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Chefchaouen é uma cidade literalmente azul

31 de março de 2016

Fundada no ano de 1471 pelo povo berbere para barrar a expansão dos portugueses no continente africano essa fortaleza virou refúgio do povo judeu e de povos mouriscos nos dois séculos seguintes. Foi nessa época, com a retomada espanhola, que a cidade de Chefchaouen começou a ganhar fama que a faz tão peculiar e exclusiva nos dias de hoje.

Foto por Istock/Tenreth

Foto por Istock/Tenreth

Caminhar, fotografar e explorar o enorme labirinto de vielas e ruazinhas azuis é a grande pedida nessa linda cidade marroquina. Parece que o pequeno vilarejo está localizado no céu e dentro de uma enorme nuvem azulada .

Chefchaouen é um dos destinos  mais visitados do país. O turismo contemplativo é o principal produto turístico dessa cidade única. Visitá-la é  ter a oportunidade de fotografar imagens deslumbrantes das montanhas que a cercam.

Em Chefchaouen, o turista poderá encontrar pequenos minifúndios ou pequeninas propriedades, como as conhecidas chácaras no Brasil que trabalham na  produção de queijos de cabra. Outro ponto exclusivo é a tranquilidade rara de se encontrar nas antigas vilas muradas do mundo árabe. Mas o que faz os turistas lotarem a cidadezinha no norte do Marrocos é mesmo o conjunto de construções de cal e tinta azul que dão vida ao enorme cenário das ruelas do centro histórico.

Mas de onde surgiram as casas e construções azuladas ? A verdadeira história é que os judeus começaram a pintar as casas para preservar uma antiga tradição.  Os corantes azuis, derivados de caracóis e mariscos, tingiam as vestes dos reis do Antigo Testamento. Logo, a cor azul tornou-se uma referência sagrada para a cultura religiosa.

Atualmente, o valor sagrado das pinturas pode ter perdido um pouco fé e do misticismo, mas os moradores de Chefchaouen espertamente mantêm suas vielas tingidas de azul.

A cidade ainda é dividida em bairros, cada um com quatro mesquitas, quatro hammams e quatro medersas ( escolas corânicas). A praça Uta el-Hammam parece menor diante das montanhas ao redor. Um lado da praça tem pequenos cafés e restaurantes, com salas lotadas de gente fumando maconha no andar de cima. Embora oficialmente ilegal, isso parte da vida por aqui. Por outro lado ficam os imponentes muros da Casbá e a Grande Mesquita, com um belo minarete octogonal. Dentro da fortaleza da casbá há um maravilhoso jardim com palmeiras, figueiras e flores, e um pequeno museu com fotos antigas, instrumentos musicais e artefatos. A casbá foi construída em 1672 por Moulay Ismail. A praça é cercada por foundouks, particularmente na rue el-Andalous. A ville novelle tem um animado souk às segundas e quintas-feiras.

Foto por Istock/  Zzvet

Foto por Istock/ Zzvet

No lado sudeste da cidade há um mesquita espanhola aberta a não muçulmanos. Daqui sai um caminho que sobe as montanhas passando por pequenas fazendas de maconha e com vistas espetaculares da cidade. A curta caminhada da medina fica o pequeno rio Ras-el-Ma, um lugar agradável para nadar e cujas águas irrigam os jardins de Chaouen.

Quem leva

Consulte a Royal Air Marroc que tem voos três vezes por semana para Casablanca partindo do aeroporto de Guarulhos SãoPaulo. De lá saem excursões que levam os turistas para conhecer essa maravilhosa cidade.

Mais informações: royalairmaroc.com

Onde ficar

Lina Ryad & Spa – facebook.com/LINA-RYAD-SPA-Chefchaouen

Dar Gabriel – dargabriel.com

Texto por: Cláudio Lacerda Oliva

Foto destaque por Istock/  mrsixinthemix

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