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Os Segredos da Cracóvia

13 de setembro de 2016

Imagem destacada – Fonte: Flickr – Pawel

A Polônia é um país fascinante. Cheio de polêmicas políticas por sua história e ao mesmo tempo culturalmente rica em arte, música, religião e sem falar nas cidades conservadas no tempo. Em 2004 entrou para a União Europeia facilitando a entrada dos Brasileiros que visitam a Europa. Só não facilitou ainda mais porque não aderiram ao Euro e utilizam sua própria moeda – o Zloty.

O país que sofreu com as guerras do século 20 guarda um passado sombrio lembrado pelos museus e campos de extermínio que dizimaram milhões de pessoas entre judeus, ciganos e prisioneiros de guerra. Estes campos atraem milhões de turistas que vem buscar desde históricos familiares perdidos a informações de um “porque” de tanto ódio tomado pela humanidade. O assunto ainda é tabu entre os poloneses que aos poucos vão mostrando ao mundo que o país vem se transformando.

A Cracóvia (ou Krakow em Inglês) é a cidade orgulhos dos poloneses. Foi a primeira capital da Polônia até os anos 1600 enquanto a economia era baseada no sal retirado de uma mina que pode e deve ser visitada ainda hoje. Além disso, a cidade se beneficia de um castelo e contém a maior parte dos monumentos históricos do país, talvez por ter sido a cidade menos destruída pelos Nazistas nas Segunda Guerra.

As dezenas de igrejas medievais e modernas impulsionam o catolicismo que representa 95% da religião no país. Inclusive foi em uma destas igrejas que Karol Wojtyla, se tornou sacerdote antes de virar o papa João Paulo II. Já o judaísmo tenta se manter vivo escorado no bairro judeu que teve preservado suas sinagogas e cemitérios e que hoje funcionam diversos restaurantes de culinária judaica.

A história da deportação dos judeus da Cracóvia pelos Nazistas foi retratada por Spielberg no filme A Lista de Schindler que foi filmado por lá inclusive. É possível visitar a fábrica de Oscar Schindler e ver resquícios do Gueto onde os judeus foram confinados antes de serem enviados aos campos de trabalhos forçados ou pior, aos campos de extermínio. Uma das visitas obrigatórias é a visita do campo Auschwitz-Birkenau que fica em Owswiecim, cidade vizinha da Cracóvia. Digo visita obrigatória porque somente quem visita o local tem a real noção das atrocidades que ocorreram. E isso jamais deve ser esquecido.

Mas é justamente este por este mix de história, com cidade medieval e rica gastronomia que faz a Cracóvia tão fascinante.Veja abaixo as dicas de como tirar o melhor proveito do passeio:

 

Chegando e Circulando

Infelizmente não há voos diretos para a Polônia. Talvez as melhores opções sejam conexões passando pela Alemanha, França ou Holanda com suas respectivas companhias aéreas.

O aeroporto internacional da Cracóvia está a aproximadamente 15km do centro. Uma viagem de taxi até o centro sai por volta de 40 PNL (Zlotys). Para quem quiser ir de trem, a passagem custa 8 PLN e saí direto do aeroporto até a estação central.

Já na cidade, com um pouco de fôlego pode-se fazer tudo a pé. Para algumas atrações mais distantes pode-se pegar o Tram, o bondinho. O preço é cobrado por distância. Mas para os que querem ainda mais conforto, a cidade foi tomada por carrinhos de golf, gerenciados por agências que prometem desde city tours ou rotas determinadas de acordo com as atrações e com explicações em diversas línguas. As rotas custam em torno de 150 PLN por carrinho que levam até 5 pessoas.

Bonde - Fonte: Flicker - Photobeppus

Bonde – Fonte: Flickr – Photobeppus

 

Atrações, Gastronomia e Cultura

Recomendo reservar 3 dias para conhecer a cidade.  Veja abaixo os principais pontos de interesse:

A Stare Miasto é o centro antigo da cidade e concentra a maior parte das atrações. É o local ideal para começar a explorar a cidade. Comece por dar uma volta na praça Rynek Glówny. O que no passado foi palco de discursos reais e execuções, hoje é um local repleto de barzinhos e restaurantes. Com um pouco de sorte pode calhar de pegar um festival de música. Na praça ainda estão o mercado, a torre da prefeitura e a basílica.

Mercado - Fonte:  Flickr - Jose Lascar

Stare Miasto e o Mercado – Fonte: Flickr – Jose Lascar

O mercado, Sukiennice, foi construído entre os séculos 13 e 14. Hoje abriga várias barraquinhas de souvenirs e de jóias a base de âmbar. No andar de cima está o Museum Nardwowe, que exibe pinturas e esculturas do século 18 e 19. Em frente ao mercado está a Torre da Prefeitura, ou melhor o que sobrou da prefeitura existente do século 15. De cima tem-se uma boa vista da cidade. Do outro lado do mercado está a famosa Basílica de Santa Maria (Bazylika).

Basílica Santa Maria - Fonte: Flickr - Ministry of Foreign Affairs

Basílica Santa Maria – Fonte: Flickr – Ministry of Foreign Affairs

A basílica, que também data do século 13, contém duas torres de tamanhos diferentes. Por dentro a basílica é lindíssima e pode-se subir nas torres para ter uma visão panorâmica da cidade.

O interessante está por trás das histórias da construção. Uma das histórias conta que as torres foram projetadas por arquitetos irmãos. Porém um projetou uma torre maior que a outra, o que tornou motivo de discórdia e briga entre eles. No fim, por inveja, o que projetou a torre menor assassinou o irmão e num ato de arrependimento, se suicidou pulando da torre.

A outra história diz que as torres serviam de ponto de observação para alertar invasões inimigas. Acontece que um dos guardas viu uma tropa inimiga chegando e deu o alerta. As tropas o acertaram com uma flecha e este caiu morto, porém conseguiu avisar a população a tempo de se armar e se defender. Desde então, até hoje, um toque de trompete soa entre as duas torres de hora em hora em homenagem a este guarda.

Seguindo a cidade mais ao norte, está o Barbakan. Trata-se de uma parte da fortaleza erguida no século 15. Pode-se passar por baixo do pórtico Brama Florianska, antigamente utilizado pelos reis e nobres que vinham à Cracóvia. Hoje o local é utilizado por artistas que expõem suas obras.

Barbacan - Fonte: Flickr - Marcin Polak

Barbacan – Fonte: Flickr – Marcin Polak

Para os amantes de museus, há o Collegium Maius, a universidade que foi fundada em 1364 e é uma das mais antigas da Europa. Lá estudou um importante aluno, Nicolau Copérnico, que ganhou uma exibição especial de seus instrumentos e anotações. Já o museu Czartoryski, tem uma exibição de coleções de armas, pinturas, roupas. Um dos pontos principais da exibição é a obra de Leonardo Da Vinci – a Dama com um Arminho. A obra já esteve na coleção pessoal de Hitler e cruzou por toda a Europa até chegar no museu.

Entre as principais atrações da Cracóvia está o castelo Wawel. A construção fica em cima de um morro, aumentando a sua imponência. Já foi a residência de reis no século 10 e posteriormente o centro político e cultural da Europa.

Wawel Castle - Fonte: Flickr - Pawel Pacholec

Wawel Castle – Fonte: Flickr – Pawel Pacholec

Dentro do complexo existem diversas atrações, onde cada uma deve ser agendada e paga separadamente. O ponto principal é a Wawel Cathedral, onde eram realizadas as coroações dos monarcas. É possível visitar os túmulos reais e outras tumbas de vários heróis da história polaca. Já no castelo, é possível visitar os Aposentos Reais (Royal Chambers), a Sala das Joias e Armas (Crown Treasury and Armoury) e a sala de artes orientais, onde se podem ver trabalhos artísticos e outros artefatos. Outra área interessante é a Dragon´s Den, uma caverna encontrada debaixo do castelo, onde diz a lenda, morava um Dragão. Não achamos nada de especial para falar a verdade. Saindo da caverna, já no acesso a rua, há uma estátua de um dragão que solta fogo de verdade, a cada 10 minutos.

Wawel Cathedral - Fonte: Flickr - Terrazo

Wawel Cathedral – Fonte: Flickr – Terrazo

 

Algumas igrejas chamam a atenção como a Kosciol Sw Piotra i Pawla (igreja de São Pedro e São Paulo). Foi concluída pelos jesuítas por volta dos anos 1600. Além de atrair por sua beleza, conta com 12 esculturas dos apóstolos datadas do século 18. Outra igreja, ou melhor a basílica de São Francisco, construída no século 13 contempla belíssimos vitrais em seu interior. E por fim a igreja dos Franciscanos, construída em meados de 1670, tem outra peculiaridade que são algumas múmias mantidas na cripta (é necessário solicitar autorização para visitar).

Igreja Kosciol - Fonte> Flickr - Allle Caufield

Igreja Kosciol Sw Piotra i Pawla – Fonte> Flickr – Allle Caufield

 

Por falar em religião, não menos importante é a visita ao bairro judaico, Kazimierz. Como já mencionado acima a Cracóvia fez parte da triste história da segunda-guerra onde milhões de judeus foram expulsos de suas casas e mandados a campos de concentração e de extermínio. O bairro judaico é um resquício do que sobrou da vida dos judeus da época. Entre as atrações estão as sinagogas Izaaka que hoje é um museu, mas durante a guerra foi ocupada e utilizada pelos nazistas como depósito. Na exibição, documentários da vida dos judeus antes e durante a guerra.

 

Bairro Judaico - Fonte: The Explorer

Bairro Judaico – Fonte: The Explorer

Outra sinagoga interessante de se visitar é a Stara Sinagoga, a mais antiga da Polônia. Também funciona como museu judaico com fotos, textos e artigos que contam as tradições do judaísmo. A única sinagoga que ainda mantem cultos é Remuh, que está ao lado do cemitério judaico. O cemitério é datado de 1533, e é considerado um dos mais antigos da Europa e curiosamente se manteve intacto durante a guerra.

Artigos do filme a Lista de Schindler no acervo do museu - Fonte: The Explorer

Artigos do filme a Lista de Schindler no acervo do museu – Fonte: The Explorer

Um pouco mais afastado do bairro judaico está o antigo gueto, hoje no bairro chamado Podgórze. Os guetos eram bairros, todos murados e controlados. Nínguem saia ou entrava sem permissão. Os judeus foram levados a força para lá e concentrados antes de serem encaminhados aos campos de concentração. Onde antes moravam 3 mil pessoas, moraram 15 mil confinadas em um espaço onde se faltava tudo. Na praça Zgody (praça da concórdia), os judeus eram enfileirados e registrados. Eles eram obrigados a deixar todos os seus pertences no local. Alguns fuzilamentos também ocorreram por lá. Hoje na praça está um monumento artístico com cadeiras em homenagem aos que morreram no Holocausto. Cada cadeira, representa 10.000 vítimas.

Praça da Misericórdia - Fonte: Flickr - Jennifer Boyer

Praça da Misericórdia – Fonte: Flickr – Jennifer Boyer

Não longe dali está a famosa fábrica de Oskar Schindler cuja participação na guerra foi retratada no filme “A lista de Schindler”. Ele salvou milhares de judeus ao colocá-los para trabalhar em sua fábrica. Hoje, dentro da fábrica está uma exposição de itens que retratam a vida dos judeus na época da guerra.

Acervo dentro da Fábrica de Schindler - Fonte: Flickr -Texx1978

Acervo dentro da Fábrica de Schindler – Fonte: Flickr -Texx1978

Não se pode deixar de sair do bairro judaico sem experimentar a culinária típica em um dos diversos restaurantes do bairro. Prove uma sopa com Matzo Balls, um Guefilte Fish e uma porção de Varenikies para ter um pouco da noção da culinária judaica. Há uma certa disputa entre os inventores dos Pierogis (culinária polaca) e dos Varenikes (culinária judaica), mas que no fim ambos são pasteizinhos cozidos de massa rechada.

Varenikes - Gastronomia Judaica - Fonte: The Explorer

Varenikes – Gastronomia Judaica – Fonte: The Explorer

 

 Polônia – informações gerais:

• Área (em km²): 312.685
• População: 39
• Idioma: Polonês (alguns falam Inglês)
• Moeda: Zloty
• Visto: Não é necessário para Brasileiros
• Melhor época para ir: Evite ir no inverno, onde o frio é rigoroso e as temperaturas atingem alguns graus negativos.

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Natan Zekcer

Natan Zekcer

Natan deixou seu trabalho na indústria automobilística para estudar MBA em Londres, onde morou por 2 anos. Sua paixão sempre foi viajar e conhecer o que o mundo pode proporcionar de experiências de vida. Conhecer lugares inusitados; pessoas; outras culturas e as respectivas gastronomias, são os prazeres que lhe enriquecem a alma. Já viajou pelos 5 continentes e desde que voltou ao Brasil, fundou o site The Explorer que tem ajudado viajantes de todo o mundo com roteiros personalizados e dicas de viagem.
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