neve e patinar sobre o gelo no inverno. Já na temporada de verão, é possível praticar atividades como ciclismo, mountain bike, parapente e fazer trilhas em uma das inúmeras zonas destinadas a esta atividade, como o parque alpino Karwendel ou a trilha Zirbenweg, na região do Patscherkofel.
É nos arredores da cidade que está situado o parque alpino de Karwendel que, com seus 730 quilômetros quadrados de superfície, é a maior zona ambiental protegida da região e sem dúvida uma das paisagens mais impressionantes do país.
Um ambiente em estado virgem, com um toque hospitaleiro tão próprio da região: muitos caminhos levam a aconchegantes cabanas e refúgios na montanha e outros levam a florestas intocadas.

Innsbruck Gerhard Köppl

Torre da cidade: escadaria de 150 degraus e vista da cidade. Foto Istock: Gerhard Köppl

Estando em Innsbruck, não deixe de visitar a Torre da Cidade “”, construída no século 15 e que possui uma escadaria de 150 degraus que valem a subida; ao topo, a vista da cidade é única e imperdível.

ESQUIANDO NA ÁUSTRIA

Além de Innsbruck, que já foi citada como ótimo destino na Áustria para a prática de esqui, existem alguns outros bons lugares no país para os amantes do esporte na neve.
No Tirol, Ötztal é um desses lugares. Lá, existem duas áreas de esqui Sölden e Obergurg, distantes 18 quilômetros uma da outra. Sendo que, a primeira, além do sky lift, possui uma estrutura maior de restaurantes, lojas e hotéis.

Soldeny, Austria - March 10, 2013: Middle station area in Solden, Alpine ski resort in Tirol, Austria

Soldeny – Estação de esqui em Tirol, Áustria

A outra opção é a região de Arlberg, composta pelas cidades de St. Anton, Lech, Zurs e St. Christoph. A área para esquiar corresponde a 300 km. São 84 elevadores e teleféricos que dão acesso a variadas pistas de esqui de tirar o fôlego, a pista mais longa tem 9 km com garantia de neve do início de dezembro até o final de abril.
Para mais aventura, Harakiri é a pista mais íngreme da Áustria. Para desbravar essa ladeira, é preciso ir à estação de Mayrhofen, que tem algumas das melhores opções de esqui da Áustria e trilhas sinuosas que passam por lagos cristalinos no verão.

OS ENCANTOS DO DANÚBIO E DA REGIÃO DA BAIXA ÁUSTRIA

O famoso rio que passa também por Alemanha, Eslováquia e Hungria contempla com sua beleza das calmas águas – consagradas por Strauss em sua valsa Danúbio Azul, em homenagem ao seu azul brilhante – e dos arredores históricos. Na Áustria, passa tanto pelas cidades mais populares, como a capital, mas também chega a cidadezinhas menores como Krems – onde estão antigos monastérios, igrejas, casas burguesas e fortes.
Os cruzeiros pelo Danúbio, em sua maioria, saem da capital da Alta Áustria, Linz, passando por ruínas e castelos, vinícolas e vilarejos românticos. Ao chegar à região declarada Patrimônio Cultural Mundial de Wachau, é possível apreciar as tabernas e degustar alguns dos vinhos mais famosos mundialmente, o Grüner Veltliner e o Riesling, produzidos a partir de variedades de uva branca.
A cidade de Baden pertence à Baixa Áustria e é um lugar romântico, da época do Biedermeier, muito apreciado especialmente pelo grande número de balneários.

Foto- Istock: Roman Babakin

Baden: balneários e cassinos. Foto- Istock: Roman Babakin

O destino conta com um cassino que agita as noites, além de trilhas contemplativas para curtir durante o dia. Já para quem procura modernidade, a cidade de Wiener Neustadt tem interessantes monumentos como a catedral, a Igreja de St. Peter an der Sperr, o Museu da Cidade (Stadtmuseum) e a Torre da Água (Wasserturm). Ainda na região, não deixe de visitar a mundialmente conhecida abadia de estilo barroco e o encantador centro antigo da cidade de Melk.

DE TREM PELA ÁUSTRIA

Uma das melhores formas de conhecer o país é aproveitando seu excelente transporte ferroviário. Isso porque a rede nacional austríaca ferroviária tem um total de 5.800 km e está ligada à rede internacional. Além disso, os bilhetes de trem podem ser comprados com antecedência e seus trens internacionais unem o país às nações vizinhas como Suíça e Alemanha.

Austria / Vienna / Hauptbahnhof Wien, Verkehrsstation am 15.04.2013

Em Viena há duas estações de trem principais; a Hauptbanhof (estação central), que é usada nas rotas a Bratislava, Budapeste e Praga, e a antiga Westbahnhof, que continua em uso nas rotas a Salzburgo, Innsbruck, Munique e Zurique.

Compre Todas as cidades austríacas, incluindo Innsbruck, Graz e Salzburgo, são servidas por trens. Mozart, o som da música e os Alpes exercem bastante influência nas cidades da Áustria. A capital Viena é visita obrigatória. Confira o Naschmarkt, um mercado de pulgas no Museum Quarter. Embarque no trem ÖBB Railjet, viaje por toda a Áustria, desde Salzburgo até a cidade de Linz, e conheça a cena cultural do país, com inúmeros museus, galerias de arte e casas de show. Conheçendo a Áustria de trem e você verá um maravilhoso cenário alpestre, exuberantes prados alpinos, cidades históricas e aldeias bastante pitorescas.
Os povoados paleolíticos e os sítios arqueológicos romanos de Carnuntum também merecem uma visita. A Wien Westbahnhof, também conhecida como Estação Viena Oeste, é uma importante estação ferroviária austríaca. Está localizada na cidade de Viena e é o ponto de partida para a ferrovia do oeste (Westbahn) com trens que chegam a cidades como Salzburgo, Munique, Frankfurt, Zurique, Budapeste, Bucareste, Belgrado, etc.
A estação possui todas as comodidades necessárias para os viajantes que utilizem as estações, incluindo Ponto Informações Turísticas, Assistência a pessoas com necessidades especiais, caixas eletrônicos e cabines telefônicas.
O Eurail Austria Pass é o melhor passe para descobrir a Áustria. Visite todas as grandes cidades austríacas como Salzburgo, Viena e Linz. O trem também poderá ir para cidades menores, cheias de tradição. Muitas vezes chamada de porta de entrada para a Europa Oriental, a Áustria conta com uma deliciosa mistura de história e arquitetura. O Eurail Austria Pass permite viagens ilimitadas com
a liberdade para ir e vir quando e para onde quiser! Você pode pegar o trem que quiser e não há limite de distâncias que você pode percorrer em um dia de viagem. Tudo isso por um preço fixo. Além das rotas comuns, é possível fazer um passeio alternativo embarcando no Zillertalbahn, um trem a vapor do século 19, em numa viagem repleta de aventura e nostalgia. Confira o pitoresco cenário austríaco e aproveite para explorar o romantismo da natureza local.

 

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