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Roteiro indica patrimônios históricos para visitar no litoral paulista

Está no litoral paulista e quer fazer um passeio diferente? Reunimos uma lista de patrimônios históricos tombados pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) em Santos, Cananeia, Iguape, Itanhaém, São Sebastião, Ilhabela e Ubatuba. São centros históricos, museus, igrejas e teatros que farão você mergulhar na história do litoral paulista. Confira:

Santos

Divulgação

Bolsa Oficial do Café

A Bolsa do Café foi criada para atender ao grande movimento comercial do café na cidade de Santos, em função da expansão ferroviária e do escoamento do produto para o exterior através do seu porto. Até 1929, as atividades da instituição foram intensas, mas, acompanhando a crise mundial, a Bolsa entrou em declínio, culminando com o seu fechamento em 1937. Projetado pela Companhia Construtora de Santos, sob a direção do engenheiro Roberto Simonsen, o edifício, em estilo eclético, foi concluído em 1922. Na construção, empregou-se mármore de Carrara no piso, vitrais coloridos e painéis pintados por Benedito Calixto. Desde 1998, abriga o Museu do Café.

Igreja e Mosteiro de São Bento

Dotado da imagem mais antiga do Brasil com autor conhecido, a de Nossa Senhora da Conceição, de Antonio Gonçalves, a Igreja e Mosteiro de São Bento abriga o Museu de Arte Sacra de Santos. O local possui mais de 400 peças em exposição, em um acervo organizado em seis espaços temáticos. A Sala Principal conta com a imagem mais antiga (1540), de Santa Catarina de Alexandria, onde também se destacam as imagens de Santana Mestra, avó de Nª Sra. e padroeira dos professores; Nª Sra. das Dores, com cabelo humano; Sta. Escolástica, que era irmã de São Bento e fundou a primeira irmandade religiosa feminina, e São Bento, com o Livro de Regra, que contém as normas da Ordem Beneditina.

Teatro Coliseu

O Teatro Coliseu foi inaugurado em 1924, para um público de 2.300 pessoas. A decoração destaca, no salão nobre, a arte do italiano Adolfo Fonzari, iluminada por 39 lustres. Em forma de ferradura, a plateia permite a observação de todos os detalhes das cenas e o fosso da orquestra comporta 100 profissionais. O edifício já foi usado para atividades políticas e o teatro, restaurado, voltou a funcionar em 2006.

Cadeia Velha

A Cadeia Velha, ou Casa de Câmara e Cadeia abrigava, em 1865, tropas da região que retornavam da Guerra do Paraguai. Mais tarde, o prédio de pedra e cal, construído em estilo colonial, sediou o Fórum, a Prefeitura e o Conselho Municipal de Recursos. Em 15 de novembro de 1894, a Câmara Municipal promulgou a primeira e única Constituição Municipal, ocupando as instalações da Cadeia Velha. Na década de 50, a cadeia foi desativada. Hoje, o imóvel é sede da Delegacia Regional de Cultura e de oficinas e cursos de teatro, cinema, artes plásticas e dança, entre outros.

Casa com Frontaria Azulejada

A Casa da Frontaria Azulejada foi construída em 1865 para residência e armazém do comendador português Manoel Joaquim Ferreira Netto. O prédio possui dois pavimentos e ficou conhecido por sua fachada de influência neoclássica, formada por azulejos em alto-relevo importados de Portugal. Concebida em forma de ‘U’, a construção tinha a abertura voltada para o porto. Com o passar dos anos, o sobrado passou a ser utilizado como escritório, hotel, armazém de cargas e, por fim, como depósito de adubos químicos. Atualmente, abriga o Arquivo Público Municipal da Prefeitura.

Cananéia

Centro Histórico

O município de Cananéia fica entre os portos de Paranaguá e de Iguape e foi de grande importância nos primeiros tempos da colonização, com a instalação de estaleiros para prover transporte às tropas que se dirigiam ao sul. Do núcleo inicial da cidade, ainda estão conservados o traçado das ruas e os becos. O centro possui casas modestas com fachadas de pedra entaipada e argamassa de areia e cal, datadas do final do século XVIII e início do XIX. A Igreja de São João Batista, construída pelos jesuítas no século XVI, é uma das mais antigas do país e foi usava como fortificação pelos portugueses durante a colonização.

Iguape

Centro Histórico

A importância inicial de Iguape esteve relacionada ao ouro de lavagem que a transformou em centro de distribuição de riquezas, período em que se construiu a Casa de Fundição. A cidade tem o maior acervo preservado de construções coloniais do estado, com um núcleo histórico com casas de pedra e cal. Alguns destaques no centro são a Basílica do Senhor Bom Jesus, local de peregrinação de devotos que abriga o Museu de Arte Sacra e Casa do Patrimônio, centro cultural com biblioteca, videoteca e exposições sobre a história da cidade

Itanhaém

Foto Divulgação

Casa e Câmara e Cadeia

Durante o período colonial, as casas de câmara e cadeia funcionavam em um único edifício, em dois pavimentos, prática que avançou até o século XIX – como é o caso deste imóvel. O patrimônio foi construído em 1624, sendo desativado em 1964, e ainda conserva as pesadas grades de ferro nas janelas do pavimento térreo, o que ainda evidencia o antigo uso de cadeia.

Igreja e Convento de Nossa Senhora da Conceição

O patrimônio foi construído por frei Miguel de São Francisco por volta de 1713 no alto do Morro Itaguaçu e se tornou um dos principais pontos de peregrinação do Brasil. O convento, construído em dois pavimentos, possui vitrais de Benedito Calixto e azulejos com arabescos pintados.

Igreja Matriz de Santana

Data de 1654 o início das obras para a construção da primitiva Matriz de Santana. Na sua reconstrução, cinqüenta anos depois, foram  reaproveitadas algumas de suas paredes antigas. A igreja possui imagens muito antigas e valiosas que permaneceram enterradas por um longo período a fim de serem preservadas. Uma delas, a mais famosa, é a da Virgem da Conceição.

São Sebastião

Centro Histórico

O Centro Histórico de São Sebastião abriga um preservado casario colonial, com prédios datados dos séculos 17 e 18. Os principais destaques da área tombada de sete quadras são a Igreja Matriz, a Casa de Câmara e Cadeia Pública, a Capela de São Gonçalo (com Museu de Arte Sacra) e a Casa Esperança.

Ilhabela

Divulgação

Sede da Fazenda Engenho D’Água

Marco histórico da cidade, a Fazenda Engenho d’Água foi construída no período da produção açucareira do litoral, em meados do século XVIII. Em sua área territorial de mais de 43 m² está a casa sede, feita de alvenaria de pedra e cal e de pau-a-pique e a casa maior, que segue a tradição das ilhas atlânticas, em um sobrado avarandado. Em 2015, a prefeitura de Ilhabela transformou o local no “Parque Municipal Fazenda Engenho D’Água”.

Ubatuba

Residência dos Irmãos Gomes

O projeto da residência de veraneio, concebido em 1958 e realizado em 1962, foi encomendado pelo Senador Severo Gomes ao arquiteto Rino Levi, um dos principais expoentes da arquitetura moderna brasileira, sempre considerando a continuidade espacial com a natureza. Situada num grande terreno plano entre a montanha e a praia, procura unir a características das casas urbanas à contemplação com a paisagem.

Unidades Habitacionais de Picinguaba

Desde as primeiras décadas do século XIX, Picinguaba constava da lista dos bairros integrantes da Terceira Companhia de Ordenanças de Ubatuba. Era um dos mais populosos e prósperos da cidade e seus habitantes se dedicavam à pesca e à agricultura. As habitações caiçaras têm por características a frente voltada para o mar as construções em pau-a-pique, com telhados cobertos por sapé ou folhagem, chão de terra batida e poucas janelas. A vila é considerada como um dos últimos redutos do litoral paulista a conservar tradições caiçaras no eixo da estrada Rio-Santos.

Texto por: Agência com edição Eliria Buso

Fotos Divulgação

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