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Turista andando nas ruínas de Pompeia

Pompeia e o vulcão que petrificou a população

17 de junho de 2019

Quem diria que Pompeia, uma cidade tão cheia de movimento na Itália, seria extinguida pelo manifesto do Vesúvio, no ano de 79.  O vulcão não apenas sufocou a população, como também cobriu os seus corpos com cinzas, transformando-os em estátuas.

Conheça esta história na íntegra. Como funcionava a cidade, o que aconteceu no dia do acidente e como está hoje. Um lugar interessantíssimo e bem pertinho da intensa Nápoles.

Turista andando nas ruínas de Pompeia

Minha experiência entre as ruínas de Pompeia

Um breve resumo sobre a tragédia

Durante boa parte do século I, Pompeia ainda era uma cidade cheia de vida e considerada por alguns historiadores como uma “colônia de férias”. Nas ruelas de pedras, durante o verão, circulavam pessoas comuns, soldados provincianos e aristocratas proprietários de casas de veraneio – algo em torno de 20 mil pessoas.

No ano 79, aconteceu um fato que mudou para sempre a rotina de Pompeia. O Vulcão Vesúvio, localizado há cerca de 20 km, despertou. Expelindo fumaça tóxica, sufocou grande parte da população e, posteriormente, esparramou as suas cinzas sobre os mortos, transformando os seus corpos em pedras.

Séculos mais tarde, quando arqueólogos estudavam o desvio do Rio Sarno, esbarraram acidentalmente no que Pompeia tinha sido um dia. A triste história de uma sociedade antiga, que poderia ser apenas um bom filme de ficção, iria ser contada por meio de seus habitantes estáticos e objetos preservados.

 A vida dos pompeianos antes da tragédia

Os pompeianos gostavam de viver cada dia como se fosse o último. Pompeia era o destino da diversão. Trazia muitas pessoas de fora para passar temporadas, mas também já era intensa por si só, pela própria população que ali vivia.

A principal fonte de sobrevivência dos habitantes vinha do cultivo do azeite e vinho, mas também era comum notar pessoas mais afortunadas, que tinham escravos dedicados às atividades domésticas, agricultura e logística de produtos.

Rotina retratada nas paredes das antigas casas

A rotina pintada nas paredes das casas, no sítio arqueológico, também não esconde o culto aos deuses (a religião da época, trazida por civilizações gregas e etruscas que tiveram passagem pelo Sul da Itália).

Pinturas em paredes de casas de Pompeia

Pinturas nas paredes das antigas residências de Pompeia

Pela cidade havia grafites, onde o latim vulgarizado era manifestado. Também existiam prostíbulos, que eram frequentados por residentes e visitantes de Pompeia (detalhes sobre estes e alguns outros estabelecimentos do sítio arqueológico podem ser vistos na matéria impressa da Revista Qual Viagem).

Apesar de a cidade passar impressão de ser uma bagunça, pela proposta intensa de diversão, na verdade, era muito organizada. Havia fóruns, comércio variado com bons artesãos, pequenas fábricas, propaganda política, banheiros públicos e até um anfiteatro, onde aconteciam os espetáculos para o entretenimento da população.

Interior do anfiteatro de Pompeia

Anfiteatro de Pompeia

Além disso, Pompeia era extremamente moderna, devido às inovações tecnológicas do Império Romano. A arquitetura e engenharia eram avançadas para o seu tempo e as casas eram construídas com perfeição.

Por toda a cidade, o sistema de abastecimento de água funcionava bem, e a população podia usufruir do líquido sem grande sacrifício. Este mesmo sistema eficiente defendia a cidade até mesmo das mais terríveis chuvas.

Durante as tempestades, por exemplo, a água fluía pelas ruas niveladas, evitando as enchentes nas residências. As pessoas, ao caminhar pela parte alta, não molhavam os pés e poderiam até atravessar as ruas pelas passarelas.

O dia em que o Vesúvio acordou

Dias antes do Vesúvio se manifestar, alguns terremotos já anunciavam a destruição de Pompeia. Partes da cidade foram perdidas durante o fenômeno natural.

Os cidadãos, enquanto isso, seguiam com as suas rotinas. As fábricas de lâmpadas a óleo estavam em funcionamento, os agricultores tiravam proveito do solo fértil, as crianças brincavam pelas ruas, os comerciantes vendiam sopas e pães e tudo ia bem. Ninguém chegou a cogitar que os tremores de terra também pudessem ocasionar o despertar do vulcão vizinho.

Segundo algumas pesquisas, por volta de uma hora da tarde, o vulcão começou a expelir nuvens tóxicas e gigantescas pedras. Os pedregulhos chegaram a atingir com força Pompeia, destruindo residências e matando as pessoas. As que conseguiam se desviar das pedradas tentavam sair da cidade por um de seus portais.

Maquete da antiga cidade de Pompeia, antes do acidente

Maquete de Pompeia, onde é possível notar as possibilidades de saída da cidade durante o acidente

Claro que todos os dias são descobertos novos fatos sobre a antiga civilização e a tragédia, mas alguns especialistas afirmam que a fumaça e o calor (de até 250°C) dominaram o lugar e eram suficientes para matar em instantes qualquer ser vivo.

Por calor e asfixia, os habitantes se contorciam de dor, ficavam mais lentos e, em pouco tempo, morriam. A população de Pompéia foi dizimada com o manifesto do Vesúvio.

Pessoa petrificada em Pompeia

Corpo de pessoa petrificada pelo manifesto do vulcão Vesúvio

 Quando Pompeia foi redescoberta

Os poucos habitantes que haviam sobrevivido voltaram para Pompeia depois, na tentativa de recuperar alguns de seus bens. Porém, a cidade já havia sido soterrada por pedras e muitas camadas de poeira.

Por mais de 1500 anos esta história ficou oculta. Em 1599, quando arqueólogos estavam estudando a região para desviar o Rio Sarno, descobriram uma pintura antiga e, a partir dela, a cidade soterrada.

Além de objetos variados, encontraram muitos corpos (famílias inteiras, crianças e animais) petrificados em posição fetal, o que comprovou não apenas a existência de uma antiga civilização, mas a terrível morte por desidratação e asfixia.

objetos encontrados no sítio arqueológico de Pompeia

Objetos encontrados durante as escavações em Pompeia

Todos os corpos estão cobertos por uma camada branca, que lembra um cimento, pela aparência. Na verdade, são as cinzas do vulcão, que enrijeceram os corpos ao cair sobre eles.

Em muitos lugares da Europa, por sinal, dizem que alguns monumentos não caem diante de terremotos, devido a esta cobertura perfeita ocasionada por algum vulcão do passado. Alguns dizem que essa substância é mais rígida que o cimento produzido pelo homem, inclusive.

O Vesúvio só está dormindo

O Vesúvio é um dos vulcões mais perigosos da Europa (e do mundo). Ele continua ativo e está apenas dormindo.

Acho muito interessante andar por Pompeia e Herculano (cidade próxima também devastada no período), porque tem bastante gente morando na região. Não há apenas sítios arqueológicos, mas cidades inteiras e habitantes reais, que se arriscam e fazem casas até mesmo na base do vulcão.

Fisicamente olhando, o Vesúvio não chama a atenção, porque parece uma montanha de tamanho médio. Mas, quando a gente avista ele de qualquer lugar, como Pompéia ou da Ilha de Capri, por exemplo, não tem como não se impressionar.

Eu mesma, toda hora dava uma olhada para ele, tirava mais um monte de fotos e falava: “Meu Deus! É um dos vulcões mais perigosos do mundo!”

Bom, contra as forças da natureza, não temos muito o que fazer. Só nos resta torcer mesmo para que o Vesúvio continue adormecido e que a história jamais se repita.

Tours diários para Pompeia:

Também recomendo:

  • Visitar a cidade de Herculano, que também foi devastada pelo Vesúvio
  • Fazer uma trilha à cratera do vulcão Vesúvio (para os mais aventureiros)
  • Degustar o melhor tomate do mundo, que cresce nas terras férteis do Vesúvio
  • Visitar o Museu Arqueológico Nacional de Nápoles

 

Ares do Mundo

Por Leda De Luca, fundadora e editora em Ares do Mundo
Ares do Mundo é um canal sobre turismo de luxo, cultura e lifestyle, fundado por Leda De Luca, premiada publicitária e colunista aqui na Revista Qual Viagem.

A editora, apaixonada pelas estrelas do céu e a de hotéis, morou em 4 países e teve a oportunidade de viajar e trabalhar em muitos outros. Hoje, ela ajuda os seus leitores a fazerem viagens com mais conforto e explorarem a essência de destinos diversos, sem passar por “perrengues”.

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