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Além de praia e sol, Guarujá tem sítios arqueológicos e ruínas ancestrais | Qual Viagem Logo

Rogério Cassimiro/MTur

Além de praia e sol, Guarujá tem sítios arqueológicos e ruínas ancestrais

24 de janeiro de 2020

A fartura e exuberância dos recursos naturais se faz notar em todas as regiões do país. Não por acaso, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de destinos, nesse quesito. Quando se traz o foco para o Estado de São Paulo, há uma gama formidável de atrativos para além da orla marítima, onde sol e praia constituem ‘dobradinha’ acolhedora e irresistível aos olhos do turista.

Guarujá, a legendária ‘Pérola do Atlântico’, tem o privilégio de exibir praias paradisíacas e uma condição logística muito favorável. No entanto, dispõe de outros atrativos singulares, que remetem à história do país e mesmo à sua pré-história. São ícones relevantes, preservados no tempo ao longo dos séculos, extasiantes para a contemplação e nichos impregnados de história viva.

Foto via Divulgação

Foto via Divulgação

Segundo o GCVB – Visite Guarujá, há na cidade atrativos inusitados e pouco conhecidos, inclusive dos moradores. Entre eles, estão o sítio arqueológico Crumaú; Ruínas Ermida de Santo Antônio do Guaibê – Bertioga; e Fortaleza de São Felipe (Forte São Luiz).  “São diamantes brutos, que merecem ser lapidados para compor o nosso marketing turístico”, manifesta-se Maria Laudenir C. S. Oliveira, a Lau, que preside o GCVB-Visite Guarujá. As agências de viagens receptivas, sediadas no destino turístico, têm papel relevante na apresentação destas alternativas diferenciadas, aos turistas brasileiros e estrangeiros.

Crumaú

Sítio arqueológico tem, pelo menos, 8 mil anos. Oculto na região de mangue, às margens do canal de Bertioga, em Guarujá, ostenta um sambaqui de 31 metros de altura e cerca de 100 metros de extensão. Em processo de avaliação pela comunidade científica, pode vir a se confirmar o maior do mundo. Trata-se de um sítio arqueológico deixado pelos habitantes da costa brasileira muito antes dos tupis-guaranis.  A palavra deriva do termo “tambaqui”, do tupi-guarani, que quer dizer “monte de conchas”.

Durante os últimos anos, cerca de oito sítios arqueológicos foram encontrados pela região. Essas relíquias foram deixadas pelos povos sambaquis, antecedentes dos tupis. Ainda não se sabe ao certo o que aconteceu com essa população, mas supõe-se que foram dizimados por outras sociedades ou tenham se incorporado aos tupiniquins e tupinambás.

A única coisa que se sabe a respeito dos “homens-sambaquis” é que eram coletores e pescadores. Viveram extremamente bem adeptos à vida do litoral e tinham o costume de enterrar seus entes com muitos adornos.

Após a chegada dos portugueses em terras brasileiras, parte desses sítios acabaram se perdendo. Estima-se que 80% dos sambaquis originais tenham sido destruídos ou estejam parcialmente submersos, já que o nível do mar mudou ao longo dos anos.

Fortaleza de São Felipe ou Forte de São Luiz

Construída em 1765, em local estratégico, por ordem do governador da Província, Morgado Mateus, a Fortaleza de São Felipe fica localizada no extremo norte da Ilha de Santo Amaro, em Guarujá. O local também recebe o nome de Forte de São Luiz, pois acredita-se que o forte foi construído em cima das pedras remanescentes da antiga fortaleza.

O que sobrou hoje foram ruínas, onde remanescem muralhas, as bases das guaritas, muros e pisos em pedra. Atualmente, o local está em estado de abandono, totalmente tomado pela relva.

Ruínas Ermida de Santo Antônio do Guaibê – Bertioga

No meio da Trilha das Ruínas, em um trecho de Mata Atlântica preservada, está a antiga igreja Ermida do Guaibê. Nesse local, o Padre Anchieta rezou missas e catequizou os povos tupiniquins. O acesso se dá pela Rodovia Ariovaldo de Almeida Viana, na estrada que liga Guarujá a Bertioga.

Foto por Rogério Cassimiro/MTur

Foto por Rogério Cassimiro/MTur

Ainda hoje apresenta paredes firmes, suportadas pela mata local. Há um altar e até um santinho. Os ornamentos dos pilares impressionam e chama a atenção o escoamento de água, construído na época. As pedras, como era costume, foram fixadas com óleo de baleia. Os moradores e visitantes costumam pegar a água da pia batismal e levar para casa. Está aberta à visitação durante 24 horas.

Texto por Agência com edição de Carolina Berlato

Imagem Destacada via Rogério Cassimiro/MTur

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