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Curaçao: a ilha colorida do Caribe

Foto por Istock/ chrisuk1

Curaçao guarda características que a tornam única. É colorida, tem boa segurança, é limpa e oferece recantos surpreendentes. Até o ano de 2010 pertencia às extintas Antilhas Holandesas. Atualmente, é um país independente constituinte do Reino dos Países Baixos.

Curaçao é realmente um paraíso. São 34 praias de águas cristalinas com um céu azul estonteante e areia branquinha. Elas se dividem em duas mo­dalidades: públicas e privadas. Se você gosta de uma aventura no mar, os passeios de barco tam­bém são uma excelente opção. Várias empresas oferecem o serviço que inclui alimentação e be­bidas, além de paradas em lugares estratégicos para ver o destino de um ângulo privilegiado.

Foto por Istock/ sorincolac

Um dos passeios que recomendamos é até a pequena e remota ilhota de Klein Curaçao, que fica a 2h de barco partindo da capital do país. É um verdadei­ro paraíso perdido no Caribe. O passeio custa 109 dólares adultos e U$ 55 crianças entre 4 e 12 anos e inclui Open Bar, petiscos, frutas, equipamentos para mergulho e um completíssimo buffet. Exis­tem mais de 4 empresas que operam esse roteiro, mas indicamos a BLUE Finn Charters. Dá até pra ver os golfinhos acompanhando o barco.

A ilha é fantástica e bem pequena. O maior espe­táculo é o maravilhoso degradê de azuis que vão do royal ao piscina, sem falar na areia que é ultra­branca, parece açúcar. Nela existe um farol e um navio naufragado, cenários perfeitos para ótimas fotografias e a possibilidade de ver muitas tartaru­gas nadando livremente, além de uma quantidade e variedade enorme de peixes coloridos e de di­versos tamanhos e cores.

A grande Influência holandesa

A influência holandesa de Curaçao é tão onipresente como os edifícios de séculos coloniais. Desde o momento em que pri­meiro se estabeleceram como classe domi­nante da ilha, os holandeses tiveram um impacto importante em despertar o inte­resse de Curaçao para o resto do mundo. O sistema jurídico, educacional e político são holandeses. É a língua ensinada nas escolas é o idioma do governo e dos negócios.

Origens

Os nomes dados inicialmente à ilha (1501), Curasorbo e Curasoto, significavam “trago de bebida para cura” e “matagal de cura”, respectivamente. Assim se entende a palavra Curaçao, como arte de curar. A história também conta que a abundância de laranjas da ilha curava os navegado­res do escorbuto, doença muito comum entre eles devido à falta de vitamina C em sua alimentação.

Foto por Istock/ AnjelaGr

E foi usando as laranjas da terra, e o cravo e a canela do Orien­te, que se iniciou a produção do famoso Curaçao Blue. Landhuis Chobolobo é um casarão do século XIX que abriga essa história. Localizado no bairro de Saliña é a sede da destilaria que produz a bebida que leva o nome de Curaçao ao mundo. Lá o turista poderá encontrar uma loja que comercializa mais de 80 itens.

Arawak, os primeiros habitantes

Os registros históricos e arqueológicos indicam o povo Caique­tio, da família linguística Arawak, como primeiros habitantes da ilha. A chegada dos primeiros exploradores europeus ocorreu em 1499, quando uma expedição espanhola descobre a ilha du­rante a viagem de exploração da costa norte da América do Sul.

O domínio espanhol manteve-se durante todo o século XVI. Os espanhóis escravizaram a maior parte da população indígena e, à força, realocaram os sobreviventes para outras colônias, como a ilha Hispaniola, onde os trabalhadores eram necessários.

Foto por Istock/ FrankvandenBergh

Portugueses, ingleses, franceses e holandeses navegaram pela região aproveitando o relativo desinteresse espanhol pelas ilhas. De fato, a ilha foi abandonada progressivamente, à medida que avançava a colonização do continente.

Curaçao tornou-se um importante entreposto comercial do Caribe, responsável pela distribuição de africanos escravizados na região, e marcou o início da cultura açucareira, a exemplo do que os holandeses tentaram fazer na colônia de Recife. Porém, com a expulsão dos holandeses de Pernambuco, em 1654, os judeus expulsos tomaram o rumo de Curaçao, e estes também contribuíram para a formação da comunidade judaica mais an­tiga das Américas. Curaçao tornou-se, com o tempo, um refúgio para judeus que não podiam praticar sua religião nas colônias católicas em plena época da Inquisição. A comunidade judai­ca de Curaçao teve um extraordinário impacto na economia da ilha, na política e na cultura. Este rico legado é comemorado em Sinagoga Mikvé Israel-Emanuel (Snoa), a mais antiga sinagoga em uso contínuo em todas as Américas.

Situada a apenas 70 km de distância do norte da Venezuela, entre Aruba e Bonaire, sua língua oficial é o holandês, porém, os moradores falam três outros idiomas: espanhol, inglês e o pa­piamento, um dialeto local. Porém, não é raro encontrar pessoas que falem o português. Curaçao também encanta o paladar. A gastronomia apresenta uma mescla multicultural com influên­cias europeias, africanas e até asiáticas.

As surpresas não param por aí. A capital, Willemstad, está di­vidida em Otrobanda e Punda. A ligação entre as duas partes é feita por uma ponte flutuante, que pode ser movimentar quan­do há necessidades de alguma embarcação passar pelo canal.

Foto por Leonardo Libman

A história está presente em cada canti­nho do destino, já que os fortes usados para proteger a região contra invasões, hoje são centros comerciais que agregam lojas e restaurantes. Andar por Punda pode ser uma experiência incrível, especialmen­te, porque lembra muito a Holanda devido à sua arquitetura que conta com o charme das paredes e construções coloridas.

Na ilha, uma das atividades mais inte­ressantes é visitar o Sea Aquarium, onde se pode participar da experiência única de nadar com um golfinho. Há toda uma pre­paração para isso, com o treinador ensi­nando todas as dicas para lidar com estes dóceis animais marinhos. Realmente emo­cionante esse passeio.

Paisagens deslumbrantes

Nas proximidades do porto, área ideal para fazer compras, frequentar bares ou restaurantes, as paisagens urbanas são sempre belas: para onde se aponta a máquina fotográfica ou a filmadora, sem dúvida o cenário é belíssimo. Voltando à região do Sea Aquarium, as paisagens naturais são maravilhosas. Há todo um litoral povoado de hotéis resort que oferecem à vista o deslumbre do verde mar do Caribe.

Foto por Istock/ eyewave

Um verdadeiro caldeirão cultural se formou graças à história de Curaçao. O país conta com mais de 50 etnias em seu terri­tório e tem a maioria de seus habitantes com origens africana e europeia. Entre os moradores, a ilha é carinhosamente apelida­da de “dushi korsou”, que significa “Doce Curaçao”. A riqueza cultural é tão grande que a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciências e a Cultura) inclui Willems­tad, capital da ilha, na lista de Patrimônios Mundiais, em 1997. Ao todo, são 15 museus que registram a cultura local. Entre os destaques estão o Museu de Curaçao, o Museu Judaico e o Mu­seu Marítimo e o Museu do Octógono. Outro local importante é o Kura Holanda, lugar onde antes funcionou o primeiro hospital para escravas trazidos da África.

FOTO: BJØRN CHRISTIAN TØRRISSEN/CC BY-SA 3.0/CREATIVECOMMONS.ORG/LICENSES/WIKIMEDIA COMMONS

Boas compras!

As compras podem ser realizadas diariamente. Geralmen­te as lojas estão abertas de segunda a sábado, das 8h30 às 12:00 e das 14:00 – 18:00. A maioria de­las aceita dólares e cartões de crédito in-ternacionais. Os vendedores são gentis e atenciosos e falam entre Inglês, espanhol, holandês e papiamento, portanto não há dificuldade para se comunicar. Em Pun­da, há inúmeras lojas que oferecem tudo, desde roupas, perfumes, joias e lembran­ças. A rua comercial mais importante de Otrabanda – o Breedestraat/Roodeweg – é bastante lotada nas manhãs de sábado. Nos arredores de Willemstad, existem al­guns centros comerciais elegantes como Bloempot Shopping Center, Galerias Sali­na, Shopping Avenida Center, Zuikertuin e Winkelcentrum 77 no Jan Noorduynweg.

Já o Duty Free é uma área cercada de 57 hectares e está localizado junto ao Aero­porto Internacional Hato, 11 quilômetros da capital. No mercado flutuante é possí­vel encontrar peixes frescos, frutas e ver­duras frescas ainda comercializadas pelos barcos da Venezuela.

Como é uma ilha você pode andar de taxi, que não são caros, ou alugar um car­ro, que é o mais indicado, ou ainda con­tratar os serviços de uma empresa de re­ceptivo local para explorá-la.

Foto por IStock/ CircleEyes

Curaçao oferece alguns dos melhores mergulhadores do mundo. Sol, Areia e Surf – Se você é um turista que gosta de sol, você pode escolher entre enseadas ro­chosas cercadas por penhascos ou longas praias de areia.

Para completar a sua experiência, alguns passeios culturais e de contato com a natureza são indispensáveis. O Curaçao Museu que fica em Otrabanda tem preservado seu estilo colonial e apresenta peças indígenas pré-colombianas, mapas detalhados do Caribe, mobiliários e registros importantes da presença africana na ilha. Já o Museu Fort Church é uma fortificação datada de 1635, que defendeu por décadas as inva­sões. Lá está a igreja Fort de 1769. Quem admira artes, pode visitar a Galeria Ritz. O espaço que foi sede de uma famosa sorve­teria por 70 anos, hoje abriga uma galeria de arte e um hotel com ótimas exposições.

Quem desejar explorar mais o interior do país deve visitar o Parque Nacional Sete Bokas, que desde 1994 ocupa uma área com 200 hectares na costa norte. Tem 10 pequenas praias onde as tartarugas se reproduzem. Bem na entrada fica a Boka Tabla onde as ondas do mar encontram a entrada de uma enorme ca­verna. Há também duas trilhas para serem exploradas: Boka Pistol e Boka Wandomi. Já o Parque Nacional Christossel, No extremo noroeste de Curaçao, tem grande fauna e flora e oferece passeio guiado que pode ser feito de bicicleta, carro a cavalo ou de jipe para explorar um complexo de minas e subir ao ponto mais alto da ilha, o Monte Cristoffel. Caminhar pelo Porto de Willemstad e pelas ruelas de Punda também são boas dicas para ótimas fotos.

Comer bem com diversidade de sabores

Foto Divulgação

Com enorme diversidade cultural, Curaçao oferece uma gran­de seleção de restaurantes saborosos. Como é de se esperar, eles apresentam uma grande variedade internacional, bem como co­zinha local. Zanzibar Lounge & Restaurant está localizado na po­pular Jan Thiel Beach, no lado leste da ilha. Vale ainda destacar o restaurante Pop’s Place, que fica pertinho do local onde pode praticar o stand padle. Outro bom restaurante é o Salt Water especializado em frutos do mar. Peça a lagosta da casa.

Como chegar

American Airlines
Avianca
Copa Airlines

Onde ficar

Hilton Curaçao
Beach & Golf Resort
Papagaio Beach Club

Onde comer

Gouverneur De Rouville
Jazz do Hotel Avila
Kabritu meatballs
Pirate’s Bay
O Serafina

Texto por: Cláudio Lacerda Oliva.

Foto por Istock/ chrisuk1

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