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Foto por Istock/Prykhodov

Vai Viajar Para Estes 5 Países? Você Vai Precisar de uma VPN

29 de janeiro de 2021

As redes virtuais privadas (também conhecidas por VPN) são ferramentas indispensáveis para quem gosta de viajar. Não apenas elas garantem maior segurança à navegação do usuário onde quer que ele esteja, como também conseguem tornar o acesso à internet mais livre mesmo em regiões dotadas de regimes opressivos.

Para quem não conhece o recurso, uma VPN é um programa digital que criptografa o seu tráfego de navegação e, com isso, consegue burlar mecanismos de censura que, em geral, bloqueiam o acesso a sites e serviços específicos.

Ao viajar a certos países, muitas pessoas enfrentam problemas com essas restrições, vendo-se impedidas de usar redes sociais populares, como Facebook, Instagram e Twitter, ou mesmo aplicativos de trocas de mensagens, como o WhatsApp. Por isso, o uso de uma VPN é um grande aliado para viajantes de países como a China, Irã ou Arábia Saudita.

Mas atenção: nem todos os provedores de redes virtuais privadas são de qualidade e, por isso, antes mesmo de sair de casa é recomendável que se faça uma boa pesquisa sobre qual serviço contratar. Uma boa sugestão é avaliar aqueles que oferecem VPN com teste grátis, pois assim é possível experimentar seu produto sem nenhum compromisso adicional.

5 países com restrições à internet

1 – China

Provavelmente o caso mais famoso de censura à internet, a China controla o que é acessível ou não de seu território pelo chamado “Grande Firewall”, uma referência à coleção de políticas e medidas tecnológicas do país que agem como uma verdadeira muralha no bloqueio de conteúdos virtuais.

Como consequência das restrições, impera na China um universo online bastante peculiar, no qual aplicativos e sites nacionais substituem seus equivalentes bloqueados. Um exemplo claro disso é dado pelo WeChat, um “WhatsApp chinês” que ocupa o cargo de mensageiro mais popular do país.

Aos viajantes que desejem acessar seus sites e aplicativos costumeiros na China, portanto, é imprescindível o uso de uma VPN de qualidade (já que muitos provedores já foram bloqueados por Beijing).

2 – Rússia

O espaço virtual russo tem se tornado cada mais fechado, com novas leis de restrição sendo discutidas pelo parlamento desde 2019. Tradicionalmente, o governo já impunha certas limitações, como o bloqueio a plataformas como o LinkedIn e o Telegram, mas as previsões atuais apontam para uma censura ainda mais intensa nos próximos anos.

Entre os pontos mais alarmantes dessa tendência se encontram a proibição do uso de determinadas VPNs no território russo, a criação de um sistema de controle tão fechado quanto o da China e a implantação de métodos de vigilância dos cidadãos contra ideias “opostas ás da nação”.

3 – Irã

Sendo um país fechado em vários sentidos, não é surpresa que o Irã imponha restrições ao acesso à internet em seu território. Além de manter uma enorme lista de conteúdos estrangeiros bloqueados por serem considerados impróprios, o país ainda censura determinadas palavras-chave que podem direcionar a páginas não permitidas.

O Irã apresenta ainda uma rede própria de intranet que é mais barata e acessível que a internet internacional, mas que traz velocidade limitada e está sujeita à constante vigilância do governo.

No país, o uso de VPNs não aprovadas é ilegal, muito embora essa proibição seja usada, em sua maior parte, apenas contra dissidentes políticos.

4 – Arábia Saudita

A censura a conteúdos virtuais na Arábia Saudita ocorre de forma massiva, sendo muitas vezes alimentada pela própria população, que é encorajada a denunciar materiais considerados imorais ou politicamente dissidentes.

Todo o tráfego do país é roteado por um canal principal, no qual o governo consegue filtrar o endereço IP, o domínio e palavras-chave do acesso de seus cidadãos. O uso de VPNs no país, contudo, não é ilegal. Mas, por óbvio, muitos serviços se encontram bloqueados na região.

5 – Paquistão

À semelhança de muitos países mencionados anteriormente, o Paquistão filtra a maioria dos conteúdos tomando por base o uso de determinadas palavras-chave. Em geral, a censura se dá contra páginas que trazem ideias ou materiais contrários à visão do governo, seja num sentido moral ou político.

Serviços ocidentais, como Facebook e YouTube, já sofreram restrições no passado, mas, normalmente, são acessíveis à população. O uso de VPNs, por sua vez, é liberado.

Foto por Istock/Prykhodov

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