logo

Telefone: (11) 3024-9500

Rota 66: nostalgia e aventura pelos EUA Logo

Rota 66 em Winslow, Arizona. Crédito: Renata Pereira

Rota 66: nostalgia e aventura cruzando os Estados Unidos

13 de outubro de 2015

 

Se você sonha em digirir pela Rota 66, anime-se! Com temperaturas mais amenas, esta é a melhor época do ano para pegar a estrada

Se não fosse por Chicago, Illinois talvez fosse quase desconhecido da grande maioria dos brasileiros. Mas os aventureiros que sonham em um dia percorrer a Rota 66 sabem que no interior do estado podem encontrar o misto de história e modernidade que tanto procuram. Principalmente porque os moradores fazem questão de manter as tradições. E o mesmo acontece em Missouri, no Kansas, Oklahoma e até nos estados mais acostumados a receber turistas, como o Arizona e a Califórnia. Esqueça as grandes cidades. Estou falando de costumes do interior.

A Rota 66 é aquela famosa estrada que cruza os Estados Unidos e que foi imortalizada pelo cinema e a literatura. Ela começa em Chicago e vai até a Califórnia, e foi muito utilizada entre as décadas de 30 e 60 por quem queria recomeçar na vida na costa oeste. A rodovia hoje está integrada ao sistema interestadual de autoestradas do país, e não existe mais exatamente como era antigamente. Recentemente expliquei essa história no meu blog. Mas para os amantes dos anos dourados americanos, isso não faz a menor diferença.

Ano após ano, a Rota 66 continua sendo o símbolo da cultura americana por vários motivos. Ela significa a liberdade idealizada pelos jovens que se aventuravam de cadillacs e Harley Davidsons a começar uma vida nova na Califórnia. E os jovens (e também adultos) de hoje querem reviver essa sensação. Não por necessidade ou idealismo, mas pelo espírito de aventura. E esta é a melhor época do ano para uma road trip: não há neve, calor intenso e nem tornados!

Quando a Rota 66 foi oficialmente desativada, várias cidadezinhas de beira de estrada foram à falência. Imagina! Elas sobreviviam do turismo, que acabou de repente. Mas outras souberam fazer disso um atrativo e conservar aspectos históricos hoje bastante procurados por quem percorre os mais de 3700 km de uma ponta à outra. Então, ao longo da via você ainda encontra antigas construções, letreiros e museus que representam bem a época.

Várias cidades também souberam aproveitar a fama. No último final de semana de setembro, duas delas em lados opostos da via organizaram festivais bem no clima retrô: em Springfield, a capital de Illinois, e Kingman, uma cidadezinha no noroeste do Arizona, carros antigos, comidas e músicas típicas dos anos 50 tomaram as ruas. As fotos são de encher os olhos. Os mais idosos se reuniram para contar histórias, e os apaixonados pelas lendas vieram das redondezas. Ano que vem a comemoração promete ser ainda maior, já que é o aniversário de 90 anos da construção da Rota 66. Eventos em várias cidades em todos os estados que ela corta já estão sendo planejados. A festa já tem até nome: “66 comemora os 90″.

Já percorri vários trechos da Rota 66 entre o Novo México e a Califórnia e garanto: é quase impossível voltar sem uma lembrancinha sequer. Ao longo do caminho de vez em quando você ainda vê motoqueiros como nos filmes, além de vários turistas por menor que seja o povoado. Nesse sentido, dá pra perceber que a Rota 66 continua desempenhando o mesmo papel que nas décadas anteriores, colocando no mapa lugares que talvez nunca se tornassem atraentes turisticamente. E é isso que faz dela tão original.

 

Renata Pereira

Renata Pereira

Viajar o mundo sempre foi um sonho de infância, que para Renata começou a se concretizar em 2003, quando foi estudar na Califórnia. De lá pra cá, conheceu mais de 20 países trabalhando para a FIFA. Morou em Los Angeles por 6 anos, onde foi correspondente do SBT, e desde 2014 vive em Austin, capital do Texas, onde trabalha com produção de conteúdo e organização de eventos. Renata conhece mais da metade dos estados americanos e todo final de semana sempre inventa uma desculpa pra pegar a estrada.
Renata Pereira

Últimos posts por Renata Pereira (exibir todos)

Comentários